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António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Hoje senti-me o General Custer

Em criança tive oportunidade de ver o filme do realizador Robert Siodmak, de 1967, com tradução em português «Os bravos não se rendem». Esta obra marcou-me bastante, porque na época «os bons» acabavam sempre em heróis. Só que neste caso o «herói» ficou imortalizado na História dos Estados Unidos, mas morto pelo inimigo como o único sobrevivente de uma batalha sangrenta, segurando a bandeira do seu país na mão.

General George Custer - Capeia Arraiana

General George Custer

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O inquilino

Não é um inquilino qualquer. E até recebe renda em vez de a pagar. Mas não deixa de ser um inquilino, porque no máximo o contrato só dura oito anos. E a titularidade do prédio pertence ao Governo Federal dos Estados Unidos. O facto é que um belo dia de janeiro este inquilino é surpreendido com um calor tórrido de quase 40 graus.

O inquilino - Capeia Arraiana

O inquilino

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

To be or not to be?

Hoje dedico a minha cronica a terras de Sua Majestade. Neste dia em que a escrevo ainda não sei se o «Britannia» rumou a Sul para aportar em terras da Europa. Mas sinceramente não acredito. Uma das músicas mais patrióticas, «Rule Britannia» onde elogia que os Britânicos nunca serão escravizados, pode tornar-se num «motim» dentro do navio devido aos problemas de equilíbrio interno que, por incrível que pareça, a União Europeia acabou por «ajudar» a atenuar. Mas a Inglaterra, país dominante do Reino Unido, é uma das democracias mais antigas da Europa, e respeita a decisão popular, mesmo que muitos achem um perfeito disparate.

Brexit - To be or not to be? - Capeia Arraiana

Brexit – To be or not to be?

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Eu pecador me confesso!

Tive muita sorte. Mesmo muita sorte de os meus pais nunca me obrigarem a ter uma opção religiosa, deixando-me em adolescente decidir pela minha consciência. Mais tarde tive a oportunidade de conhecer Manuel, Primeiro Bispo de Setúbal, que entendeu rapidamente a importância do escutismo na formação dos jovens, acabando por ser um privilegiado por ter convivido com ele muito próximo. E a sua palavra acabou por ser a luz que precisava para me orientar nos caminhos da vida, sendo tolerante, ecuménico e estar sempre alerta para servir independentemente da cor, do credo, do pensamento, da justiça. Separar o trigo do joio, o material do espiritual é o segredo!

A importância da família nos sacramentos da Igreja - Capeia Arraiana

A importância da família nos sacramentos da Igreja

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A terra do meu sacristão

A vida tem acontecimentos que não sabemos explicar. Os crentes dizem que tem graça divina. Os não crentes fundamentam no mero acaso. Mas o facto é que o meu Sacristão, de menino, tem-me acompanhado ao longo da vida, apesar de já ter falecido há duas décadas. E o meu olhar inocente nunca me faria acreditar que um dia, décadas mais tarde, iria à sua Aldeia Natal – Bismula – no concelho do Sabugal.

José Maria Fernandes, sacristão da Igreja de Santa Maria da Graça, a atual Sé da Diocese de Setúbal - Capeia Arraiana

José Maria Fernandes, sacristão da Igreja de Santa Maria da Graça, actual Sé da Diocese de Setúbal

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O Adeus Português!

Muitos de nós já se esqueceram do flagelo dos compatriotas que apressadamente regressaram de Angola, Moçambique e Guiné, mas também de Timor, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde. Hoje sinceramente ainda não entendi esta retirada de grande parte dos portugueses, uma vez que estes novos países precisavam de quadros e, como se constatou, a saída de uns abriu as portas à entrada de outros, pese embora as províncias almejassem a tão desejada independência. Embora cada situação seja um caso particular, porque o próprio país não conseguiu igualmente exercer a sua influência política e cultural nestes territórios, o facto é que nunca se entendeu a «pressa» desta retirada deixando muitas famílias numa situação complicada do ponto de vista financeiro. Mesmo o Estado tendo conseguido «montar» uma verdadeira operação de resgate e de apoio aos designados «retornados», minimizando os «estragos», o facto é que a sensação que ficou foi de um abandono total destes territórios, fazendo lembrar a expressão popular: «Tudo ou nada!»

Caixotes dos Retornados junto ao Padrão dos Descobrimentos - Capeia Arraiana

Caixotes dos «Retornados» junto ao Padrão dos Descobrimentos em Lisboa (Foto: D.R.)

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A personalidade do ano!

Normalmente a comunicação social, as adversas associações culturais apreciam nomear as personalidades do ano. Eu entendi nomear, à semelhança, destes organismos políticos, culturais ou associativos, a minha personalidade do ano. Obviamente que alguns irão questionar o porquê, que obviamente será justificado, mas nestas escolhas é normal e aceitável que alguma injustiça possa, e deva, ser reclamada tendo em conta que ainda vivemos num estado de direito. Mas que me perdoem os ofendidos porque na realidade muita, mas muita gente, devo hoje a atenção de ser escritor porque apreciam as minhas palavras. Mas acreditem que esses nunca serão esquecidos!

Personalidade do Ano - Capeia Arraiana

Personalidade do Ano – João Cabeçadas

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Sado, Triste Sado!

No passado dia 8 de dezembro publiquei este artigo no Facebook. Não posso ficar indiferente nesta passagem de ano sem denunciar esta atrocidade. O meu Rio Azul, que caminha de sul para norte, como contrariando a natureza, como uma contracorrente de oposição, de inconformismo, está outra vez nas «mãos» dos interesses económicos e, provavelmente com uma morte anunciada. Quem não se lembra das ostras que a central térmica «convidou-as» a mudar para o Algarve, do tratamento de esgotos que tardou, e, do mais importante, do controlo do estuário, zona fundamental do equilíbrio natural pela alteração do pH da agua, em face da proximidade do mar, onde o sal ajuda à precipitação dos sedimentos e de outros nutrientes essenciais à vida de espécies que escolheram este habitat para sobreviver.

O Estuário do Sado - Capeia Arraiana

Estuário do Sado (Foto: D.R.)

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Quando comprávamos as prendas na loja do Ti Manel!

O tempo vai caminhando com o chamado progresso. Coisas melhores, vida diferente, mas também há um sabor de saudade de hábitos que tendem a desaparecer definitivamente. Já não são só as livrarias, todo o comércio de rua, ou tradicional, caminha para um calvário que, nos dias de hoje, nem o Natal lhes salva!

Comércio Tradicional em tempo natalício - Capeia Arraiana

Comércio Tradicional em tempo natalício

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Fui ver a Banda passar!

Música mítica de Chico Buarque nada destoa com a qualidade do concerto dos 148 anos da Banda da Covilhã. Um espaço com uma acústica fantástica, a Igreja da Santíssima Trindade, só confirmou a qualidade dos músicos e maestros que, nos ouvidos mais apurados, não sentiram qualquer desafinação. Acredito mesmo que von Karajan se estivesse vivo mas ouvisse o concerto nos rádios de transistores, daria os parabéns por telegrama à Banda da Covilhã, por mais este sucesso.

Concerto dos 148 anos da Banda da Covilhã - Capeia Arraiana

Concerto dos 148 anos da Banda da Covilhã

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A cegueira do Saramago

Este ano, fez vinte anos que José Saramago venceu o Prémio Nobel da Literatura, pela publicação da obra «Ensaio sobre a Cegueira». Como pessoa sem dúvida que Saramago não deixou saudades a muita gente, mas o facto é que ficou na história da literatura mundial. Obviamente que teve ajudas, como por exemplo Mozart, em que a sua viúva foi fundamental para que a sua obra ultrapassasse a barreira da fronteira portuguesa, e entrasse num mercado de 600 milhões de pessoas, onde ainda muita gente felizmente lê. Embora não tivesse lido a obra, vi o filme, e, mesmo sendo uma produção de Hollywood, deixa-nos a pensar.

José Saramago - Prémio Nobel da Literatura (Foto: D.R.) - Capeia Arraiana

José Saramago – Prémio Nobel da Literatura (Foto: D.R.)

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O meu amigo Padre Carlos Jacob

O Jacob não é judeu. É um padre missionário que presentemente desempenha funções na Escola Apostólica de Cristo Rei, em Gouveia, instituição cinquentenária que muito tem contribuído para a formação de jovens desde 1956. Mas esta congregação, Missionários de São João Baptista, também está presente noutros países, como é o caso de Moçambique, de onde o meu amigo Jacob, me enviou uma carta, ainda escrita pela sua mão, dentro de um envelope com selo.

Escola Apostólica de Cristo-Rei - Capeia Arraiana

Escola Apostólica de Cristo-Rei

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

No dia em que quis ser mãe!

Nos dia de hoje as mulheres sentem cada vez mais esta dificuldade. O tempo e a organização social, levam as famílias a sentirem mais dificuldades em poderem ter filhos, mas acima de tudo, ter tempo para os educar. Hoje vou-lhes falar de uma mulher que tomou essa opção. E contra-ventos e marés, conseguiu educar cinco crianças, hoje já adultos!

Rita - Uma Mulher que quis ser Mãe - Capeia Arraiana

Rita – Uma Mulher que quis ser Mãe

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

No dia em que fizer 72 anos!

Efetivamente um dos mistérios de viver é precisamente o morrer. Mas acredito que possa viver o dia de aniversário dos meus futuros 72 anos. E porquê este ano assim tão marcante? Porque no passado dia 9 de novembro, o meu amigo e irmão escuteiro, celebrou essa efeméride, renascido das cinzas e, esperemos, pronto para mais uma longa caminhada nesta vida. Que Deus te conserve irmão António!

António Alves Fernandes - Capeia Arraiana

António Alves Fernandes

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Mas afinal há ou não alterações climáticas?

Já em tempos tinha escrito uma crónica no Capeia Arraiana sobre o Acordo de Paris porque, julgo, ser um documento muito importante para o futuro da nossa qualidade de vida. No entanto tenho ouvido, e lido, algumas opiniões que me deixam preocupado, nomeadamente que «as alterações climáticas não existem sendo um negocio», ou até, com algum fundamento, que o planeta já passou por diversas fases climáticas e que, portanto, esta será mais uma. Resolvi então ler um livro de Ecotoxicologia, e fiquei apreensivo, pelos motivos que irei escrever.

Urso Polar - Capeia Arraiana

Urso Polar sofre com as alterações climáticas

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Moura! Uma viagem ao passado

Alguns de vós sabem que passei uma parte da minha vida em Moura, Baixo Alentejo. Normalmente era o Natal e o Carnaval e, nas férias grandes, a minha família alentejana acorria para Setúbal. No início o hábito não era a praia mas sim o campo. Iam para o Casal da Ajuda, mesmo junto à Quintada Comenda. Tudo girava na amizade extraordinária da minha Avó Esperança com a sua Irmã Maria da Luz. Uma ligação mais unida que gémeas. Não podiam passar uma sem a outra. Durante gerações e gerações este laço ficou… até um dia. Mesmo assim, depois do sucesso de 2011 em que se juntou a família, a Ana Vidal da Gama, uma das descendentes da minha Tia-avó Maria da Luz, organizou um mega-almoço com mais de 100 primos. Revi pessoas que não via dos tempos da ditadura. Afinal sempre valeu a pena tanta amizade. Invulgar por sinal, mas que ainda continua a dar os seus frutos.

A infância em Moura - António José Alçada - Capeia Arraiana

A infância em Moura

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O meu irmão Antonio José

Não deixa de ser estranho termos um irmão com o mesmo nome. E o mesmo apelido. Mas o facto é que o António José foi sempre o irmão mais velho que muita falta me fez. Faria 80 anos no dia 24 de outubro, data que também celebro 35 anos de namoro com a minha mulher Carla. Por ser um ilustre desconhecido, tal como tantos «Antónios» ou «Josés», entendo celebrar convosco estes 80 anos deste meu primo que infelizmente nos deixou.

O meu irmão António - Capeia Arraiana

O meu irmão António

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O amigo Joaquim

Não é fácil ter amigos no trabalho. Num mundo cheio de conflitos de «interesses» que fazem parte da natureza humana, as relações profissionais são muito mais ralações e problemas. No entanto, mesmo quando nos confrontamos, e nos debatemos, a educação ensinou-nos que nos momentos difíceis os colegas têm o dever de respeitar a fragilidade e as dificuldades que afetam e abalam quem não se pode defender. Mesmo nem sempre estando de acordo, hoje presto a minha homenagem ao meu colega Joaquim, vítima de uma doença grave e inesperada, mas que sempre soube nos momentos chave mostrar que teve uma educação, infelizmente, em decadência.

O que me liga ao meu amigo Joaquim - Capeia Arraiana

O que me liga ao meu amigo Joaquim

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

D. Manuel II – O Rei Emigrante

No dia em que escrevo esta cronica evoca-se, em feriado, a Implantação da República. No meio da azáfama familiar em que se aproveita para arrumar a casa, ir ao supermercado (onde ninguém goza o feriado), estudar ou até passear um pouco, acabámo-nos por esquecer da efeméride, mas acima de tudo do último Rei que tivemos. Curiosamente na História de Portugal há poucos «vilões» e «maus da fita» e achei interessante que D. Manuel II não tivesse ficado na galeria dos indesejáveis da nação, pese embora tivesse de fugir para o exilio.

SM El-Rei Dom Manuel II no Exílio em Fulwell Park, Inglaterra - Capeia Arraiana

Sua Majestade El-Rei Dom Manuel II no Exílio em Fulwell Park, Inglaterra

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A importância dos investigadores

Não se trata de mais uma crónica ou notícia policial. Estes investigadores são profissionais que se dedicam à ciência e procuram, entre outras coisas, a melhoria da nossa qualidade de vida. Pelo segundo ano consecutivo participei na Noite Europeia dos Investigadores na última sexta-feira de setembro. Trata-se de uma iniciativa europeia que tem por objetivo celebrar a ciência e aproximar investigadores e cidadãos, quebrando-se barreiras que supostamente separam a ciência dos cidadãos, e procurando-se divulgar o trabalho que as diferentes equipas de investigadores desenvolveram no ano transato.

Noite Europeia dos Investigadores - Capeia Arraiana

Noite Europeia dos Investigadores

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Augusto Pólvora – O rapaz do Leste

Fez no passado dia 2 de julho um ano que o meu amigo Augusto Pólvora partiu. O Augusto não era uma pessoa qualquer. Foi Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra durante quase três mandatos, vereador, e um ativista comunista desde que o conheci, em 1975. Mas acima de tudo o Augusto sempre foi um homem de convicções, quer concordássemos, ou não. Pela sua verticalidade e determinação, evoco este primeiro aniversário do seu falecimento, com um texto que publiquei num dos meus livros e que, felizmente, ainda teve oportunidade de o ler antes de falecer.

Augusto Pólvora - António José Alçada - Capeia Arraiana

Augusto Pólvora

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Fazer as pazes

Com as mensagens de apoio que tive na minha ultima crónica, pelo humor e boa disposição que tanto faz falta nos nossos dias, apresento hoje uma nova estória cujo protagonista é o atual Presidente Americano. Afinal, como todos nós, tem defeitos mas também qualidades. Imaginei então esta cena passada em Washington DC. Numa tarde de domingo.

Casa Branca em Washington - Capeia Arraiana

Casa Branca em Washington

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A chegada dos Refugiados… à minha aldeia?

A cronica de hoje não é mais do que uma estória de ficção, de uma hipotética chegada de um grupo de refugiados a uma das nossas aldeias, perdidas por detrás destas montanhas. Curiosamente, ou não, com tanta generosidade europeia, ninguém se lembrou que até por estas bandas a tónica da hospitalidade é uma das sãs características do povo Beirão. Como se costuma escrever nestas «coisas» qualquer semelhança com a realidade é pura ficção!

A minha aldeia aceitou receber refugiados - Capeia Arraiana

A minha aldeia aceitou receber refugiados (Foto: D.R.)

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A última noite dos «Proms»

Para quem aprecia música amanhã, dia 8, tem oportunidade de assistir na BBC-2 (primeira parte) e na BBC-1 (segunda parte) ao último concerto dos «Proms» da presente época. É uma verdadeira festa britânica que, nos dias de hoje já ultrapassou fronteiras. O barítono convidado para este ano é o canadiano Gerald Finley, uma das referências mundiais da opera, que irá cantar o «Rule, Britannia!» levando ao rubro, certamente, o Royal Albert Hall, o Hyde Park e ainda os parques de Glasgow Green, na Escócia, Colwyn Bay, no País de Gales, e no Titanic Slipways, na Irlanda do Norte, que graças à tecnologia assistem ao espetáculo em simultâneo cantando e dançando ao som da Orquestra Sinfónica da BBC, dirigida pelo maestro Sir Andrew Davis.

Momentos mágicos que se vivem durante o Concerto dos Proms - Capeia Arraiana

Momentos mágicos que se vivem durante o Concerto dos Proms

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Pesadelo em Praga

No passado dia 21 de agosto fez 50 anos que os tanques do Pacto de Varsóvia entraram em Praga, terminando o sonho da Primavera dos checoslovacos, liderados pelo reformista Alexander Dubcek. Morreram mais de 100 civis, centenas de feridos e milhares fugiram para o ocidente. As tropas invasoras pertenciam à URSS, Republica Democrática Alemã, Hungria, Polonia e Bulgária. Curiosamente, ou não, a Roménia recusou em participar nesta ação. Em tempos incertos gosto de relembrar estas efemérides. É importante analisar o passado para refletir o futuro.

A União Soviética e os membros do Pacto de Varsóvia invadiram Praga para interromper as reformas de Dubcek - Capeia Arraiana

A União Soviética e os membros do Pacto de Varsóvia invadiram Praga para interromper as reformas de Dubcek

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Quem foi «Coco» Chanel?

É impossível ficar indiferente ao saber a história de uma estilista que marcou a moda, numa época em que os homens dominavam todos os setores económicos e socais. Sem eu saber porquê, a minha filha mais nova não para de falar na Chanel e de como gostaria de ter uma das suas milionárias peças. Tanto tem falado nesta marca de alta-costura, que me senti obrigado a fazer uma pequena investigação, e acreditem, fiquei agradavelmente surpreendido.

Gabrielle Bonheur Chanel (Saumur, 19-08-1883 - Paris, 10-01-1971) foi uma estilista francesa e fundadora da marca Chanel S.A.. É a única estilista presente na lista das cem pessoas mais importantes da história do século XX da revista Time - Capeia Arraiana

Gabrielle Bonheur Chanel (19-08-1883 – 10-01-1971) foi uma estilista francesa e fundadora da marca Chanel S.A.
É a única estilista presente na lista das cem pessoas mais importantes da história do século XX da revista Time

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A «Quadrilha» da minha juventude

Muitos de nós tiveram amigos na juventude que nos marcaram para o futuro. Felizmente fui um afortunado e hoje ainda mantenho uma relação de amizade com os meus amigos do tempo de liceu. Ao sermos convidados a sair de uma festa da «Socielite» da época, fomos batizados de «Quadrilha» e assim, este grupo, usa, e abusa, esta denominação até hoje. A «Quadrilha» deixou apenas de ser um «bando» irreverente. Acabou mesmo por ser uma forma de estar muito própria, mantendo ainda hoje um elo comum: a amizade!

«A Quadrilha» da minha juventude - Capeia Arraiana

«A Quadrilha» da minha juventude

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A importância de «fugir da rotina»

No ano passado, na cidade da Guarda, realizou-se uma conferência sobre empreendedorismo tendo sido convidado para falar sobre a importância da inovação nas empresas. Entendi que a melhor forma de abordar o tema seria, na realidade, sair da zona de conforto procurando novos desafios.

A importância de fugir da rotina - António José Alçada - Capeia Arraiana

A importância de fugir da rotina

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Verões escaldantes

Muitos deverão achar estranho o tempo em Portugal estar mais ameno que no ano passado, enquanto prolifera calores tórridos no Norte da Europa. Mesmo que alguns continuem a achar um perfeito disparate, estes fenómenos estão relacionados com as alterações climáticas. O problema é que não há uma consciencialização para este problema e as politicas dos governos, principalmente europeus, mesmo que se esforcem, lutam com a sustentabilidade das suas economias.

Verões escaldantes - António José Alçada - Capeia Arraiana

Verões escaldantes

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Concordata ou Discordata?

O termo de «Concordata» corresponde na gíria diplomática a um acordo celebrado entre a Santa Sé e um Estado soberano. No caso português, houve uma Concordata assinada em 7 de maio de 1940, que vigorou até 2004, onde foi substancialmente revista atendendo a que o Estado Português passou a ser laico e a salvaguardar a igualdade de direitos entre todas as confissões religiosas. A crónica de hoje aborda o contexto geopolítico da assinatura da primeira Concordata, em 1940.

Assinatura da Concordata no Vaticano a 7 de Maio de 1940. À direita o Cardeal Luigi Maglione, representante da Santa Sé e à esquerda o General Eduardo Marques, antigo Ministro das Colónias portuguesas - Capeia Arraiana

Assinatura da Concordata no Vaticano a 7 de Maio de 1940. À direita o Cardeal Luigi Maglione, representante da Santa Sé e à esquerda o General Eduardo Marques, antigo Ministro das Colónias portuguesas

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O ataque a Wiriyamu (Moçambique)

O ataque a Wiriyamu, uma localidade da Província de Tete, em Moçambique, foi uma ação militar das forças portuguesas, perpetrada no dia 16 de dezembro de 1972, com o nome de código Operação Marosca, tendo morrido um número significativo de civis. Este episódio marcou a política externa da época, com a publicação da notícia no Jornal Britânico «The Times», na edição de 10 de julho de 1973, tendo, provocado alguma tensão no exterior mas também no interior do país. Para alguns, foi considerado o ato mais violento que tropas portuguesas terão efetuado no período da guerra de libertação das antigas províncias ultramarinas, designada em Portugal por «Guerra Colonial».

Placa evocativa do ataque a Wiriamu - António José Alçada - Capeia Arraiana

Autoridades moçambicanas colocaram no local uma placa evocativa do ataque a Wiriyamu

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O desastre de Kandy

Existe uma ideia generalizada na nossa sociedade de que os nossos antepassados não eram assim tão guerreiros como outras potências coloniais. Efetivamente, como já escrevi numa crónica, os portugueses não se afoitavam muito para além das zonas costeiras, tendo baseado a sua influência na propagação da Fé Cristã e na atividade comercial. Porém, houve exceções, como foi o Desastre de Kandy, que hoje pretendo contar-lhes resumidamente. Os factos históricos que baseiam esta crónica foram recentemente relatados na Antena 2, no programa «Os Dias da História», de Paulo Sousa Pinto.

A ocupação militar no Ceilão - Capeia Arraiana

A ocupação militar portuguesa no Ceilão

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Heroínas desconhecidas

Normalmente o estilo de crónica que hoje vou apresentar baseia-se no meu irmão escuteiro António Alves Fernandes, que lhes posso dizer, contínua numa recuperação espantosa, muito, em parte, graças a uma heroína desconhecida, concretamente a sua esposa. É precisamente neste contexto, de tanta mulher que sofre o quotidiano da vida, nunca procurando a recompensa, que dedico a crónica de hoje, reconhecendo o mérito e a excelência da minha Prima Bárbara Alçada Ribeiro, pessoa muito querida por grande parte das gentes da Covilhã.

Heroínas desconhecidas... - António José Alçada - Capeia Arraiana

Heroínas desconhecidas…

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Um café de «sonho» ou um «sonho de café»?

Talvez seja um privilegiado. Não o nego. Mas tive a oportunidade de visitar uma torrefação de café, a funcionar desde os anos 50, na cidade do Uíge, em Angola. Para um apreciador de bom café foi mais um momento marcante da minha vida. E tive a felicidade de tirar algumas fotos, mais um beneficio que poucos terão conseguido. Mas este sorriso lusitano ainda consegue alguns milagres. Dedico esta crónica a estes nobres operários que mantêm viva esta tradição e que recentemente, uma delegação da Empresa Provincial de Águas e Saneamento do Uíge, que me visitou na cidade da Guarda, me entregou em mão mais um pacote deste lote do verdadeiro ouro negro, produzido com a sabedoria ancestral dos seus avós.

Um café de sonho no Uíge - António José Alçada - Capeia Arraiana

Um café de sonho no Uíge em Angola

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Afinal o que se passou em Zamora?

Desta vez não vos apresento nenhuma tese, mas sim uma análise ao texto do Prof. Pedro Soares Martinez sobre o nascimento do nosso país, inserido na História Diplomática de Portugal. Sem dúvida que as «aventuras de Afonso Henriques» contadas nas aulas dos nossos liceus foram muito mais que a estória de um filho que se terá zangado com a mãe.

Primeira bandeira de Portugal - António José Alçada - Capeia Arraiana

Primeira bandeira de Portugal

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O sonho português

Quem nunca ouviu falar do «sonho americano»? Tendo estado recentemente com um jovem acabado de concluir o seu mestrado integrado, na Universidade da Beira Interior (UBI), tive oportunidade de entender quais as motivações destes novos profissionais que ainda não perderam a esperança de um futuro mais promissor. O sonho português não é mais do que a imagem de marca da nossa cultura lusitana, onde apesar de não parecer, a família continua a ser a base da matriz social.

Fernando Pessoa - António José Alçada - Capeia Arraiana

Fernando Pessoa e o sonho português

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Um mundo de ambiente

No passado dia 5 de junho celebrou-se o Dia Mundial do Ambiente. Atualmente é, felizmente, uma data marcante, pese embora alguma vulgarização do tema uma vez que, muitos de nós, ainda associa o «ambiente» às ruas limpas e aos jardins cuidados com passarinhos a chilrear.

O ciclo natural da água - António José Alçada - Capeia Arraiana

O ciclo natural da água

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Uma viagem no Tempo

No passado mês de dezembro estive no México, tendo assistido ao solstício de inverno, em pleno verão, com quase 40.ºC. Um dia que nunca esquecerei acima de tudo porque me encontrava no coração da Civilização Maya, mais concretamente no recinto das pirâmides do património da UNESCO, em «Chichén Itzá». Imaginei então que estaria no tempo em que os europeus aportaram aquelas terras mágicas. Mas, como tudo na vida, as rosas também têm espinhos.

Pirâmides de Chichén Itzá - Uma viagem no tempo - António José Alçada - Capeia Arraiana

Pirâmides de Chichén Itzá – Uma viagem no tempo

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Janela «Indiscreta»

Não se trata do famoso filme de Alfred Hitchcock imortalizado pela fotografia notável de Robert Burks e da personagem principal, também ele fotógrafo, mas com uma perna partida obrigando-o a ver a estória passar. Trata-se de sim de uma paisagem outrora mais verdejante e povoada. A crónica de hoje também «nasce» de uma fotografia. De terras onde se sentia a respiração de quem trabalhava no campo, da comida e bebida pura como a natureza as fez e do verde vivo desses campos cultivados.

Janela Indiscreta de Alfred Hitchcook - Capeia Arraiana

Filme «Janela Indiscreta» do realizador Alfred Hitchcook

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Fugi do Pâmpano

Criatura mística que «ronda» a Capela da Nossa Senhora de Estrela, na Boidobra, pelo quinto ano consecutivo promoveu mais um «ataque». Felizmente que estavam lá os escuteiros, do Agrupamento 1222, para nos salvar. Não foi só comida e bebida que nos acalentaram. Acima de tudo é aquele ambiente único, que só um «ataque ao Pâmpano» consegue ter. Para o ano lá estarei. Venha quem vier!

Ataque ao Pâmpano em Boidobra - Capeia Arraiana

Ataque ao Pâmpano em Boidobra