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José Jorge Cameira - Vale de Lobo e Moita - © Capeia Arraiana

O Zé Birilau

O Zé Birilau, de Beja, é figura comum nas ruas da cidade. Os homens não lhe dão muita conversa, pois não entra nas tabernas, nas tascas nem nos cafés. Não se lhe conhecem arruaças nem palavrões.

Cidade de Beja

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Um padre beirão no Alentejo

Há largos anos que nos conhecemos e cruzamos principalmente nos tempos em que a Comporta, a sua praia era desconhecida da maioria dos portugueses.

O padre Adalberto Tacanho Saraiva com outros sacerdotes da diocese de Beja

O padre Adalberto Tacanho Saraiva com outros sacerdotes da diocese de Beja

Religião - © Capeia Arraiana (orelha)

Bispo coadjutor de Beja apresentou novo livro

O bispo coadjutor de Beja apresentou no dia 23 de Março, no Seminário Diocesano, o seu novo livro de pinturas, intitulado «Imagens da Fé». D. João Marcos é natural de Monteperobolso, pequena aldeia do concelho de Almeida e distrito da Guarda.

O bispo-pintor no momento da sua ordenação no Mosteiro dos Jerónimos

O bispo-pintor no momento da sua ordenação no Mosteiro dos Jerónimos

O Amarelinho

Escrevo agora a estória mais incrível da minha vida, acontecida desde que estou em Beja, cidade que abracei em 1970 e onde encontrei tudo a que julgava ter direito. Comidas boas, bebidas melhores, clima quente como eu gosto, ar puro, paisagens a perder de vista e mulheres lindas. Por que temos um pouco de marialvice, tinha que o escrever, aqui elas têm ADN’s diferentes das que vivem noutras províncias de Portugal.

José Jorge CameiraSempre senti um secreto prazer por automóveis e já os possuí das mais variadas marcas. Comprava-os a prestações, a pagar em 12 ou 18 meses, e no penúltimo mês do pagamento já andava meio louco, correndo os stands à procura de outro carro. Era de resto assim que toda a malta fazia…
Tinha então um Fiat 127, que andava um pouco mais que um boi enraivecido…
Passei pelo Stand do Senhor Domingos, da Auto Salúquia (infelizmente já partiu deste Mundo) e ele disse-me, mal me viu:
– Tenho ali um carro bom para si! O ideal para a sua categoria. Decida depressa porque anda muita gente à volta dele…
Fiquei boquiaberto! Mas que lindo carro!
Era um Citroen GS Pallas, amarelo, bonito, limpinho, com dois olhos grandes, que até pareciam suplicar-me para o levar…
Este carro tinha diversas particularidades que faziam aumentar a minha vaidade. Era bastante envidraçado, entrando muita luz no habitáculo, e as pessoas olhariam muito para quem ia a conduzir aquele carrão lindo e vistoso…
Além disso, quando se punha a trabalhar, o «gajo» subia lentamente! Isso fazia com que fosse extremamente confortável, como se se conduzisse sobre uma almofada de ar.
Mas o mais notável acontecia quando havia um furo. Ninguém gosta que lhe aconteça uma coisas destas, mas digo sinceramente que desejei que tal me acontecesse e de preferência no meio da cidade onde era forçoso passar muita gente. É que para mudar um pneu furado nesse carro não era preciso pôr o macaco e levantar o bólide: bastaria accionar o manípulo da suspensão de uma determinada maneira para que o pneu furado levantasse, ficando suspenso com as outras três rodas no chão!
Acertadas as contas, assinado o que era preciso para mais uns meses a pagar, o Senhor Domingos entregou-me o carro numa sexta-feira.
Pensei em fazer uma viagem para o experimentar, e decidi: «vou até à Praia de Montegordo, são só 120 quilómetros, vou sábado de manhã e volto à tarde».
Na viagem, logo depois de Mértola, vejo atrás de mim um Alfa Romeu ou Alfa Morreu (como eu lhes chamo) a pressionar-me em jeito de competição. Havia antigamente naquela estrada curvas e contracurvas, perigosas e junto a ravinas. Acelerei e, nas curvas, o gajo não teve hipótese. Mas veio uma recta e ultrapassou-me. A guerra repetiu-se e comecei a temer pelo Amarelinho, não fosse marrar numa árvore logo no primeiro dia!
Após uma curva em que me distanciei, escondi-me com o carro numa vereda com muitos arbustos. Passados uns segundos passou o Alfa em grande chiadeira à minha procura… bem, até hoje ainda não me apanhou!
Em Montegordo, depois de fazer praia e olhar as meninas de fato de banho completo (ainda não havia esses saborosos biquínis da Mary Quant) fui comer um belo peixe assado no Jaime, um restaurante mesmo dentro do areal.
Passei o dia e a tarde a comer camarão, gambas, cerveja, tremoços, vinho, finos ou imperiais (cerveja de copo à pressão), conversando com outros alentejanos que por ali andavam, mas sempre com o olhinho lá em frente onde estava o meu último amor – o Amarelinho, assim o baptizara!
Ao fim da tarde tinha que regressar a Beja mas estava meio cheio de cerveja e já com os copos (isto é, bêbado), pelo que decidi dormir dentro do carro. Se o assento se reclinava todo para trás e faz cama, não fazia sentido procurar uma pensão! Bem, o problema, na verdade, é que dava dó deixar o carro na rua…
Havia ali perto um pinhal onde entrei e estacionei. Deitei-me dentro carro, nu à Pai Adão – era Verão e fazia caloraça mesmo à noite. Mas tranquei as portas, não porque tivesse medo de bandidagem, não havia ainda dessa roupa naqueles tempos, mas o escuro-breu da floresta fazia impressão, a Lua tinha dificuldades em romper pela ramagem.
Às 4 horas da madrugada deu-me cá uma mijaneira, da cerveja, do vinho…
Saí do carro e comecei a regar a floresta, com a porta do carro meio-aberta. Mais eis senão quando soprou uma brisa leve… e a porta fechou lentamente. Eu no meio da mata todo nu, o carro fechado, a chave na ignição…
Perante tamanho contratempo, só havia uma solução: partir um vidro do carro!
Rebentar um vidro do meu amarelinho brilhante e logo na «noite de núpcias»?
Resignado e pragmático agarrei uma pedra… bati, mas o «sentimento» não me deixava bater com violência… eram, sim, «pancadinhas de amor»!!!
Decidi mudar de planos.
Peguei num papelão sujo que estava no meio dos pinheiros, sacudi-o, tapei as minhas farturas e fui até à estrada de asfalto, a 200 metros, pedir ajuda!
Coisa de doidos, tá bom de ver… pedir ajuda a quem, a uma hora daquelas?
Passou uma mota… agitei a mão e gritei: «Pare, espere aí…». Mas foi em vão.
Mas outra mota, com dois, parou e eles disseram:
– Vamos-te violar!!!
Agarrei dois bajolos do chão e ameacei:
– Se não ajudam vão-se embora, ou um fica estendido com o focinho e as cravelhas partidas!
Lá se foram, temerosos!!!
Um automobilista gritou com a janela meio-aberta, com medo que fosse emboscada:
– Vou chamar a polícia, vais preso… Já não há vergonha, nem respeito…. Agora já atacam em pelota!!!
Por fim apareceu uma carrinha com dez cachopas airosas, que vinham de um bar de alterne, seriam maganas da vida, sei lá…
O condutor parou – macho não pode mostrar fraqueza perante tanta mulher, né?
Disse-me, depois de eu explicar o sucedido:
– Ouve lá, se é armadilha partimos-te os cornos e ficas feito num rolo de carne picada! Vamos lá ver esse carro…
Pensei que ele me mandasse entrar na carrinha para indicar o caminho, mas não! Não queria mais nada?
Fui à frente, correndo, mas como ele levava as luzes apontadas para mim e ainda ligou os máximos, as meninas iam com a cabeça de fora, chingando-me:
– Ai, querido, que belo rabo tens!
– Mal empregado seres rabicha!
– Queres casar comigo? Ponho-te logo a render…
E outros piropos, qual deles o mais ordinário e humilhante.
Chegados junto ao meu querido carro – lá estava ele, orgulhoso, lindo, brilhando ao luar, inocente – o condutor riu-se e disse-me:
– Este carro é dos mais fáceis de abrir sem chave! Não dá luta! Ora porra…
Meninas, quem tem um corta-unhas?
Foi com essa peça de «alta serralharia», com um ténue clique, que o homem abriu o carro!
As meninas continuavam chingando, mas já com outra música:
– Aparece sempre, querido!
– Com esse carro deves ser rico, posso ficar contigo?
Humilhado, mas com sentimento de vitória, refastelei-me no carro, mas já não pude dormir – o Sol iluminava com pujança todo o Pinhal!
Se esse meu burro tivesse alma, por certo me agradeceria todo aquele meu empenho bastante sofrido!

José Jorge Cameira

«Estórias de um filho de Vale de Lobo e da Moita»
mailto:jjorgepaxjulia4@hotmail.com

Os meus professores no Externato do Sabugal

O Dr. Salgueiro era o professor de Matemática. Era do tipo seminarista, daqueles que desistem no último ano, sempre com casaco e calças terylene, camisa tv com esticadores e gravata com pregador. Logo de princípio começou com um implicanço contra mim, mas com um tom positivo.

José Jorge CameiraBonzinho, não chateava muito. Não era um professor-inimigo! E porquê?
Como já escrevi, eu estava hospedado na casa da Dona Alexandrina, cuja distância da parede do Colégio era precisamente a largura da rua, uns cinco metros.
A aula de Matemática era sempre a primeira da manhã, às oito e meia. Como eu andava quase sempre na borga até às tantas, ou no petisco ou a jogar à lerpa, para mim era difícil levantar-me cedo e chegar a horas à aula. Então no Inverno, era um suplício, sabendo que o Sabugal recebe os ventos gélidos de Espanha e da Guarda.
Então chegava sempre atrasado às aulas do Dr Salgueiro.
– Então Sr. Jorge, atrasado? Que se passou?
– Ó Sôtore, moro longe, tenho de vir a pé, desculpe lá… Respondia eu, gemendo de fingimento.
Esta conversa provocava sempre uma caterva de risos, principalmente da Lena Ermidinha, que ria como se fosse uma gata a ser esganada. Que provocava risos histéricos!
Era o aluno que morava mais perto do Colégio! E o último a entrar na aula!
E o pobre (salvo seja) do Dr. Salgueiro ali sobre o estrado, com o ponteiro na mão abanando, compreensivo com os atrasos, nunca percebendo até ao fim do ano por que razão todos se riam daquele meu paleio frouxo…
Uma vez foi demais a risada: caiu um grande nevão e eu, mal saí de casa, fiquei logo com neve até aos joelhos! Cheguei atrasado, como era hábito…
Mal abri a porta da aula, o Dr Salgueiro disse:
– Ó Sr Jorge, não precisa se desculpar pelo atraso, entre lá, já sei, compreendo ter demorado tanto tempo a chegar, com este nevão…
A risada foi total e mais forte nesse dia…
Mas houve uma partida que fiz com outro colega que o Dr. Salgueiro nunca descobriu.
No ano seguinte, estava eu no 5.º ano, apresentou-se no Externato um aluno vindo de Beja! Filho de uma família abastada do Alentejo, o pai mandara-o estudar para o Sabugal acompanhado pela tia, para fugir às traquinices de uma grande(!) cidade como Beja. A fama de disciplinador do Dr. Diamantino chegava bem longe!
Só que esse aluno não era um qualquer. Tinha um Morris Cooper S à porta do apartamento onde vivia! Às vezes acelerava e o ruído do motor com dois colectores de escape roncava por toda a vila!
Um dia esse colega bejense diz-me, antes de entrar para a aula de Matemática do Dr. Salgueiro:
– Ó Zé Jorge vamos faltar à aula, tenho uma coisa melhor para fazermos.
Levou-me para junto do carro do Dr. Salgueiro, um Ford Cortina 1600 GT, quase novo, estacionado frente ao Colégio. É que o colega alentejano tinha reparado que ninguém tirava as chaves dos carros, incluindo o nosso professor – naquela pasmaceira de vila, quem é que roubava carros? Então disse:
– Vamos levar emprestado o carro do Salgueiro, vamos até Vila Boa, eu olho o relógio, cinco minutos antes de acabar a aula, pomos o carro no mesmo sítio onde ele o deixou.
Assim aconteceu… grande passeata fizemos e eu, claro, aqui com um grande aperto!
Só nós dois entendemos por que vimos da parte da tarde o Dr. Salgueiro a pedir ajuda a alunos para empurrar o carro até à bomba de gasolina! E olhando de vez em quando debaixo do carro… pensando:
– Será que tenho aqui algum furinho por onde a gasosa se foi?
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Havia também o professor de Religião e Moral, um padre todo prá-frentex, que era a pessoa mais esquisita que havia no Colégio. Por que seria que pagava cinco Tostões por cada matrícula de carro que lhe trouxessem? Fartei-me de ganhar dinheiro com ele!… até pensei: se a religião católica, a dele, é assim, então vou já rebaptizar-me!
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Qualquer estudante que se preze, o copianço nos pontos ou testes é uma obrigação.
Eu via os meus colegas, eles e elas, fazendo cabulazinhas bem enroladas, escondidas junto aos pulsos ou dentro das meias.
Achava isso assim meio-esquisito, porque o acto de fazer uma cábula já era estudar!
O que desvirtuava o «copiar», uma arte engenhosa do estudante que se preze e queira ter sucesso, passe a contradição!
Recordo-me duma cena passada num ponto com o Dr. Moreira, alentejano de Campo Maior, fanático pelas coisas do futebol. Foi numa sala de um apartamento que o Dr. Diamantino anexara ao edifício principal do Externato.
No dia do teste, coloquei sobre a secretária do Professor, o jornal Record que trouxe do Altobar, mas de uma semana atrás. Logo que ele distribuiu a folha das perguntas, sentou-se e tal como previsto, começou a folhear o jornal.
O teste parece-me que era de Botânica. Olhei à volta e vi todos tirarem as cábulas, eles e elas de esconderijos corporais diferentes.
Eu que era avesso a cábulas… peguei no livro de Botânica, o próprio, abri e folheei onde era preciso e assim respondia às perguntas. Era só copiar dali para aqui… e esperar por um 15 ou 16!
Mas eis que algo inesperado aconteceu.
A colega ao meu lado sentiu-se aflita vendo o meu livro de Botânica ali escaqueirado à minha frente e começou a sentir-se mal: Tinha-lhe aparecido o «incómodo»… como nós os rapazes nos referíamos ao problema mensal das senhoras.
Perguntaram-lhe o que tinha causado aquela aflição àquela hora e assim teve de contar o que vira!
E assim nasceu no Externato a minha fama de terrível «copiador»!
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Tínhamos a Professora de Inglês, uma lady sempre de mini-saia, doutora de Coimbra com 20 e poucos anos, que desconfiando dos meus 17 e 18 nos pontos de Inglês e sabendo que eu não era amigo de estudar aquela disciplina, colocava-me bem à frente da sua secretária no dia dos testes. Mas era assim mesmo: não era preciso estudar para eu ter notas boas a Línguas.
Era inadmissível que eu tivesse mais sucesso que o Tomás, colega que era um marrão, de fatiota, sempre limpando as unhas, sem noitadas e cujas nota máxima era o 10 ou 11 nessa disciplina. Contrastando com os seus 16 ou 17 a Matemática!
A malta sabia que a professorinha estava hospedada na Pensão perto dos Correios e então nós à noite subíamos às árvores para vermos o «streap» dela no quarto. Credo, era toda boazona em cada centímetro do corpo! Alguns de nós vimos pela primeira vez o corpo nú de uma mulher…
Ganda vida, esta de estudante!!!

José Jorge Cameira

«Estórias de um filho de Vale de Lobo e da Moita»
mailto:jjorgepaxjulia4@hotmail.com

Secção Judo Sporting Clube Sabugal - Capeia Arraiana (orelha)

Judocas raianos na Taça Cruz Martins em Beja

Realizou-se no passado dia 23 de Maio, o torneio comemorativo dos 52 anos do Clube de Judo de Beja, conhecido por «Taça Cruz Martins». O distrito da Guarda participou neste evento com judocas do Clube de Judo da Guarda (dois) e do Sporting Clube do Sabugal (três) num total de 154 judocas de 14 clubes.

Movimento «Regiões, Sim!» elegeu dirigentes

O Movimento Cívico «Regiões, Sim!» realizou em Beja, no dia 16 de Fevereiro, a sua primeira Assembleia Geral na qual elegeu os órgãos sociais. Na reunião foi aprovada uma petição para entregar na Assembleia da República em defesa do desbloqueamento do processo da regionalização administrativa.

Assembleia Geral em Beja do Movimento «Regiões, Sim!»Realizou-se no sábado, 16 de Fevereiro, na Pousada de São Francisco, em Beja, a primeira Assembleia Geral do Movimento Cívico «Regiões, Sim!». O algarvio Mendes Bota, fundador do Movimento constituído em 26 de Abril de 2007, foi eleito para presidir à Direcção durante os próximos três anos. Carvalho Guerra (ex-reitor da Universidade Católica do Porto) encabeça a Mesa da Assembleia Geral e Agostinho Abade (empresário do sectores turístico e automóvel) preside ao Conselho Fiscal.
Os mais de 100 associados e observadores presentes em Beja aprovaram o Relatório de Actividades e Contas de 2007 bem como o Plano de Actividades e Orçamento para o presente ano. Como melhor forma de implantar o Movimento em todo o País foram aprovadas alterações estatutárias que vão permitir a criação de núcleos municipais nas diferentes regiões.
O Movimento contava com 514 associados tendo dado entrada durante a Assembleia Geral mais 40 novas adesões, entre as quais a escritora Lídia Jorge e o presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, Fernando Caeiros.
O Capeia Arraiana trocou algumas impressões com Mendes Bota que defendeu «a importância da Petição a endereçar à Assembleia da República, apelando para que sejam aliviados na próxima revisão constitucional os condicionalismos que permitam viabilizar a sua concretização na próxima legislatura».
Aproveitámos para defender a especificidade da Beira Interior e as possíveis vantagens das oito regiões administrativas mas o presidente do Movimento esclareceu que «o modelo só já pode assentar na base territorial das NUTs II, ou seja, as cinco regiões, Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve».
O deputado algarvio disse-nos ainda que «a Petição a entregar no Parlamento pedirá, de forma clara e inequívoca, aos partidos políticos para que assumam nos seus programas eleitorais às eleições legislativas de 2009 uma posição pró ou contra a regionalização». «As petições nunca são votadas mas para serem discutidas precisam de, pelo menos, 75 mil assinaturas, e o que está em causa é também acabar com a obrigação da simultaneidade, ou seja, as regiões têm que ser todas aprovadas ao mesmo tempo e o que nós propomos é que devem avançar as que receberem o voto positivo dos seus eleitores», esclareceu.
Para Mendes Bota «o importante é fixar os jovens, criar postos de trabalho e criar uma rivalidade positiva entre regiões sem perder o sentimento da identidade nacional até porque na Europa as regiões são parceiros privilegiados da discussão política e das decisões governativas».
À nossa questão «Até onde vai este Movimento?» o deputado algarvio foi taxativo: «Este movimento extingue-se no dia do referendo apesar de que em Portugal não foi preciso fazer um referendo para aprovar o Tratado de Lisboa mas… é na diversidade de opiniões que se constrói a solidez dos argumentos.»
jcl