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António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões Francesas (12)

:: :: LAGEOSA DA RAIA :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

André Massena (1758-1817): comandou a terceira invasão durante a Guerra Peninsular.

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões francesas (10)

:: :: ALDEIA DO BISPO :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Manuel Isidro da Paz, op. cit.,em: PT-TT-CF-212_m0141.TIF

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões Francesas (9)

:: :: ALFAIATES :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Capitão Manuel Isidro da Paz, op. cit.; em: PT-TT-CF-212_m0118.TIF

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões Francesas (6)

:: :: SABUGAL :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Álbum de Campanha Sobre Marchas, Manobras e Planos de Batalha do Exército Português, Realizados no âmbito da Guerra Peninsular, pelo Capitão Manuel Isidro da Paz

Joaquim Martins Tenreira © Capeia Arraiana

As duas tentações de Massena (4)

Dentro da estratégia global de Napoleão, que consistia na subalternização do império britânico, a conquista de Portugal era uma parte essencial no xadrez europeu. A sua chave passava necessariamente pela conquista de Lisboa. Massena, ao constatar a impossibilidade de tomar Lisboa, sofreu um grande choque e uma tremenda desilusão que o paralisaram, por alguns meses, às suas portas. Ao tomar a decisão de se retirar para Espanha, e antes de entrar definitivamente neste país, foi assaltado por intensos remorsos motivados pela sensação de ter tido feito uma campanha totalmente infrutífera e indigna de um guerreiro da sua estirpe.

Invasões francesas

Invasões francesas

Joaquim Martins Tenreira © Capeia Arraiana

As duas tentações de Massena (2)

Dentro da estratégia global de Napoleão, que consistia na subalternização do império britânico, a conquista de Portugal era uma parte essencial no xadrez europeu. A sua chave passava necessariamente pela conquista de Lisboa. Massena, ao constatar a impossibilidade de tomar Lisboa, sofreu um grande choque e uma tremenda desilusão que o paralisaram, por alguns meses, às suas portas. Ao tomar a decisão de se retirar para Espanha, e antes de entrar definitivamente neste país, foi assaltado por intensos remorsos motivados pela sensação de ter tido feito uma campanha totalmente infrutífera e indigna de um guerreiro da sua estirpe.

Infantaria inglesa enfrenta as tropas napoleónicas

Infantaria inglesa enfrenta as tropas napoleónicas

Joaquim Martins Tenreira © Capeia Arraiana

As duas tentações de Massena (1)

Dentro da estratégia global de Napoleão, que consistia na subalternização do império britânico, a conquista de Portugal era uma parte essencial no xadrez europeu. A sua chave passava necessariamente pela conquista de Lisboa. Massena, ao constatar a impossibilidade de tomar Lisboa, sofreu um grande choque e uma tremenda desilusão que o paralisaram, por alguns meses, às suas portas. Ao tomar a decisão de se retirar para Espanha, e antes de entrar definitivamente neste país, foi assaltado por intensos remorsos motivados pela sensação de ter tido feito uma campanha totalmente infrutífera e indigna de um guerreiro da sua estirpe.

O Marechal de França Andre Massena

O Marechal de França Andre Massena

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

O comissário Francisco António Hermann

Francisco António Hermann é o homem que Napoleão faz seguir com Junot para Portugal com o fim de tomar conta das finanças e da administração do País. Goza da especial confiança do imperador e vem para se tornar o verdadeiro governador, suplantando a falta de confiança e a incompetência do general em chefe.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

A marcha de Abrantes a Lisboa

Em Abrantes, onde chega a 24 de Novembro, Junot obtém a informação de que o príncipe regente pretende embarcar para o Brasil. D. João e quase toda a corte portuguesa fugia assustado da horda esfarrapada e faminta, sem forças para sequer enfrentar um grupo de bandoleiros que lhes saísse ao caminho.

Um espião inglês no Sabugal (1)

O livro «The Laird’s Luck, and Other Fireside Tales» (que livremente traduzo por «A Sorte de Laird e Outros Contos à Lareira»), de Arthur Thomas Quiller-Couch, editado em 1901, reúne um conjunto de narrativas centradas no tempo de Napoleão, quando a Europa era avassalada pelas invasões francesas. O Sabugal também faz parte dos cenários de guerra que constam neste livro que não tem edição portuguesa.

O conto «Os Dois Batedores» (The Two Scouts) relata as memórias de um espião ao serviço do exército inglês na Guerra Peninsular (1808-1813). Trata-se de Manuel McNeill, um espanhol de origem inglesa, que se infiltrava nas linhas francesas para conhecer os propósitos dos exércitos de Napoleão, que depois transmitia aos comandantes ingleses.
Há dúvidas quanto à autenticidade destas memórias, embora se saiba da real existência deste espião, que Napier referiu chamar-se Grant. As descrições dos factos e dos lugares por onde passou parecem atestar a veracidade aos relatos, feitos na primeira pessoa.
Manuel esteve no Sabugal, em Abril de 1812, nos dias da quarta invasão francesa, quando o marechal Marmont, duque de Ragusa, ali instalou o seu quartel-general e fez penetrar pelo território nacional as suas colunas, que chegaram a Castelo Branco.
Mas tudo começa nas margens do rio Tormes, perto de Salamanca, onde Manuel, na sua função de espionagem teve um encontro inesperado com um outro espião inglês, o lendário capitão Alan McNeill, seu parente, que detestava disfarces e se movimentava nas linhas francesas envergando o uniforme escarlate do exército britânico, sempre acompanhado por José, o seu fiel criado espanhol. Separaram-se depois, seguindo cada qual o seu destino. Manuel atravessou a fronteira portuguesa e dirigiu-se ao Alentejo, onde avisou Wellington, que punha cerco a Badajoz, das movimentações das tropas do marechal Marmont, que tentavam forçar Ciudad Rodrigo, pretendendo porventura atacar igualmente Almeida.
Depois de entregar o seu relatório a Wellington o espião regressou ao norte. Passou por Castelo Branco, onde soube que os franceses haviam reentrado em Portugal e se aproximavam daquela cidade. Continuou o seu caminho, fazendo-se passar por tropeiro, com a intenção de bater a linha do Côa para colher informações e se dirigir à Guarda, onde o general Trant estava instalado ao comando das milícias portuguesas.
Em Penamacor teve que se desviar de alguns invasores que se dedicavam ao saque e foi encontrar as forças de Marmont ocupando em peso o Sabugal, na «curva do Côa». A 9 de Abril alcançou a Guarda onde Trant se fortificara com seis mil milicianos portugueses.
(Continua)
Paulo Leitão Batista