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Sabugal - © Capeia Arraiana (orelha)

O Sabugal na Volta a Portugal em Bicicleta

O Sabugal recebe a Volta a Portugal em Bicicleta pelo terceiro ano consecutivo. A nona e penúltima etapa constará de um contra-relógio a disputar no dia 17 de Agosto, entre o Sabugal e a Guarda.

A Volta passa de novo no Sabugal

A Volta passa de novo no Sabugal

Sabugal/Guarda – etapa difícil da Volta

No dia 12 de Agosto, realiza-se a sétima etapa da Volta a Portugal em Bicicleta de 2011, que ligará o Sabugal à Guarda num exigente contra-relógio individual, que a organização considera dificíl.

«Para a sétima etapa está reservado o dificílimo contra-relógio individual entre o Sabugal e a Guarda. Além da extensão de 35,3 Km é preciso contar com o tipo de percurso entre a raia e a capital de distrito que é, nada mais, nada menos do que a cidade mais alta de Portugal.» É desta forma que a Organização da volta comenta a sétima etapa, a qual se poderá mostrar decisiva para a definição dos principais lugares da corrida deste ano.
Há de facto um percurso difícil, não apenas pela distância mas também pela altitude que é necessário alcançar. Cada ciclista correrá por si, durante os 35,3 quilómetros da prova, ligando a Escola Secundária do Sabugal (a 775 metros de altitude) à Câmara Municipal da Guarda (a 1013 metros de altitude). A prova tem no percurso 12 quilómetros no concelho do Sabugal.

A concentração dos ciclistas, equipas técnicas e demais meios de apoio está prevista para o meio-dia e meia hora, na Av 25 de Abril, no Sabugal, de onde o primeiro ciclista irá partir às 14.30 horas.
Após a partida, os corredores viram à direita para a Av Infante D. Henrique, e seguirão por esta via até à rotunda, onde tomarão a direita e atravessarão o rio Côa na nova ponte do Sabugal. Chegando à rotunda da margem esquerda do rio, voltam a tomar a direita e seguem no sentido da Guarda, na Estrada Nacional nº.233. Percorridos 2,5 quilómetros após a partida os corredores tomam a direita no cruzamento, seguindo na direcção da Rapoula do Côa, na Estrada Nacional nº.324. Aos 5,3 quilómetros os atletas viram à esquerda e tomam a direcção de Vila do Touro. Passam depois pelo Baraçal e por Vila do Touro. Nesta antiga vila acastelada do concelho do Sabugal os ciclistas sentirão dificuldades acrescidas ao circularem durante 900 metros sobre um piso empedrado. Pouco depois, 1,2 quilómetros após Vila do Touro, os ciclistas passam a ponte sobre a ribeira do Boi e deixam o concelhio do Sabugal, entrando no da Guarda.
Já no concelho da Guarda a prova prossegue por Pêga, Adão (onde está previsto o reabastecimento dos atletas), Catraia do Sortelhão, Panóias de Cima, Barracão e Guarda. Na cidade capital do distrito percorrerão diversas ruas até chegarem defronte ao edifício da Câmara Municipal, onde termina a etapa.

Joaquim Gomes, o director da prova, deixa a antevisão do que será essa sétima etapa, num percurso inédito na Volta a Portugal em Bicicleta:
«O contra-relógio que vai ligar a cidade do Sabugal à Guarda, deixa adivinhar já o fantasma da serra da Estrela, pois será percorrido praticamente sempre com a serra à vista. Apesar de não ser muito difícil em termos de relevo não deixa contudo de fazer a ligação de uma cidade, do Sabugal, que está a uma altitude considerável, à cidade mais alta de Portugal. Os contra-relogistas levarão certamente a melhor, mas atenção que um excelente desempenho nesse dia exige certamente aos eleitos uma boa recuperação para a etapa rainha do dia seguinte.»
plb

O Sabugal na Volta a Portugal em Bicicleta

Malgrado o enorme valor despendido pela Câmara Municipal, o facto da 7ª etapa da Volta a Portugal em Bicicleta de 2011 ter o seu início no Sabugal, trará diversas vantagens, dentre as quais a grande projecção mediática e a oportunidade de negócio para algumas empresas locais, nomeadamente no ramo da hotelaria e restauração.

Soube-se agora que, no dia 12 de Agosto, o Sabugal será o ponto de partida para o contra-relógio da Volta a Portugal em Bicicleta, que ligará esta cidade raiana à capital de distrito num percurso com cerca de 30 quilómetros.
A inclusão do Sabugal na Volta, como ponto de partida, implicou a celebração de um protocolo entre o Município e a empresa PAD Produção de Actividades Desportivas SA, a quem cabe a organização da prova. O objecto do acordo materializa-se na regulação dos termos e condições da prestação de patrocínio à etapa da Volta.
A Câmara paga uma verba cujo montante em concreto ainda não foi revelado, mas que pode atingir os 50 mil euros, a troco de umas quantas contrapartidas insignificantes e até burlescas, de que são exemplo: a designação da Câmara como patrocinador oficial da prova (entre outras dezenas de patrocinadores), referência ao Município em alguns spots publicitários, presença do presidente da Câmara na cerimónia protocolar de início da etapa e corte da fita da partida, depoimento do presidente no livro oficial da volta, direito a que duas pessoas indicadas pelo Município acompanhem a etapa numa viatura da organização (quem serão os felizardos?).
Perguntar-se-á se merece a pena, em tempos de crise e quando o Município se atola em dificuldades financeiras, patrocinar com tão elevado valor uma prova desportiva. Se fizermos a análise custo-benefício tendo apenas em conta os termos do protocolo, diríamos peremptoriamente que não. Porém, há que atender a outros factos, porque a realização de uma etapa da Volta é algo que movimenta uma imensa logística e chama muito a atenção.
Há desde logo a projecção mediática do Sabugal enquanto local da partida da etapa. Depois há toda a movimentação gerada com a execução da prova. Atletas, equipas técnicas, staff de apoio, polícias, organizadores, jornalistas, patrocinadores, em suma largas centenas de pessoas, irão acorrer ao Sabugal. Tratando-se de um contra-relógio individual, a atenção para com o local da partida não se resume a um momento, pois a saída dos ciclistas far-se-á pausadamente, cada um por sua vez e com os mais bem classificados a serem os últimos a partir.
Não se esqueça ainda que vem sendo hábito a televisão que tem o exclusivo da transmissão da Volta, fazer um programa durante a manhã a partir do local onde a etapa diária começa, dando expressão à vida local, às artes e ofícios, à gastronomia, às tradições e dando voz às pessoas da terra.
Muitos dos envolvidos com o evento irão pernoitar no Sabugal, beber e alimentar-se nos cafés e restaurantes, abastecer as viaturas nos postos de combustível e fazer compras nas diversas casas comerciais.
Desconhecendo, como acima referimos, o valor concreto da comparticipação financeira da Câmara para ver garantida a realização do inicio da prova no Sabugal, existem desde já razões para com isso nos congratularmos, felicitando o presidente António Robalo por o ter conseguido.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Sabugal-Guarda na Volta a Portugal em Bicicleta

Pela primeira vez o Sabugal será o ponto de partida de uma etapa da Volta a Portugal em Bicicleta, o que sucederá num importantíssimo e porventura decisivo contra-relógio individual que, na sétima etapa, ligará a cidade raiana à Guarda.

Embora sujeito a eventuais alterações, dadas por pouco prováveis, o diário desportivo A Bola revelou o percurso da 73.ª Volta a Portugal em Bicicleta, que se realiza entre 4 e 15 de Agosto.
Com a região a sul do rio Tejo assim como o nordeste transmontano fora do percurso, uma das principais novidades é a estreia do Sabugal como ponto de partida, o mesmo sucedendo com a Trofa, que também figura pela primeira vez no início de uma etapa.
Outra novidade é o regresso da Covilhã, ultrapassadas as divergências de anos anteriores e a chegada no penúltimo dia à Sertã, repetindo o final de 1976 numa tirada que teve por vencedor Marco Chagas.
Face ao figurino das 10 etapas, a corrida afigura-se direccionada aos trepadores, com cinco finais em altitude – Senhora da Assunção em Santo Tirso (2.ª etapa), Senhora da Graça em Mondim de Basto (3.ª etapa), Gouveia (4.ª etapa) e Torre (8.ª etapa), a que se junta o importantíssimo contra-relógio entre Sabugal e Guarda (7.ª etapa) com cerca de 30 quilómetros. Com o prólogo a ser disputado em Fafe, os velocistas dispõem dos finais em Oliveira do Bairro, Viseu, Castelo Branco, Sertã e Lisboa.
Eis todas as etapas:
4 Agosto: Prólogo em Fafe
5 Agosto: 1.ª Trofa – Oliveira do Bairro
6 Agosto: 2.ª Ol. Azeméis – Senhora da Assunção
7 Agosto: 3.ª V. Castelo – Senhora da Graça
8 Agosto: 4.ª Lamego – Gouveia
9 Agosto: 5.ª Oliveira do Hospital – Viseu
10 Agosto: Descanso
11 Agosto: 6.ª Aveiro – Castelo Branco
12 Agosto: 7.ª Sabugal – Guarda (CRI)
13 Agosto: 8.ª Seia – Torre
14 Agosto: 9.ª Covilhã – Sertã
15 Agosto: 10.ª Sintra – Lisboa
plb