Category Archives: História

José Fernandes - Do Côa ao Noémi - © Capeia Arraiana

Pelourinhos em Terras de Riba Côa (25)

:: :: JARMELO :: :: – De entre os antigos municípios do distrito da Guarda há um que merece um especial destaque não só pela dimensão que teve mas também pelos acontecimentos de natureza histórica de que foi alvo. Estou a falar do Jarmelo. Aqui não há pelourinho.

Marco Geodésico no Monte  do Jarmelo - Guarda - Capeia Arraiana

Marco geodésico no Monte do Jarmelo – Guarda

VideoDestaque - © Capeia Arraiana

Sinta a adrenalina de pegar ao forcão

:: SINTA A ADRENALINA DE PEGAR AO FORCÃO :: :: Na Capeia Arraiana de Aldeia do Bispo pegaram ao forcão com uma câmara de filmar agarrada à galha. Sinta a adrenalina de pegar ao forcão e resistir às investidas do touro como se estivesse numa daquelas cabines com sensações virtuais de desportos radicais. A linguagem usada no «interior» do forcão pode ferir os ouvidos mais sensíveis. Autoria do vídeo: David Veras.

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

D. Fernanda de Alfaiates celebra 100 anos

Esta foi uma semana de comemorações por Alfaiates não só pela Festa de dia 15 de Agosto em Honra da Senhora da Póvoa, pela Capeia de dia 17, mas também porque no dia 19 de Agosto a «D. Fernanda», como gosta de ser tratada, completou 100 anos de vida. A centenária residente no Lar Rainha Santa Isabel da Santa Casa da Misericórdia de Alfaiates festejou a data marcante em companhia de familiares e amigos.

D. Fernanda - 100 anos - SCM Alfaiates - Foto: Cristina Fonseca - Capeia Arraiana
D. Fernanda - 100 anos - SCM Alfaiates - Foto: Cristina Fonseca - Capeia Arraiana D. Fernanda - 100 anos - SCM Alfaiates - Foto: Cristina Fonseca - Capeia Arraiana D. Fernanda - 100 anos - SCM Alfaiates - Foto: Cristina Fonseca - Capeia Arraiana

(Clique nas imagens para ampliar. Fotos: Cristina Fonseca)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

A espera dos toiros na Calçada de Carriche

É um facto! Por terras de D. Dinis, o toiro de lide é rei. Nas terras de Riba Coa realizam-se as famosas Capeias; no Ribatejo criam-se os bravos toiros; em Lisboa sempre houve festa brava, mesmo antes de construída a Praça do Campo Pequeno. Datam desse tempo as esperas dos toiros que vinham para as touradas no Campo de Santana, as quais tinham lugar junto à estalagem Nova Sintra, ao fundo da Calçada de Carriche. Também aqui são terras de D. Dinis.

Condução de toiros desde Odivelas pela Calçada de Carriche. Na imagem pode ver-se a Igreja do Campo Grande. Litografia de Júlio A. Rocha . Col. Museu da Cidade

Condução de toiros desde Odivelas pela Calçada de Carriche. Na imagem pode ver-se
a Igreja do Campo Grande. Litografia de Júlio A. Rocha. Col. Museu da Cidade

Joaquim Gouveia - Capeia Arraiana (orelha)

Emigrar em tempos difíceis

Ao longo da nossa História a emigração assumiu contornos de fuga, muitas vezes clandestina, à procura de melhores condições de vida e da libertação de um povo, que à sombra de um poder absoluto vivia na miséria. A crónica de hoje pretende abordar o papel das câmaras municipais neste processo.

Passaporte do Estado Novo - Capeia Arraiana

Passaporte do Estado Novo

Religião - © Capeia Arraiana (orelha)

Padre Hélder nomeado vice-reitor do Seminário

O padre Hélder Lopes foi nomeado pelo bispo da Guarda, D. Manuel Felício, vice-reitor do Seminário Maior da Guarda. O sacerdote era responsável desde Agosto de 2008 pela Comunidade da Unidade Pastoral do Planalto do Côa que integra as paróquias de Arrifana do Côa, Badamalos, Bismula, Carvalhal, Rapoula do Côa, Ruivós, Ruvina, Vale das Éguas e Vilar Maior. Foi promotor e dinamizador de cerimónias marcantes – como a paixão de Cristo ou a encomendação das almas – que envolveram centenas de participantes e milhares de espectadores ao longo dos últimos anos. Deixa aos seus paroquianos um legado precioso e único onde se incluem, também, a recuperação de algumas igrejas raianas. O padre Hélder Lopes vai ser substituído pelo padre Daniel José Tomé da Silva Cordeiro.

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Marcos Prata - © Capeia Arraiana

Património funerário medieval no Sabugal (2)

No concelho do Sabugal há vestígios de sepulturas cavadas na rocha dos tempos medievais em, pelo menos, 17 aldeias do concelho com especial destaque para as aldeias raianas de Aldeia Velha, Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Badamalos e Ruivós. A produção (imagens e edição) da rubrica «Tradições Beirãs» tem a assinatura de Marcos Prata.


Autoria: Marcos Prata posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

Literatura - Capeia Arraiana (orelha)

Máxima Vaz apresenta livro de Madre Paula

«Madre Paula – Mulher de Deus, Amante do Rei» é o título do romance histórico da autoria de Patrícia Müller sobre a «paixão proibida» entre o Rei D. João V e uma das mais famosas freiras de Odivelas. «D. João V sempre teve uma predilecção por mulheres bonitas, acumulou paixões e aventuras. Mas Paula Tereza Silva foi o seu grande amor. Permaneceram juntos, secretamente, mais de uma década e chegaram mesmo a ter um filho.» O livro foi apresentado esta quarta-feira, 9 de Julho, pela doutora Maria Máxima Vaz e pelo jornalista Pedro Rolo Duarte no cenário intimista e contemplativo do ventre da Mãe d’Água, às Amoreiras, em Lisboa.

Apresentação do livro Madre Paula - Mãe d'Água das Amoreiras - Patrícia Müller, Pedro Rolo Duarte e Maria Máxima Vaz -  Capeia Arraiana

Apresentação do livro «Madre Paula» na Mãe d’Água das Amoreiras
Maria Máxima Vaz, Patrícia Müller e Pedro Rolo Duarte

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Sapiência no V Capítulo da Confraria do Bucho

«Irmandades e Confrarias» foi o tema proposto pela Chancelaria da Confraria do Bucho Raiano para a Oração de Sapiência do V Capítulo e que foi, desde logo, aceite pelo professor Adérito Tavares, natural de Aldeia do Bispo, no concelho do Sabugal, onde teve lugar a cerimónia. A apresentação foi acompanhada por imagens projectadas que complementaram as palavras (brilhantes) com que o ilustre raiano brindou os participantes em mais um momento histórico da Confraria do Bucho Raiano.

Oração de Sapiência - Prof. Adérito Tavares - Aldeia do Bispo - V Capítulo - Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana

Marcos Prata - © Capeia Arraiana

Património funerário medieval no Sabugal (1)

No concelho do Sabugal há vestígios de sepulturas cavadas na rocha dos tempos medievais em, pelo menos, 17 aldeias do concelho com especial destaque para as aldeias raianas de Aldeia Velha, Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Badamalos e Ruivós. A produção (imagens e edição) da rubrica «Tradições Beirãs» tem a assinatura de Marcos Prata.


Autoria: Marcos Prata posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Tratado de Versailles é levado ao Parlamento

Em homenagem aos homens do concelho do Sabugal que foram mobilizados para a guerra de 1914-1918, alguns dos quais eu ainda conheci, dou conhecimento das tomadas de posição do governo português para minimizar o sofrimento deles e de suas famílias e honrar a memória dos que não voltaram. O Tratado de Paz que pôs fim à Grande Guerra de 1914-1918, foi assinado em Versailles, no dia 28 de Junho de 1919. Faz hoje 95 anos.

Parlamento Portugal - Capeia Arraiana

Parlamento de Portugal

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Escola Profissional Agrícola D. Dinis da Paiã

Os males da Grande Guerra de 1914-1918 deram origem à fundação de uma Escola Profissional Agrícola, em Terras de D. Dinis e à qual foi posto o nome do Rei Lavrador. Uma justa homenagem ao Rei que mandou arrotear terras, secar pântanos, plantar vinhas, montados, pinhais e não esqueceu os súbditos mais necessitados. Uma Escola para crianças que a Guerra de 1914-18 tornou órfãos. A Escola Agrícola D. Dinis tinha o objectivo de garantir a sobrevivência dos órfãos de guerra, preparando-os para uma profissão digna: Agricultores.

Escola Profissional Agrícola D. Dinis na Paiã em Odivelas - Foto gentilmente cedida por Escola Profissional Agrícola D. Dinis

Escola Profissional Agrícola D. Dinis na Paiã em Odivelas
Foto gentilmente cedida por Escola Profissional Agrícola D. Dinis

Adérito Tavares - Na Raia da Memória - © Capeia Arraiana (orelha)

O amigo ribacudense de Rembrandt

Em 5 de Dezembro de 1496 o rei D. Manuel I assinou o decreto que forçava os judeus a converter-se ao cristianismo ou, caso recusassem, a serem expulsos de Portugal. Muitos dos que se viram obrigados a sair da terra onde nasceram foram estabelecer-se em países mais tolerantes, como a Holanda. Alguns deles eram cultos e dinâmicos, gente que viria a fazer muita falta em Portugal e que, em contrapartida, contribuiria para o progresso cultural e económico do Norte da Europa. Foi o caso de Martim Álvares (que depois adoptaria o nome hebraico de Ephraim Ezekiah Bueno), médico e amigo do pintor Rembrandt, que a Inquisição tinha forçado a sair de Castelo Rodrigo ainda criança.

Rembrandt: A Lição de Anatomia do Dr. Tulp (1632)

Marcos Prata - © Capeia Arraiana

Vida antiga em Aldeia da Ponte (1)

:: :: A vida antiga em Aldeia da Ponte (1 de 4) :: ::
Primeiro de quatro episódios do documentário filmado em Aldeia da Ponte. A produção (imagens e edição) da rubrica «Tradições Beirãs» tem a assinatura de Marcos Prata.


Autoria: Marcos Prata posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

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«Tradições Beirãs», documentário de Marcos Prata

Adérito Tavares - Na Raia da Memória - © Capeia Arraiana (orelha)

Vitória de Pirro

Mais uma vez escrevo uma crónica para o «Capeia Arraiana» motivado por escritos alheios. Neste caso pela recente utilização, pela comunicação social, da expressão «vitória de Pirro» a propósito do magro sucesso do PS nas recentes eleições para o Parlamento Europeu. Quem foi Pirro e que vitória foi a sua? E, já agora, podemos completar este texto comentando mais algumas «estórias da história», umas com sentido metafórico e outras apenas curiosas.

O rei Pirro. Mármore romano do séc. I d.C.

Local Visão Tv - © Capeia Arraiana (orelha)

Exposição de homenagem a Nuno de Montemor

Entre Maio e Dezembro de 2014 a vida e obra do escritor Nuno de Montemor (1881-1964), pseudónimo do capelão militar Joaquim Augusto Álvares de Almeida, nascido em Quadrazais, no concelho do Sabugal, vai ser lembrada e homenageada em várias iniciativas organizadas pelos municípios da Guarda e do Sabugal. A exposição, «Nuno de Montemor alma brava e meiga» foi recentemente inaugurada na Biblioteca Eduardo Lourenço, na Guarda, e vai ficar patente ao público até 12 de Julho. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagem de Diogo Reis da redacção da LocalVisãoTv da Guarda.

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana

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Autoria: LocalVisãoTV posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

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Programa da homenagem. Aqui.
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Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Republicanas notáveis – Carolina Beatriz Ângelo

Carolina Beatriz Ângelo nasceu na Guarda, na freguesia de São Vicente, às 19 horas do dia 16 de Abril de 1878 e faleceu em Lisboa a 3 de Outubro de 1911.

Carolina Beatriz Ângelo - Mária Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Ana de Castro Osório (à esquerda) com Carolina Beatriz Ângelo (à direita)

Romeu Bispo - Casa do Castelo - © Capeia Arraiana

Uma acta história da Misericórdia do Sabugal

Com a aproximação dos 500 anos da Misericórdia do Sabugal, que se cumprirão em 2016 pretendemos dar a conhecer algumas actas que constam dos arquivos. Apresentamos uma acta onde em 25 de Agosto de 1906 foi vertido o «Auto de juramento e posse» dos mesários eleitos. À distância de um século encontramos algumas diferenças nos procedimentos, mas é de referir o interesse demonstrado no cumprimento da legalidade e na transparência das decisões tomadas.

Auto de Juramento e posse (de 1906)

Auto de Juramento e posse (de 1906)

Capeias Arraianas / Encerros - © Capeia Arraiana (orelha)

Calendário das Capeias Arraianas 2014

O mês de Agosto carrega sempre o secreto apelo do regresso às origens para os que estão longe. No concelho do Sabugal faz povoar as aldeias, abrir as persianas, lotar os bancos das igrejas e encher os lugares públicos com um estranho mas familiar linguajar mesclado aqui e ali de expressões e palavras de origem francesa. Mas, para muitos dos sabugalenses é o tempo da mãe de todas as touradas – a capeia arraiana – espectáculo único que andou escondido esotericamente nas praças das nossas aldeias e que, agora, de há uns anos para cá parece ter perdido a vergonha e tudo faz para se dar a conhecer ao mundo. A tradição manda que as touradas com forcão, precedidas de encerro, se iniciem na Lageosa no dia 6 de Agosto e terminem em Aldeia Velha no dia 25. E que se oiça bem alto o grito: «Agarráááio»

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

O túmulo do Rei D. Dinis

D. Dinis mandou fazer o seu próprio túmulo, deixou dito no testamento o edifício onde queria que o colocassem e indicou até o lugar na igreja. Foi o primeiro sarcófago a ser depositado dentro de um lugar sagrado e o primeiro a ter a estátua jacente de um rei. Os dois primeiros reis estão em Santa Cruz de Coimbra e com D. Afonso II o Panteão Real passou a ser o Mosteiro de Alcobaça. D. Dinis escolheu a igreja do Mosteiro de São Dinis em Odivelas, onde ainda se encontra, podendo ser visitado.

Túmulo de D. Dinis no Mosteiro de São Dinis em Odivelas - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Túmulo de D. Dinis no Mosteiro de São Dinis em Odivelas – Maria Máxima Vaz

José Fernandes - Do Côa ao Noémi - © Capeia Arraiana

Pelourinhos em Terras de Riba Côa (18)

:: :: MUXAGATA :: :: – Ao conceder forais a determinadas aldeias, as ordens militares ou o Rei reconheciam a sua importância para a defesa ou consolidação do território nacional. Foi o caso de Muxagata, que no século XIII recebeu foral atribuído pela Ordem dos Templários.

Solar dos Donas Boto - Muxagata - Capeia Arraiana

Solar dos Donas Boto – Muxagata

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Túmulo da filha Infanta Maria Afonso (1)

O que nos dizem os Cronistas e os Historiadores: «Teve elrei D. Dinis duas filhas bastardas, ambas do nome de Maria, uma que se conservou no século, outra que foi recolhida no mosteiro de Odivelas.» Foi esta a primeira informação que tive sobre a Infanta sepultada em Odivelas. Nenhuma outra certeza completava esta. Borges de Figueiredo no seu livro «O Mosteiro e Odivelas – Casos de Reis – Memórias de Freiras» teceu algumas conjecturas por confirmar ainda hoje.

Túmulo da Infanta Dona Maria Afonso, filha natural do Rei D. Dinis, no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo em Odivelas - Foto: Capeia Arraiana

Túmulo da Infanta Dona Maria Afonso, filha natural do Rei D. Dinis,
no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo em Odivelas – Capeia Arraiana

Jorge Martins - Judeus do Sabugal - ©‎ Capeia Arraiana (orelha)

Armários e sinagogas secretas

Na sequência duma recente presença no Sabugal constou-me que o meu nome tem sido visto de forma controversa nalguns meios sabugalenses. Tendo eu vindo a realizar há mais de quatro anos uma investigação sobre a presença judaica e cristã-nova no concelho do Sabugal, de que resultou até ao momento um estudo de 200 páginas, e tendo em conta a polémica existente em torno dos armários descobertos, designadamente o da Casa do Castelo, achei por bem esclarecer o que penso sobre o assunto.

Páginas do processo da Inquisição sobre António Homem no Sabugal - Jorge Martins - Capeia Arraiana

Páginas do processo da Inquisição sobre António Homem no Sabugal
Jorge Martins – Capeia Arraiana

Capeias Arraianas / Encerros - © Capeia Arraiana (orelha)

Documentário sobre Capeias na SIC Notícias

«Tradições – Retalhos da vida de um Povo» é uma série documental de 13 episódios da produtora Roughcut que irá para o ar na SIC Notícias retratando diversos aspectos da cultura popular portuguesa. A Capeia Arraiana das terras sabugalenses vai estar em destaque no terceiro programa com a supervisão e garantia de qualidade dos professores José Manuel Campos e Adérito Tavares.

Tradições - Roughcut - Capeia Arraiana

Tradições – Roughcut – Capeia Arraiana

Imagem da Semana - © Capeia Arraiana

Imagem da Semana – Sumos Cristalina

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Há imagens históricas e há imagens que valem por mil palavras. Contudo todas as imagens merecem uma legenda. Envie-nos as suas fotografias que seleccionar para possível publicação para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Imagem da Semana - Sumos Cristalina - Soito - Sabugal - Capeia Arraiana
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Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

«100 Fugas» visitam Mosteiro de Odivelas

A Marmelada de Odivelas e o Bucho Raiano do Sabugal vestiram-se a rigor e «deram-se a provar» durante a visita do clube cultural «100 Fugas» ao Mosteiro de Odivelas. Para conduzir a viagem histórica, desde D. Dinis até às meninas do Instituto de Odivelas, os visitantes tiveram o privilégio de ser guiados pela doutora Maria Máxima Vaz.

Visita 100Fugas ao Mosteiro de Odivelas - Confraria da Marmelada - Confraria do Bucho Raiano Sabugal - Capeia Arraiana
Adérito Tavares - Na Raia da Memória - © Capeia Arraiana (orelha)

Panteões

Quando, no século V a.C., na Grécia Antiga, os atenienses já tinham construído o Pártenon, ainda os Germanos, antepassados dos actuais Alemães, viviam em cabanas de colmo e os índios da América faziam a dança da chuva à volta de um tótem. Entretanto, durante esse século prodigioso, Sócrates ensinava filosofia, Sófocles escrevia as suas tragédias, Fídias esculpia obras-primas de mármore, os atletas disputavam o pentatlo em Olímpia e, em 490 a.C. Atenas vencia os Persas na batalha de Maratona. Entre 700 e 300 a.C., os Gregos geraram a matriz cultural que o Ocidente herdaria e de que ainda hoje se orgulha. E que faz agora o Ocidente? Humilha e desrespeita o berço de uma civilização inigualável.

Panteão Nacional de Santa Engrácia em Lisboa - Capeia Arraiana

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – À mesa com o Rei

Nesta época natalícia, período do ano em que mais atenção prestamos à mesa, procurando que a gastronomia tradicional esteja presente nas principais refeições, pareceu-me oportuno sabermos alguma coisa do que se comia no tempo do Rei D. Dinis.

Refeição no palácio real . Capeia Arraiana

Refeição no palácio real

Freguesia de Quadrazais - Sabugal - © Capeia Arraiana (orelha)

Estudo da vida e obra de Nuno de Montemor (2)

O livro «Subsídios para o estudo da vida e obra de Nuno de Montemor» mandado editar pela Câmara Municipal da Guarda no centenário do nascimento do escritor-padre de Quadrazais (16 de Dezembro de 1981) é composto pelos dois ensaios que obtiveram os primeiros prémios. Associando-se à feliz iniciativa da Junta de Freguesia de Quadrazais vamos divulgar no Capeia Arraiana um dos ensaios premiados pela autarquia guardense da autoria da historiadora sabugalense Maria Máxima Vaz. O estudo inclui cartas inéditas de Nuno de Montemor. (Parte 2 de 4.)

Amor de Deus e da Terra e Flávio - Nuno de Montemor - Capeia Arraiana

Amor de Deus e da Terra e Flávio – Nuno de Montemor

Freguesia de Quadrazais - Sabugal - © Capeia Arraiana (orelha)

Estudo da vida e obra de Nuno de Montemor (1)

O livro «Subsídios para o estudo da vida e obra de Nuno de Montemor» mandado editar pela Câmara Municipal da Guarda no centenário do nascimento do escritor-padre de Quadrazais (16 de Dezembro de 1981) é composto pelos dois ensaios que obtiveram os primeiros prémios. Associando-se à feliz iniciativa da Junta de Freguesia de Quadrazais vamos divulgar no Capeia Arraiana um dos ensaios premiados pela autarquia guardense da autoria da historiadora sabugalense Maria Máxima Vaz. O estudo inclui cartas inéditas de Nuno de Montemor. (Parte 1 de 4.)

Subsídios para o estudo da vida e obra de Nuno de Montemor - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Subsídios para o estudo da vida e obra de Nuno de Montemor – Maria Máxima Vaz

Joaquim Gouveia - Capeia Arraiana (orelha)

Imaginário Popular – Património a preservar

Desde as idades mais remotas que o homem procurou conhecer o que o cerca. Da curiosidade nasceu o conhecimento simplista e daqui, partiu para a indignação das causas que produzem os fenómenos, a forma como isso acontece bem como a sua finalidade.

Serra d'Opa - Casteleiro - Joaquim Gouveia - Capeia Arraiana

Serra d’Opa – Casteleiro (foto: Joaquim Gouveia)

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Capítulo da Confraria da Marmelada no Mosteiro

– «Divina!» –, exclamaram em uníssono os 18 novos confrades entronizados após saborearem o cubo de marmelada conventual. A cerimónia do III Capítulo e Entronização da Confraria da Marmelada de Odivelas teve lugar na Sala do Tecto Bonito do Mosteiro de São Dinis e São Bernardo testemunhada por representações de confrarias gastronómicas de todo o País e por entidades e personalidades do concelho. A Oração de Sapiência esteve a cargo da confreira honorária Prof.ª Doutora Maria Máxima Vaz que «deu a provar verbalmente» os doces conventuais da região. O programa incluiu um cortejo inédito de todas as confrarias pelas ruas da cidade de D. Dinis. A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal esteve representada com oito confrades e um acompanhante.

III Capítulo Confraria Marmelada Odivelas - Capeia Arraiana
Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Medidas políticas para centralizar o poder

É do conhecimento geral que, na Idade Média, os senhores nobres tinham privilégios que nem os reis podiam desrespeitar, dentro dos seus domínios. Esta realidade enfraquecia o poder real e era causa de muitas guerras, conflitos sociais e injustiças.

D. Dinis - Cortes - Capeia Arraiana

Cortes

«A luta travada entre a coroa e os detentores do poder senhorial constitui, de facto, um dos aspectos mais marcantes do reinado e da actuação política de D. Dinis. Demonstrando uma grande capacidade de decisão, utilizou os instrumentos ao seu dispor para fazer prevalecer a sua vontade e demonstrou que não hesitava em pegar em armas quando era necessário para atingir os seus objectivos.»

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Negociar a Concordata com a Santa Sé

O rei D. Dinis herdou uma questão melindrosa com a Santa Sé. Difícil de resolver, como naquele tempo eram todas as questões com o papado. Com a sua habilidade diplomática, soube gerir os interesses em confronto, dando aos bispos portugueses o encargo de iniciarem a solução do processo, embora supervisionado sempre pelo rei, para não fugir ao seu controlo.

Papa Nicolau IV - Maria Máxima Vaz - Por Terras de D. Dinis - Capeia Arraiana

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Bom poeta e mau marido?

Como ficou dito e provado na última crónica, o rei D. Dinis teve, pelo menos, sete filhos naturais. Por essa razão se considera que foi um marido infiel e daí, mau marido. Coloco à consideração dos leitores factos que permitirão julgar se é justo chamar-lhe mau marido. Que não era mau já ficou provado. Que não impedia a rainha de ser caridosa, também. Resta-me tentar compreender o que causou a fama de bom poeta e marido infiel.

Catedral da cidade de Albi - Sul de França - Capeia Arraiana

Catedral da cidade de Albi – Sul de França (foto: D.R.)

Adérito Tavares - Na Raia da Memória - © Capeia Arraiana (orelha)

Navasfrías e Museu Casa Lis de Salamanca

Nos anos quarenta e cinquenta do século passado, a minha terra, Aldeia do Bispo, dependia mais das povoações vizinhas do lado de lá da Raia do que das do lado de cá. O fraco rendimento agrícola era complementado com as pesetas ganhas com o contrabando que se levava até Valverde, El Payo, Robleda, Eljas, San Martín e, mais para o interior, Coria e Plasencia. Ia-se a Navasfrías (por ali dizia-se Nasfrias) comprar pão e azeite, alpergatas e pana (bombazina) e até remédios.

Museu de Arte Nova e Art Déco Casa Lis, em Salamanca - Capeia Arraiana

Vista nocturna da fachada em vidro «arte nova» do Museu Casa Lis, Salamanca

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D.Dinis – Rei com grande sentido de responsabilidade

Em situações de conflito o Rei D. Dinis nunca optou pela guerra. Nem sempre conseguiu evitá-la. Os dois casos mais graves tiveram como protagonistas familiares que se queriam apoderar do trono. Um deles foi seu irmão, o Infante D. Afonso, mais novo que o Rei. O outro foi seu próprio filho Afonso IV que pretendeu destronar o Rei seu pai.

Rainha Santa Isabel em Alvalade - Capeia Arraiana

Rainha Santa Isabel em Alvalade

Adérito Tavares - Na Raia da Memória - © Capeia Arraiana (orelha)

Sobre as origens do Forcão

Nas Jornadas sobre Tauromaquias Populares a que fiz referência na minha crónica anterior, realizadas no Sabugal em Novembro de 2012, intitulei a minha comunicação «O forcão como elemento identitário da capeia arraiana». De facto, é o forcão que dá verdadeira originalidade às capeias da Raia sabugalense.

Origens do Forcão - Adérito Tavares - Capeia Arraiana Origens do Forcão - Adérito Tavares - Capeia Arraiana Origens do Forcão - Adérito Tavares - Capeia Arraiana
Origens do Forcão - Adérito Tavares - Capeia Arraiana Origens do Forcão - Adérito Tavares - Capeia Arraiana Origens do Forcão - Adérito Tavares - Capeia Arraiana

(Clique nas imagens para ampliar.)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Protegeu pobres e desvalidos do seu Reino

Contrariamente ao que a tradição popular tem vindo a repetir, D. Dinis criou obras de assistência e olhou pelos súbditos mais necessitados. Foi um rei caridoso, como se prova com as instituições que fundou e com as disposições testamentárias que destinam verbas para assistência aos mais humildes.

Claustro do Silêncio no Mosteiro de Alcobaça - Construído por D. Dinis - Capeia Arraiana

Claustro do Silêncio no Mosteiro de Alcobaça – Construído por D. Dinis

Adérito Tavares - Na Raia da Memória - © Capeia Arraiana (orelha)

Sobre as origens da Capeia Arraiana

Em Novembro de 2012 participei nas Jornadas sobre Tauromaquias Populares, no Sabugal. Foram apresentadas muitas e variadas comunicações que aguardam a publicação das respectivas actas para chegarem às mãos do público. Entretanto, acho que um blogue que se chama «Capeia Arraiana» é um bom espaço para retomar duas questões que então abordei e que ainda continuam em aberto: «As origens da capeia» e «As origens do forcão». Em duas crónicas sucessivas, tentarei trazer mais algumas achegas a estes dois apaixonantes e discutidos temas da antropologia cultural raiana.

Iluminura da cantiga 144 das «Cantigas de Santa Maria», de Afonso X, o Sábio, sobre o «Touro nupcial de Plasencia» - Capeia Arraiana

Iluminura da cantiga 144 das «Cantigas de Santa Maria», de Afonso X, o Sábio,
sobre o «Touro nupcial de Plasencia»