Tag Archives: economia

José PIres Manso - Fóios - Colaborador - Capeia Arraiana

Austeridade, pobreza, litoral e interior

Sob o título “medidas de austeridade agravaram pobreza em zonas rurais”, a Cáritas Portuguesa publicou recentemente um relatório que a Lusa divulgou que alerta para o facto de a pobreza no trabalho se ter tornado “um problema transversal” às pessoas das “mais variadas habilitações e idades”.

Pobreza e abandono nas terras do Interior

Pobreza e abandono nas terras do Interior

José Fernandes - Do Côa ao Noémi - © Capeia Arraiana

Os Bancos não são empresas privadas?

De cada vez que acontece um problema num banco aparece o Estado, (Todos Nós) para suportar os erros de gestão desses bancos. Até parece que os erros foram cometidos pelos cidadãos.

Agora foi o Banif, depois do BES e do BPN – Paga Zé!

Agora foi o Banif, depois do BES e do BPN – Paga Zé!

José PIres Manso - Fóios - Colaborador - Capeia Arraiana

A economia da cultura (3)

Publicamos um artigo de José R. Pires Manso, Professor de Economia, natural dos Fóios, correspondente a uma comunicação apresentada no Museu dos Lanifícios da Universidade da Beira Interior, em que faz uma reflexão acerca da importância de uma economia da cultura.
(A terceira de 3 partes).

Desfile da Confraria do Bucho Raiano

Desfile da Confraria do Bucho Raiano

José PIres Manso - Fóios - Colaborador - Capeia Arraiana

A economia da cultura (2)

Publicamos um artigo de José R. Pires Manso, Professor de Economia, natural dos Fóios, correspondente a uma comunicação apresentada no Museu dos Lanifícios da Universidade da Beira Interior, em que faz uma reflexão acerca da importância de uma economia da cultura.
(A segunda de 3 partes).

Pintar Sabugal

Pintar Sabugal

José PIres Manso - Fóios - Colaborador - Capeia Arraiana

A economia da cultura (1)

Publicamos um artigo de José R. Pires Manso, Professor de Economia, natural dos Fóios, correspondente a uma comunicação apresentada no Museu dos Lanifícios da Universidade da Beira Interior, em que faz uma reflexão acerca da importância de uma economia da cultura.
(A primeira de 3 partes).

Sala de cinema

Sala de cinema

César Cruz - Desassossego - Opinião © Capeia Arraiana

O juízo moral da economia

O bem não será aquilo que promove o ser humano, um valor universal? A falência da ética socioeconómica revela-se na inversão dos valores.

Luta desigual entre o bem e o mal - Capeia Arraiana

Luta desigual entre o bem e o mal

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Remédios para a crise europeia

Dois economistas norte-americanos galardoados com o prémio Nobel, Joseph Stiglitz e Paul Krugman, têm-se destacado no meio académico e mediático pelas críticas contundentes ao remédio da austeridade para a crise europeia. O primeiro publicou agora um artigo em que faz propostas concretas para salvar a moeda única europeia.

O economista norte-americano Joseph Stiglitz

O economista norte-americano Joseph Stiglitz

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

O perigo da austeridade

Vivemos tempos conturbados em toda a Europa e muito particularmente na zona euro. A austeridade implacável que vem sendo aplicada em países como Portugal está a matar a economia e a impedir o crescimento. Mas importa perceber porquê.

O Manifesto de Krugman

O economista americano Paul Krugman divulgou um Manifesto onde contesta a abordagem que tem sido feita à crise económica da zona euro e aponta soluções diferentes das seguidas pelos governos europeus.

O Prémio Nobel da Economia há muito que critica a política económica restritiva que se pratica na Europa sob a batuta da chanceler alemã Angela Merkel.
Ainda antes de divulgar o Manifesto, Paul Krugman publicou no New York Times, onde é colunista, um artigo intitulado «Grécia, como vítima», em que afirmou que «as origens do desastre estão mais a norte, em Bruxelas, Frankfurt e Berlim, onde responsáveis criaram um sistema monetário profundamente – talvez fatalmente – defeituoso».
Aos sucessivos avisos, o professor da Universidade de Princeton juntou, de parceria com Richard Layard, o «Manifesto for Economic Sense», onde defende que as políticas adoptadas estão a contribuir para um aprofundamento da recessão, uma vez que estão excessivamente centradas na austeridade.
O documento, que pode ver aqui, rebate a ideia de que a crise tem origem no endividamento público irresponsável. A crise foi antes causada pelos empréstimos excessivos no sector privado, especialmente pelos bancos: «O colapso da bolha levou a quedas na produção e, portanto, nas receitas fiscais. Assim, os grandes défices públicos que vemos hoje são uma consequência da crise, e não a sua causa».
Quando a bolha imobiliária explodiu o sector privado contraiu-se, o que prejudicou a economia, na medida em que «a despesa de uma pessoa é a receita de outra». O resultado foi a depressão, que por sua vez agravou as dívidas públicas.
Em vez de incentivar os gastos para equilibrar a balança, num momento em que o sector privado reduzia as despesas, os governos cortaram investimentos e aumentaram impostos, penalizando ainda mais as pessoas.
Krugman defende que é preciso reduzir o desemprego antes que se torne endémico, e assim inviabilize a efectiva redução do défice público.
Quanto à resposta que os governos têm dado, o documento defende que os cortes resultam na contracção da economia, pelo que é imperioso procurar outro caminho.
O Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, deveria analisar os argumentos de Krugman e de Layard, pois talvez assim concluísse que tem de abandonar a ortodoxia monetarista para salvar a economia portuguesa.
A política de austeridade excessiva atrofia a actividade económica, provoca desemprego e contribui, afinal, para o decréscimo da receita e o aumento da despesa pública, agravando défice.
Era bom que os países do sul exigissem, a uma só voz, uma Europa solidária que assuma a crise como um problema de todos, porque também todos contribuíram para ela.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Empresários do Interior contra ministro

O movimento «Empresários pela Subsistência do Interior» defendeu a demissão do ministro da Economia por falta de respostas às dificuldades apresentadas num encontro na sexta-feira com o governante, na Covilhã, disse à Agência Lusa o porta-voz, Luís Veiga.

O governante promoveu na sexta-feira um pequeno-almoço com 50 empresários da Beira Interior, na Covilhã, para os auscultar, explicou na altura o próprio ministro da Economia, mas Luís Veiga, empresário covilhanense do ramo hoteleiro, diz que, analisado o encontro, «verificou-se que não há estratégia nenhuma para o interior».
Segundo explicou à Agência Lusa, apesar dos relatos de dificuldades, os empresários lamentaram «não ouvir uma palavra de compreensão do ministro da Economia, antes pelo contrário, sentiram que [o governante] está num mundo completamente diferente e provavelmente noutro continente».
Luís Veiga é peremptório: «Para nós é altura de dizer basta e exigir a demissão do ministro, não podemos ir para outro nível de exigência após aquele pequeno-almoço surrealista de um diálogo de surdos entre 50 empresários e o governante».
A visita de Álvaro Santos Pereira «não trouxe nada de novo, independentemente da necessidade que atribui às reformas em curso», apesar de «ter sido explicado que as empresas estão no limite e que chegaram a um ponto de não retorno em termos da operação no interior do país».
Ou seja, «não se vislumbra outro caminho que não seja o encerramento de mais empresas e a desertificação humana e, perante isso, ele não tem resposta», contou o porta-voz dos empresários.
O anúncio da prorrogação das isenções nas autoestradas ex-SCUT por mais três meses, sem outras medidas que atenuem o efeito das portagens, foi a gota de água, acrescentou Luís Veiga.
Segundo explicou, «o Interior não precisa dessa esmola, pois não eram as autoestradas A23, A24 e A25 que iam perder as isenções» no final de Junho – dado que as regiões abrangidas têm baixos índices de poder de compra, dentro dos valores especificados por lei para atribuição do benefício.
De acordo com Luís Veiga, o núcleo duro do movimento engloba cerca de 50 empresários dos distritos de Castelo Branco e Guarda e respectivas associações de empresas, defendendo os interesses de cerca de 8.000 firmas.
O grupo foi criado no início de 2011 para lutar contra a introdução de portagens nas autoestradas A23 (Torres Novas – Guarda), A25 (Aveiro – Vilar Formoso) e A24 (Viseu – Chaves), mas desde então tem intervindo e apresentado propostas sobre outros temas.
plb (com Lusa)

Fernando Lopes - A Quinta Quina - © Capeia Arraiana

Eureka

Conta-se que Arquimedes, estando no banho descobriu que, o volume de qualquer corpo, pode ser calculado medindo o volume de água movida quando o corpo é submergido. É o Princípio de Arquimedes.

A crise económica – abordagem filosófica e ética

A minha formação académica começou na filosofia e teologia, passou pelo direito e, só depois, chegou à economia. Por isso, a visão que tenho da economia é heterodoxa, mais próxima da escola personalista Austríaca de Hayks, que da escola tradicional, keynesiana, assente em modelos matemáticos.

Sabugal marca presença na BTL

O concelho do Sabugal marca presença na 22.ª edição da BTL (Feira Internacional de Turismo de Lisboa) em dois espaços de referência promovidos por técnicas do município no pavilhão 2. O turismo sabugalense (restauração e alojamento) está integrado na Região de Turismo da Serra da Estrela e o complexo das Termas do Cró no stand das Termas de Portugal.

A 22.ª edição da BTL-Feira Internacional de Turismo dirigida aos profissionais do sector foi inaugurada esta quarta-feira, 13 de Janeiro, pelo Ministro da Economia, da Inovação e Desenvolvimento, José Vieira da Silva. O governante aproveitou a ocasião para relembrar o «estatuto de grande palco internacional das actividades turísticas com a presença de mais de 1000 empresas de 45 países, dez dos quais estreantes».
A maior feira de turismo nacional propõe aos visitantes profissionais e ao grande público visitar Portugal de Norte a Sul, ao longo de 3 pavilhões, oferecendo destinos e actividades de todas as regiões do País.
O concelho do Sabugal mostra-se no Pavilhão 2 no stand da Região de Turismo da Serra da Estrela (com uma enorme fotografia do castelo de Sortelha) oferecendo a boa gastronomia raiana e os alojamentos em turismo rural e unidades hoteleiras e no stand «Termal & Spa’s» das Termas de Portugal que inclui este ano a grande novidade «Centro Termal do Cró – Sabugal» dando a conhecer a oferta turística e os serviços e equipamentos envolvidos. NOs dois espaços estão presentes para promover e dar todas as informações necessárias as técnicas da autarquia sabugalense.
A vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Delfina Leal, representou a autarquia na III Conferência Internacional da BTL «Saúde e Bem-Estar – Novas Oportunidades para Portugal» promovida pela AIP-CE, a Associação de Turismo de Lisboa, o Turismo do Estoril e a Associação das Termas de Portugal. O turismo termal (Saúde e Bem-Estar) é uma das grandes apostas estratégicas da edição 2010 como destino turístico assim como a aposta continuada nos sectores da gastronómia e do turismo rural.
O congresso teve lugar no primeiro dia da maior feira do Turismo nacional e projectou para profissionais do sector a temática da «Saúde e Bem-Estar» identificada no Plano Estratégico Nacional de Turismo como um dos dez produtos turísticos em que deverá assentar a estratégia de desenvolvimento turístico de Portugal. A autarca sabugalense tomou conhecimento com as boas práticas nacionais das Estâncias Termais e das unidades hoteleiras com SPA que contribuem para a afirmação de Portugal como destino de saúde e bem-estar, bem como as experiências internacionais de operacionalização turística deste segmento.
O sector da Saúde e Bem-Estar é um dos 10 produtos definidos pelo PENT – Plano Estratégico Nacional do Turismo, com um crescimento previsto, a nível europeu para os próximos anos, que oscilará entre os 5 e os 10 por cento atingindo 6 milhões de viagens anuais.
As estâncias termais portuguesas estão a desenvolver e diversificar a sua oferta, com vista às novas necessidades e hábitos de consumo, investindo em novos equipamentos e requalificação dos recursos humanos. O perfil de clientes destes produtos turísticos aponta, por razões de saúde, para estâncias termais, tradicionalmente vocacionados para a terapia, com a dignidade e o conforto que a sua situação específica aconselha e a procura do seu destino é escolhido como um fim. Acima de tudo o que qualquer pessoa procura, além dos tratamentos das mais diversas tipologias, ou apenas de passagem, é toda uma sensação de comodidade e bem-estar aliada à descoberta da paisagem da região envolvente.
A BTL tem com estrelas a África do Sul (a nível internacional) e Lisboa (no plano nacional) e decorre na FIL, Parque das Nações, para profissionais nos dias 13, 14 e 15 de Janeiro (das 10 às 20 horas) e para profissionais e público no dia 16 (das 10 às 23 horas) e finalmente no dia 17 (das 10 às 20 horas).

Há um ano teve lugar neste espaço uma ampla discussão sobre a não-presença do Sabugal na BTL. Mais vale tarde do que nunca.
jcl

Ó Forcão Rapazes

O Ministro da Economia foi demitido pelo Primeiro-Ministro José Sócrates durante o debate da nação na Assembleia da República. Um gesto provocatório com dois dedos na testa em forma de cornos dirigido à bancada do PCP ficou para a história dos debates parlamentares. Depois do «PapaMaizena» e do rasgar de programas em directo na SIC Notícias só faltava simular uma investida no forcão…

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O gesto fatal de Manuel Pinho foi feito numa fase acalorada da tarde, em que Francisco Louçã (BE) lembrava as promessas de José Sócrates e de Vital Moreira sobre a viabilização das minas de Aljustrel e a manutenção de 100 postos de trabalho. O Ministro da Economia, desnorteado, respondeu com os dedos em forma de cornos a uma provocação paralela de Bernardino Soares (PCP) sobre a oferta de um cheque da EDP à colectividade aljustrelense. Só faltou mesmo o incentivo raiano… Ó Forcão Rapazes.

Em tempo de anormal e maniqueista nervosismo politico-popular será que é de bom tom sugerir o registo do incentivo «Ó Forcão Rapazes» ??? (Interrogação)
jcl

Como acabar com a crise com… humor

A crise económica mundial é coisa séria, no entanto, não resistimos a dar uma «solução» para acabar com a dita cuja…

100 EurosNuma pequena vila do Interior em que nada de especial acontece, a crise sente-se. Carregada de dívidas toda a gente deve a toda a gente.
Subitamente, um turista entra no pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 euros sobre o balcão. Pega na chave e sobe ao 3.º andar para inspeccionar os aposentos que lhe indicaram, na condição de desistir se estes não lhe agradarem.
O dono do hotel pega na nota de 100 euros e corre ao fornecedor de carne a quem devia 100 euros.
O talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100 euros em dívida há algum tempo.
Este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne (100 euros) que por sua vez corre a entregar os 100 euros a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.
Esta recebe os 100 euros e corre ao hotel a quem devia 100 euros pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.
Neste momento o turista desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100 euros.
Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido. Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e agora a população desta vila já encara o futuro com optimismo.
jcl