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António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

No dia em que isto acabar o que farei?

Ser optimista. Pensar positivo. Há quem esteja bem pior. Na realidade sou um «papa» quarentenas. Estou na segunda. Não por causa de estar contaminado. Apenas porque tive de ir ao estrangeiro. Voluntariamente fiz antes de ir e agora sou obrigado por lei. Graças a Deus tudo bem. Psicologicamente também. A primeira custa sempre mais. Mas quando isto acabar, porque vai acabar, o que farei?

No dia em que acabou a II Guerra Mundial

No dia em que acabou a II Guerra Mundial

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Um passageiro «em trânsito»

Não. Moratória nesse assunto. Já chega. Mas o que fazemos quando não podemos entrar num país? Os motivos são imensos. Até há um filme com o actor Tom Hanks, que enquanto transitava no aeroporto na zona internacional, o seu país de origem sofreu um golpe de estado e os EUA não reconheciam o actual regime, impedindo-o de entrar. Mas existem outras até à estupidez humana que não falta para aí para dificultar. O facto é que «em trânsito» não nos dá direitos, nem nos reconhece como cidadão. Por isso nalgumas viagens devemos ponderar esse aspecto.

Um passageiro em trânsito

Um passageiro em trânsito

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A minha peregrinação interior

Duas semanas de cativeiro, por precaução, levaram-me a uma «prisão» dourada numa paz que já não sentia faz muito tempo. Aproveitei para ler, estudar, e ver alguma TV, que infelizmente em nada ajudou. O protagonismo continua nas veias de muita gente, só que a população, já pouco liga. Acompanhei também as eleições dos democratas, que podem ser uma esperança pata todos nós. Ainda acreditei no impossível, mas o «Sistema» voltou a triunfar. Vamos ter esperança que em novembro os americanos se lembrem dos outros, que deles dependem, mas não podem decidir. Assim, passei quase duas semanas, esperando que no dia da publicação desta crónica, as minhas preocupações voltem a ser a malária, tifóide ou a cólera, verdadeiros perigos mortais.

A minha peregrinação interior

A minha peregrinação interior

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A esperança de Bernie

Quem diria que um homem perto de 80 anos se iria candidatar a Presidente dos Estados Unidos? Uma verdadeira «pedrada no charco» porque tal como o actual, são pessoas que nunca foram alinhadas com o designado «Sistema» o que, sem duvida, vai enriquecer os noticiários cansados de tanta virulogia.

Bernie Sanders é candidato a Presidente dos EUA

Bernie Sanders é candidato a Presidente dos EUA

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Mas afinal que virus é este?

Penso que todos e todas concordam que a comunicação social, no geral, tem especulado, sobre este novo vírus baptizado da doença de «coronavirus», tendo a aberviatura de «covid-19», levando-me a consultar a documentação produzida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), para entender, de facto, o que se está a passar. O ridículo de se olhar para um asiático e fugir, ou mesmo não viajar para um local, mesmo a cinco quilómetros da nossa casa, por causa desta nova doença, é na minha modesta opinião um absurdo e só contribui para desacreditar os profissionais de saúde.

OMS - Organização Mundial de Saúde

OMS – Organização Mundial de Saúde

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Os meus 60Th

Finalmente cheguei aos 60 anos. Tinha uma festa planeada em Paris, terra mítica do amor, mas em face das minhas novas funções, fiquei de serviço à espera que chegasse o bilhete electrónico para embarcar no avião. Mas «alguém» lembrou-se do velhote e enviou uma fada, negra neste caso, que me concedeu um desejo. Entrem então nesta aventura, de alguém que nada sente o tempo a passar.

Os meus 60th

Os meus 60th

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Saudades de um bom cabrito

Nesta minha estadia no estrangeiro, um colega angolano, convidou-me para provar o sabor do «cabrité», uma iguaria feita com cabrito assado na brasa, mas com uma envolvência tão real, que até assistimos à preparação do animal antes de ir para a grelha. Não deixa de ser uma forma inteligente, como me foi dito, para saber que não é «cãoté». O segredo está no molho, sem dúvida único, mas a qualidade da carne não se compara ao cabrito da Raia. Graças a Deus!

Saudades do cabrito raiano

Saudades do cabrito raiano

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

El Comandante

Em tempos foi Presidente. Poderia ter sido da República, de uma Câmara, mas não o foi. O nosso navio aportou a bom porto para o «apanhar». Tal como eu, gosta de escrever, ler e ouvir boa música. O comando da TV a maior parte do tempo é um bibelot. A messe agora está mais composta, e durante as refeições esquecemos a agitação do mar ou das tempestades que se avizinham. Bem vindo a bordo Sr. Comandante!

El Comandante

Nelson – El Comandante

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Um trabalho prático de ter sido escuteiro

Nesta minha missão foi necessário recrutar um conjunto de voluntários para efectuar um cadastro de possíveis consumidores de água. Efectivamente, em muitos países, o acesso à designada água potável ainda é uma dor de cabeça, mas nada melhor do que ter uma estimativa da população potencialmente consumidora. Não sendo propriamente um especialista neste tipo de trabalhos, o facto de ter sido escuteiro, permitiu-me com alguma facilidade orientar este grupo de jovens no terreno, fazendo uma selecção natural através do aumento das dificuldades até se alcançar o objectivo.

Trabalho prático no terreno com a juventude

Trabalho prático no terreno com a juventude

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A minha primeira visita real!

Não pensem que só na Europa há pequenos estados dentro de um estado. Refiro-me a pequenos, mesmo pequenos como Christiana, em Copenhaga. Neste caso, no municipio do Chitato há um reino, curiosamente apelidado da Fortuna, em honra a um antepassado nosso que muito fez por cá. A visita foi de estado. A delegação foi recebida num contexto profissional, mas não deixou de respeitar o protocolo real, como por exemplo não podia ter o chapéu do meu humilde fardamento, nem podia de deixar de ter a atenção de presentear, uma pequena atenção, a Digníssima Majestade. Aliás sem o respeito por tão distinta personagem, seria impossível, de todo, fechar este encontro com uma foto para a posteridade.

Com um abraço de Xa - Muteba

Com um abraço de Xa – Muteba

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Hoy Ceuta es nuestra

Com tanta agitação peninsular lembrei-me de vos contar um pouco da importância de Ceuta na nossa política externa. Muitos ainda se lembram da sua conquista, ainda mencionada na História de Portugal, mas poucos sabem como foi entregue, a quem e porquê. Voltando ao imaginário, que me apraz com muito gosto, vou contar-lhes o dia em que Ceuta deixou de pertencer ao Reino de Portugal e dos Algarves. Imaginem a cara do Alcaide-Mor quando chegou a armada espanhola.

Bandeira e Escudo de Ceuta em 1415

Bandeira e Escudo de Ceuta em 1415

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Encontro nos Fóios

Hoje regresso à minha imaginação. Com a turbulência peninsular, nada melhor que salientar o papel da Raia, como porto seguro, e, quem sabe, de futuros encontros diplomáticos. A estória de hoje vem no seguimento de um pedido de Espanha, da própria Casa Real, para um encontro secreto com as nossas autoridades. Com algum receio, o Governo entendeu enviar um antigo governante, caracterizado por uma grande habilidade politica e diplomática, não fosse ele ainda hoje, um influente decisor de algumas empresas portuguesas aqui e além-mar.

Nascente do Rio Côa nos Fóios

Nascente do Rio Côa nos Fóios

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Um pesadelo de Ano Novo

Com estas viagens longas, e atribuladas, tive um pesadelo de todo o tamanho de 30 para 31 de dezembro. Fiz cerca de 8.000 quilómetros, com escalas e dormidas, sendo uma delas em zona de tiroteio nocturno, concretamente no Bairro de Cazende, na periferia de Luanda.

Pesadelo de Ano Novo

Pesadelo de Ano Novo

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A minha primeira tentativa de entrar no Congo!

Era um domingo soalheiro. Por ser muito cedo resolvi ir até à fronteira entre Angola e a Republica Democrática do Congo. Os Domingos aqui são como o nosso antigamente. Cada um veste a sua melhor roupa para ir à missa ou ao culto evangélico. Porém, como dizia a minha saudosa Mãe, «Deus não dorme!», tive uma das peripécias mais engraçadas desta minha curta estadia.

Fronteira entre Angola e o Congo

Fronteira entre Angola e o Congo

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

E tudo o vento levou!

Aqui em África os Salões de Beleza são simultaneamente cabeleireiros e barbeiros. Não deixa de ser um facto curioso porque, por estas bandas, normalmente os espaços são diferenciados por género. Mas no caso do cabelo é uma excepção. Mas ainda há outro dado relevante. O cabelo do europeu é bem diferente de um africano. Por isso a estória de hoje é sobre a minha aventura de cortar o cabelo. A primeira vez que o faço fora do meu país.

E tudo o vento levou

E tudo o vento levou

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Um primeiro balanço desta missão

Esta missão tem a duração de três anos. O objectivo é colaborar com a minha experiência de vida com organizações que lutam pelo desenvolvimento. Esta zona, como já escrevi anteriormente, tem o símbolo do Pensamento, e na realidade o quotidiano leva-nos a esquecer da importância da reflexão como forma de estar e contribuir para um mundo melhor. Reflectir leva-nos a ponderar e desta forma, a evitar o conflito.

O Primeiro Balanço

O Primeiro Balanço da missão em Angola

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A Caminhada de «O Pensador»

Esta foi a primeira actividade que realizei aqui em terras do interior de Angola, com a participação de perto de 80 jovens, dos 14 aos 22 anos. O percurso foi preparado pela equipa de avanço, onde estava eu e mais três jovens. A extensão era de cerca de 20 quilómetros e terminava num dos rios onde o agrupamento de escuteiros poderia tomar um banho refrescante.

Os novos «Pensadores»

Os novos «Pensadores»

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A Erosão esquecida…

Quando iniciei a minha vida profissional trabalhei no Instituto Superior Técnico (IST), de Lisboa, em conjunto com o denominado Grupo das Cheias de Lisboa, para estudar e minimizar o efeito das precipitações intensas que causavam cheias na Área Metropolitana de Lisboa, designadamente nos afluentes que foram sendo invadidos com urbanizações selvagens desde Oeiras até Vila Franca de Xira. Em 1967 ocorreram mortes, algumas dramáticas, dado o volume e a velocidade das torrentes terem arrastado pessoas e bens.

Erosão hídrica

Erosão hídrica

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Sustentabilidade no outro lado do mundo

Quem diria que acabado de chegar sou surpreendido com um evento que, felizmente, parece ser transversal a todos e todas. No sonho de fazer esta missão, não podia ficar mais feliz de ver que as sociedades mais afastadas sentem a realidade de quem não quer ver. E o mais surpreendente é que foi a Diosese do Dundo, sede da Província de Lunda Norte, que patrocinou este encontro, com muito mais debate que nos «desenvolvidos» países europeus. Aqui todos e todas participam e nada os amedronta de dizer o que pensam.

Desenvolvimento sustentável na Diocese do Dundo

Desenvolvimento sustentável em debate na Diocese do Dundo em Angola

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O meu amigo «Sr. Dála»

Partida comovida, na Tasca da Eduarda, com massinha de peixe oferecida pelos nossos compadres, e um voo longo mas agradável. Por ser noturno, permitiu uma dormida e um relax para a viagem seguinte. Ao contrário do passado, hoje, felizmente os procedimentos alfandegários são rápidos e, estas missões, já têm uma logística que também melhorou significativamente com a experiência.

Senhor Dála

Senhor Dála

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Bartolomeu Dias, o navegador que nos trouxe a «Esperança»

A crónica de hoje pretende mostrar que um povo humilde e pequeno soube almejar a sua autonomia sem grandes alaridos, usando uma estratégia de alto risco: partir para o desconhecido e afastar-se do conflito. Não posso deixar de agradecer à Junta Regional da Guarda do CNE, que aceitou este «velhote» para um curso de dirigente, tendo tido a oportunidade de fazer um trabalho sobre Bartolomeu Dias que aproveito para a crónica desta semana. Não se admirem que no local, que ponho sempre no final das crónicas, esteja no Cabo das Tormentas, porque sem dúvida foi o que passei com a crónica da passada semana.

Navegador português Bartolomeu Dias

Navegador português Bartolomeu Dias

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Catalonia es nuestra!

Quem diria que o anseio de libertação continua num território aparentemente consolidado. E à semelhança de Salazar toca de não reconhecer a vontade de um povo que estava dividido e agora cada vez mais unido. Provavelmente até os portugueses residentes na Catalunha já estejam mais para lá do que para cá. A violência só gera violência como diz a sábia vontade popular e o engraçado da história, sem graça nenhuma, é que o terrorismo basco foi muito menos eficaz do que esta estratégia política que abana toda a Europa.

Catalães não desistem

Catalães não desistem

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A angústia de uma partida

Tenho esse direito, pelo menos assim o entendo, manifestar a angústia de partir. Mas de facto a vida resume-se um pouco à contagem do tempo e não somos insubstituíveis. Todos gostam de receber um abraço, um cumprimento, tal como no desporto, mas de facto na vida profissional não é assim. De facto, não nos podemos esquecer que também somos pagos, e umas vezes melhor, outras pior, vamos cumprindo com as nossas tarefas. Para quem nunca saiu do seu espaço julga que onde está é o pior dos piores. Mas enganem-se. A vida profissional, levada a sério, é bem dura seja onde for. Até nas Caraíbas!

Cá vou eu mas desta vez por alguns anos

Cá vou eu mas desta vez por alguns anos

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

À terceira é de vez!

Hoje vou falar sobre o próximo Fórum de Empreendorismo e Inovação da Guarda, a realizar no próximo dia 26 de outubro de 2019, no café do TMG, sobre a questão da sustentabilidade. Tem sido um tema muito abordado nas minhas crónicas e não faria sentido de não publicitar este evento na nossa região, agora que um novo ciclo político vai começar. Estes temas são transversais e, felizmente, passou a estar na agenda do dia a dia de empresas, autoridades, escolas, e muitos setores da sociedade. O painel de oradores é variado e de vertentes distintas, do ponto de vista profissional, o que seguramente abrirá portas a debates interessantes e ajudarão o auditório a ficar com uma opinião própria, mas fundamentada. Por esse motivo convido os leitores e leitoras a procurarem passar um dia diferente, apresentando na crónica de hoje um resumo dos temas que serão abordados.

Fórum de Empreendorismo e Inovação da Guarda

Fórum de Empreendorismo e Inovação da Guarda

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Mulheres que nos marcam

Mesmo havendo um esforço para se estabelecer na sociedade a igualdade de género, sendo um dos objetivos das Nações Unidas para Agenda 2030, o facto é que ainda hoje uma mulher que «vença» a vida luta muito mais que um homem. E se recuarmos no tempo, as dificuldades eram bem mais marcantes. Por isso, tenho um profundo orgulho quando constato que uma mulher consegue ser mãe, esposa e uma distinta profissional, com responsabilidades atribuídas, que em tempos, só homens as obtinham. A Manuela Bernardo, é uma mulher que me tem marcado, não só pela sua amizade, mas pela resiliência contra a contrariedade, nunca abandonando o posto de mãe e esposa. Mas o espantoso é que para amigos e familiares, a Manuela, só não faz, na realidade, o impossível. Tive a sorte de a conhecer e de conversar horas a fio, sobre todos os aspetos da vida, onde ainda damos Graças a Deus, por nos manter no caminho de ajudar quem mais precisa. O texto desta semana é um tributo a quem chegou às setenta primaveras, ao longo de uma vida onde teve de carregar muita responsabilidade e amarguras.

A minha amiga Manuela Bernardo

A minha amiga Manuela Bernarda

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A minha troca de «prisioneiros»

Decorria meados de 1969. As relações entre os meus pais estavam a bater no fundo. O meu saudoso Tio Olívio tentava mediar um conflito que não tinha fim. Um dia consegue-se um acordo para ir conhecer a minha avó paterna, que já tinha 90 anos. E lá vou eu, de malote, calções e casaco, acompanhado pelo Tio António Esteves e a Tia Ernestina, sogros do Tio Olívio.

A minha troca de passageiros

A minha troca de passageiros

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O casamento n.º 142

Estava de serviço quando recebo uma chamada do chefe. Tinha de o ir representar ao casamento n.º 142. Aqui, nos serviços, os casamentos e batizados, são registados por causa das despesas. Sinceramente não me apetecia nada. Para além de querer ir ver o meu Vitória de Setúbal, tinha de cumprir o protocolo de Estado. Deveria de ir com uma fatiota de cor cinzenta, gravata discreta e devidamente barbeado, penteado e com perfume. Sim perfume dos caros, porque o aroma tem de se manter. Nem sei bem quem seriam os noivos. O código era «j+m».

Casamentos... e casamentos

Casamentos… e casamentos

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Colaço… um Senhor Padre

Tive a sorte de o conhecer num contexto fora do comum. Não era seu paroquiano e, para além disso, um perfeito desconhecido. Um dia fui-lhe bater à porta. A reunião foi difícil de marcar, mas depois de alguma insistência da minha parte, acabou por acontecer. Estava a nascer a Fraternidade Nuno Álvares no Fundão, e para além da grande ajuda do Chefe Regional José Sebastião, era necessário a «bênção» da Igreja. Coube-me a mim a tarefa de reunir com ele: Jorge Colaço, Arcipreste do Fundão.

A despedida do Padre Jorge Colaço

A despedida do Padre Jorge Colaço

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O meu amigo Miguel

Conhecemo-nos desde 1981, e praticamente desde o início da década de 90 que não o vejo. No entanto mesmo sem a presença física hoje ainda mantemos uma relação de amizade. Ainda me recordo, por volta de 1995, chegar a casa e ter uma carta de correio. O Miguel estava em Inglaterra a doutorar-se e nunca se esqueceu do tempo que privámos em comum. E eu, na altura a trabalhar na Brisa, com um trabalho «non-stop», nem tive tempo de lhe responder. A crónica de hoje pretende mostrar que os amigos, não se esquecem, e normalmente não são usados para pedir favores ou fazer negócios, palavras sábias do meu saudoso avô materno.

O meu amigo Miguel Monjardino

O meu amigo Miguel Monjardino

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Os hábitos de Marcelo

Hoje vou imaginar uma estória passada em Belém. Com este Presidente, acredito que até arranja tempo para ler estas minhas crónicas. Acredito que o mês de Agosto para ele deve ser horrível. Nada se passa e tudo está fechado. Neste dia, chegado ao palácio presidencial, pede logo ao chefe de gabinete o despacho. Mas pouco havia. Com a crise dos combustíveis os ministros andam todos num corrupio a controlar os postos de combustível para que a tão preciosa gasolina não falte e com o parlamento de férias, o despacho são cinco minutos.

Os hábitos de Marcelo

Os hábitos de Marcelo

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A ironia do destino

Por motivos profissionais voltei a Lisboa, e fiquei num apartamento mesmo em frente ao IPO (Instituto Português de Oncologia). Apenas a rua nos separa, mas às vezes quando me sinto irritado ou angustiado esqueço-me quem sofre do lado de lá. Neste domingo, ao fim do dia, comecei a olhar atentamente para o edifício, as luzes e veio-me logo ao pensamento pessoas amigas que andam a sofrer este flagelo. É uma luta em que tudo deixa de fazer sentido, até aqueles, grandes e pequenos, que tanto mal na vida nos fizeram, e que num quadro de sobrevivência até lhes perdoamos venha a saúde que tanto queremos.

A janela do sofrimento

A janela do sofrimento

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Tradição e política

Tal como a tourada espanhola, onde nem sempre morre o touro, temo que em Portugal a tourada venha a ser um dos motes políticos da próxima campanha eleitoral. E, mais uma vez, coincidência ou não, uma luta entre a tradição de muitas localidades do interior contra o pensamento do litoral. Mesmo terras como Setúbal, Moita, Alcochete ou Montijo, poderão não ser suficientes para equilibrar este «jogo» que até pode ter o «cunho» de Bruxelas.

Touro de granito na Praça do Soito

Touro de granito

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Afilhados procuram-se…

Não é o que podem estar a pensar! Neste caso tratam-se mesmo de padrinhos ou madrinhas, no contexto da Santa Madre Igreja. No meu caso pessoal, para além de não ter irmãos, também nunca fui Padrinho, salvo uma vez, com nove anos, em face da empregada lá de casa ter milagrosamente engravidado (ainda se pôs a hipótese da cegonha) e a minha mãe ter obrigado a criança a ser batizada à pressa. Para além da fatiota que levava, só me lembro da despedida à porta da Igreja de São Julião de algo que para mim não fazia sentido. O meu Avô materno jamais aceitou esta situação e a pobre da mulher teve de ir arranjar trabalho para outro lado. Convém salientar que decorria o ano de 1969.

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O futuro dos nossos filhos

Em tempos um amigo explicou-me que a evolução do mercado de trabalho começou em casa, a seguir na rua. As ruas inclusivamente tinham o nome dos artesãos, ourives, correeiros, ferradores, sapateiros, etc., depois na cidade, mais recentemente no país e agora o mercado é global.

Benção 2019 na UBI-Universidade da Beira Interior

Benção 2019 na UBI-Universidade da Beira Interior

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A devoção a Nossa Senhora do Carmo

No passado fim de semana voltei a Moura, viver e vibrar, com as Festas em honra de Nossa Senhora do Carmo. A maioria vai a Fátima, mas eu prefiro e sinto mais devoção a esta Virgem, talvez por motivos familiares. Cumpri a tradição e inclusivamente fui ver a corrida de touros. Não sou um aficionado, mas respeito muito a festa brava, marco importante da nossa cultura, onde a nobreza e o povo convivem e vibram, à volta do touro de lide, no mesmo espaço. Acreditem que igualmente senti a alegria daquela gente, como se fosse um mourense de gema e até bati palmas de pé. Milagre? Quem sabe…

Procissão de Nossa Senhora do Carmo em Moura

Procissão de Nossa Senhora do Carmo em Moura

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Quem tece a ideia de privatizar os Correios?

Nem imaginam as aventuras que tenho tido em querer enviar correspondência em zonas perdidas do nosso Portugal. Felizmente há autarquias que ainda usam a imaginação, mas não conseguem resolver tudo. O facto é que o serviço postal está em vias de extinção. Compreende-se que o correio digital ajuda, mas nem tudo pode ser enviado por correio digital, a começar, por exemplo, por documentos confidenciais. A crónica desta semana anda como os correios. Atrasou-se! Só que não está para acabar. Antes pelo contrário!

Marco do Correio de Portugal

Marco dos CTT-Correios de Portugal

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Agora «deste» em verde?

Sem dúvida que nem sempre a vida nos corre a feição. E desta vez até dou razão aos amigos que me ligaram após ter escrito o artigo da passada semana na Capeia Arraiana. Houve um deles que me fez lembrar um anúncio da Yorn, passe a publicidade, que até deitava fumo da cabeça de tanta conversa ao telefone. Mesmo havendo motivos acho que devo explicar sem, no entanto, pedir desculpas aos leitores, uma vez que até o texto em si, não era percetível.

Agora deste em verde? - capeia arraiana

Agora deste em verde?

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Provável força do «Bloco Verde» no Parlamento Europeu

A última eleição europeia, em 26 de maio, para o futuro parlamento em Estrasburgo, deu esperança de mudar a política ambiental com a ascensão do bloco Verde e uma redução significativa dos dois blocos tradicionais, perdendo, nesta eleição, a maioria da câmara, o Parlamento Europeu. Um dos objetivos dos «Verdes» é justamente as Mudanças Climáticas e a redução dos gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, para concentrações estabelecidas no acordo de Paris, em 2015. Isso significa que em 2030 a temperatura média deve ficar em 2º Celsius acima dos valores médios antes da era industrial, por volta do ano de 1750.

O Bloco Verde no Parlamento Europeu

O Bloco Verde no Parlamento Europeu

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Uma passagem por Lisboa

Outro dia, mais concretamente 6 de junho, tive a oportunidade de ir à Associação José Afonso, em Lisboa, ouvir o concerto «À Mesa com a Cultura» cantado pela Marta Ramos e tocado a viola por João Rodrigues. Para além da presença ilustre de alguns militares de abril, estava eu com a tertúlia do meu amigo Mário Fernandes que tem um gosto pela cultura como poucos têm. Para além da arte de Zeca, a Marta cantou outos temas destacando-se a «La llorona», a chorona em português, dedicada à memória da sua avó raiana. Pena é que não se concretizem mais espetáculos assim. Pelo menos, neste caso, fica o registo.

Duo «O Acaso». Marta Ramos acompanhada por João Rodrigues

Marta Ramos acompanhada por João Rodrigues na AJA Lisboa

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A encruzilhada do Senhor Reitor

Com a idade, muitos dos nossos amigos e conhecidos conseguem atingir os topos das carreiras. Porém em garotos um respeitado médico, ou engenheiro ou até presidente parecia-nos inatingíveis. O facto é que tenho professores amigos e um deles, vejam só, até é reitor. Numa bela tarde desta primavera prematura perguntou-me o que achava de mandar colocar uma cruz num edifício outrora religioso, mas que com o tempo terá desaparecido. Olhando para a cobertura, mesmo sendo um edifício de serviços, sem dúvida que a falta da cruz é notória e, de facto, considerando tratar-se de património histórico até nem me pareceu descabido colocar uma cruz que compunha e valoriza o edifício em causa. Porem a polémica estalou e o pobre do reitor de uma cruz meteu-se numa encruzilhada.

Encruzilhada - Capeia Arraiana

Encruzilhada