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Joaquim Tenreira Martins - 180x135 - orelha - Capeia Arraiana

Danos colaterais do vírus

Legalmente confinado em casa, o ser humano revela-se agora no seu melhor e no seu pior. As novas tecnologias não chegam para atenuar este isolamento forçado. Telefona-se aos amigos, contactam-se os vizinhos pela janela, aplaudem-se os heróis da saúde. Quem consegue controlar a angústia e o medo lê, escreve, arruma a casa, faz de comer e suscita um apetite superior ao normal que, ao fim da quarentena, a balança irá repreendê-lo.

Rotinas da vida alteradas pelas máscaras do Coronavírus

Máscaras do Coronavírus revelam o melhor e o pior do ser humano

José Carlos Lages - Capeia Arraiana - Orelha

CoronaVírus – A batalha das nossas vidas (1)

São tempos nunca vistos. O «Espaço Schengen» de livre circulação de pessoas comemora 25 anos esta quinta-feira, 26 de Março. A data assinala-se com a generalidades das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas entre os estados-membros da União Europeia fechadas devido a pandemia do CoronaVírus. No concelho do Sabugal foram fechadas todas as estradas da Raia e apenas está aberta a fronteira de Vilar Formoso no concelho de Almeida. O regresso de migrantes às aldeias, a «defesa» dos lares de idosos e a contenção da pandemia levaram a Comissão Distrital de Protecção Civil da Guarda a activar, esta quinta-feira, o plano de emergência distrital. A Câmara Municipal do Sabugal implementou medidas de excepção. Falámos, à distância, com a vereadora Sílvia Nabais sobre algumas respostas da autarquia ao momento que vivemos…

A batalha das nossas vidas - Fique em Casa

A batalha das nossas vidas – Fique em Casa

Fernando Capelo - Orelha - Capeia Arraiana - 180x135

Uma só vida!

Constata-se, por ora, a obrigação estabelecida de ficar em casa e reduzir ao mínimo os contactos. Decorre esta obrigatoriedade do selvático surto de Covid-19.

Quarentena contra o Covid-19

Quarentena contra o Covid-19

Raquel Lages Baptista - 185x130 - Capeia Arraiana

Coração dividido entre Gaia e Napoli

Na verdade, não queria escrever este artigo. Não tenho vontade de falar neste assunto e por vários dias admito que tentei de todas as maneiras evitar de ouvir actualizações sobre a difusão do COVID-19 em Portugal e Itália os meus dois países do coração e no resto do mundo. Mas é uma responsabilidade individual. Cada um de nós tem uma enorme responsabilidade nas mãos neste momento: a responsabilidade de se informar (bem) e de informar (bem) os outros sobre como se comportar neste momento de crise. Temos o dever de nos proteger uns aos outros, de sacrificar hábitos quotidianos e, obviamente, de ficar em casa, saindo apenas se estritamente necessário.

«Abraça-me com mais força!» («Abbracciame più forte!»)

«Abbracciame più forte!» («Abraça-me com mais força!»)

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Mas afinal que virus é este?

Penso que todos e todas concordam que a comunicação social, no geral, tem especulado, sobre este novo vírus baptizado da doença de «coronavirus», tendo a aberviatura de «covid-19», levando-me a consultar a documentação produzida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), para entender, de facto, o que se está a passar. O ridículo de se olhar para um asiático e fugir, ou mesmo não viajar para um local, mesmo a cinco quilómetros da nossa casa, por causa desta nova doença, é na minha modesta opinião um absurdo e só contribui para desacreditar os profissionais de saúde.

OMS - Organização Mundial de Saúde

OMS – Organização Mundial de Saúde

Adérito Tavares - Na Raia da Memória - © Capeia Arraiana (orelha)

Pandemias

Há doenças que acompanharam o homem quase desde a sua origem: a tuberculose, a varíola, a cólera, o tifo, a sífilis, a peste, as diferentes formas de gripe, etc. Para muitas delas o ser humano foi ganhando imunidade, para outras, a partir do século XVIII, foi criando vacinas (ver, por exemplo, o artigo «A vaca e a vacina», que publiquei aqui no Capeia Arraiana). É, também, muito esclarecedor o livro «Armas, Germes e Aço» (ed. Temas e Debates, 2015) do cientista americano Jared Diamond que nos conta a história da Humanidade nos últimos 13 mil anos sob a perspectiva da biologia.

Pormenor de “O Triunfo da Morte”, de Pieter Brueghel, o Velho (c. de 1562). Museu do Prado, Madrid. Epidemias e pandemias eram os mais “produtivos” auxiliares da Ceifeira.

Pormenor de «O Triunfo da Morte», de Pieter Brueghel, o Velho (c. de 1562). Museu do Prado, Madrid.
Epidemias e pandemias eram os mais «produtivos» auxiliares da Ceifeira.