A Linha de Sintra viu o seu primeiro troço, entre Alcântara-Terra e Sintra inaugurado em 2 de Abril de 1887, tendo a ligação até ao Rossio sido aberta em Junho de 1891.
Um velho e bafiento maço de papéis encontrado numa antiga habitação em Arroios, Lisboa, regista, a modo de «diário», o quotidiano de um homem simples que da província rumou a Lisboa onde viveu entre paradoxos e incompreensões.
A Câmara Municipal do Sabugal aprovou por unanimidade, na reunião de 14 de Março, uma moção apresentada pela vereadora socialista Sandra Fortuna, pela qual se manifesta o «total repúdio face ao encerramento do troço da Linha da Beira Baixa entre a Covilhã e a Guarda».
Foi criado na Internet um movimento cívico que defende a modernização e reabertura do troço da linha ferroviária da Beira Baixa entre a Guarda e a Covilhã.
O Sud Express que liga Santa Apolónia a Hendaya é o comboio internacional mais antigo da Europa. O «comboio do emigrante» recordado pela LocalVisãoTv da Guarda com reportagem assinada pela jornalista Paula Pinto.
O comboio seguro, rápido, confortável e pontual a chegar às estações é e será um excelente meio de transporte em qualquer parte do mundo. Também a minha vida está cheia de viagens de comboio do Porto para a estação do Barracão-Sabugal.
Durante muitos anos, sempre que ia de férias da escola, entrava no comboio às 9.30 nas Devesas e depois de 18 estações chegava à Pampilhosa. Deixava a Linha do Norte e às 12.30 entrava na linha o comboio procedente de Coimbra com destino a Vilar Formoso, pela Linha da Beira Alta. Mais 18 estações e algumas horas depois chegava à Estação da Guarda já o relógio marcava as 16.30. Toca a estar atento e ouvir através dos altifalantes a indicação da carruagem que seguiria para Lisboa, via Beira Baixa, só assim o comboio me deixava na Estação do Barracão-Sabugal. Era um alívio quando descia nesta estação e sempre que podia apertava a mão ao chefe da estação, ao conterrâneo Armando. Mas não havia tempo a perder porque a
camioneta da Viúva Monteiro estava à espera de seguir viagem até ao Sabugal. Era o famoso Serviço Combinado com a CP, que muitas vezes a espera pelos passageiros do comboio era tão longa que quando nós entrávamos na camioneta só ouviamos suspiros de alívio. E depois de muitas curvas, paragens e despedidas lá chegava à Vila do Sabugal. O relógio marcava as 18 horas e a viagem ainda não tinha acabado. Agora tinha que procurar um carro de aluguer e pagar mais 10 quilómetros de frete. Finalmente podia sentar-me num banco confortável e sem ter as malas a incomodar as minhas pernas. Para trás ficaram muitas estações, alguns empurrões e calcadelas, as bilhas de barro com a água fresca do Luso e os olhos só se fixavam na velha estrada que me levaria ao encontro da minha mãe, familiares e amigos.
Isto era antes, lá pela década de 70/80. E hoje o que mudou? A Estação Barracão-Sabugal ainda lá está. Agora, só tem um par de carris, está vazia, envelhecida, não tem chefe, não tem bilheteira, não tem taxis, não tem pessoas e até o tempo do relógio parou. Será que ali passa algum comboio?
O transporte ferroviário pode de facto ser importante para o desenvolvimento do Concelho do Sabugal. Não é o facto de as linhas estarem longe da cidade, ou as pessoas já não utilizarem este meio de transporte de mercadorias e pessoas como antes. As coisas estão como estão porque continua tudo longe, distante e os acessos são ainda os mesmos. Há muito para transformar, há muito para trabalhar e o comboio, se as pessoas quiserem, se os decisores políticos apresentarem ideias e planos tudo será melhor e eu serei um dos que escolherei o comboio para viajar e enviar as minhas coisas para a «central» do Sabugal.
José Nunes Martins (João da Malcata)