Category Archives: Invasões Francesas

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões Francesas (12)

:: :: LAGEOSA DA RAIA :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

André Massena (1758-1817): comandou a terceira invasão durante a Guerra Peninsular.

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões Francesas (11)

:: :: BISMULA e REBOLOSA :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Capitão Manuel Isidro da Paz, op. cit., em : PT-TT-CF-212_m0120.TIF

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões francesas (10)

:: :: ALDEIA DO BISPO :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Manuel Isidro da Paz, op. cit.,em: PT-TT-CF-212_m0141.TIF

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões Francesas (9)

:: :: ALFAIATES :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Capitão Manuel Isidro da Paz, op. cit.; em: PT-TT-CF-212_m0118.TIF

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões Francesas (7)

:: :: VILA BOA :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Álbum de Campanha Sobre Marchas, Manobras e Planos de Batalha do Exército Português, Realizados no âmbito da Guerra Peninsular, pelo Capitão Manuel Isidro da Paz

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões Francesas (6)

:: :: SABUGAL :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Álbum de Campanha Sobre Marchas, Manobras e Planos de Batalha do Exército Português, Realizados no âmbito da Guerra Peninsular, pelo Capitão Manuel Isidro da Paz

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões Francesas (5)

:: :: RAPOULA DO CÔA :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

Invasões francesas

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões Francesas (4)

:: :: SEIXO DO CÔA :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

Soldados franceses do exército napoleónico

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões Francesas (3)

:: :: PENALOBO :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

Os invasores praticaram excessos

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões Francesas (2)

:: :: VILA DO TOURO :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

Invasões Francesas

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Invasões francesas (1)

:: :: POUSAFOLES DO BISPO :: :: Algumas aldeias raianas foram fustigadas pelos soldados napoleónicos entre julho de 1810 e abril/maio de 1812. Em julho de 1810, após a tomada de Almeida realizaram razias nas aldeias raianas; na retirada, em fevereiro ou março de 1811, entraram no concelho de Sabugal, vindos da Guarda, deixando um rasto de violência e destruição por onde passaram; em abril de 1812, quando da quarta invasão, as populações foram, mais uma vez, vítimas das barbaridades dos invasores. Muitos arquivos foram destruídos! Provavelmente não houve aldeia do concelho de Sabugal que não tivesse a “honra” de os receber!

Os invasores praticaram muitas atrocidades

José Jorge Cameira - Vale de Lobo e Moita - © Capeia Arraiana

A Terceira Invasão Francesa no Sabugal

Influências directas das tropas do Marechal Massena em todo o Concelho do Sabugal. Massena, o general preferido de Napoleão Bonaparte, invadiu Portugal em Julho de 1810.

Marechal André Massena (1758-1817)

Romeu Bispo - Colaborador - 180x125 - Capeia Arraiana

Ermida de Nossa Senhora da Graça

As últimas obras de recuperação da antiga capela da Senhora da Graça vieram possibilitar uma melhor compreensão e resposta para algumas interrogações que se podiam colocar.

Portada inacabada na antiga capela da ermida de Nossa Senhora da Graça

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

História de Nossa Senhora do Círculo

Numa ocasional conversa em Condeixa-a-Nova, a Professora Maria da Conceição Viais, Senhora muito culta e cantora de Música Sacra, contou-me uma história que recolhi nestes breves apontamentos.

Capela de Nossa Senhora do Círculo

Município de Almeida - © Capeia Arraiana

Cultura e turismo essenciais para futuro do Interior

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou este sábado, em Almeida, no Seminário Internacional sobre Arquitectura Militar «Fortalezas Modernas e Identidades Nacionais» que a cultura e o turismo cultural são «essenciais» para o futuro do Interior do país. O chefe de Estado deslocou-se, ainda, a Vilar Formoso, onde presidiu à cerimónia de inauguração do Polo Museológico «Vilar Formoso Fronteira da Paz – Memorial aos Refugiados e ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes», construído junto da estação de caminho-de-ferro de Vilar Formoso.

Marcelo Rebelo de Sousa em Vilar Formoso - Capeia Arraiana

Marcelo Rebelo de Sousa em Vilar Formoso (foto: Presidência da República.)

Efemérides - 2015 - © Capeia Arraiana

Há 200 anos morreu o marechal Massena

A 4 de Abril de 1817 morreu em Paris André Massena, Duque de Rivoli e Marechal de França, que comandou a terceira invasão francesa de Portugal. A morte deu-se seis anos após Massena ter passado pelo Sabugal, no movimento retrógrado da invasão, onde parte do seu exército foi derrotado pelos luso-britânicos na Batalha do Sabugal

Marechal André Massena (1758-1817)

Marechal André Massena (1758-1817)

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

Coimbra – o massacre que nunca existiu

Em 7 de Outubro de 1810, a milícia do coronel Trant e populares terão cometido um terrível acto de selvajaria em Coimbra, chacinando boa parte dos cerca de 5 mil soldados franceses ali deixados por Massena após a batalha do Buçaco. Porém o major general Rui Moura, numa investigação aturada, prova que esse massacre nunca existiu.

Cidade de Coimbra. London: C. Turner and Colnaghi, 1812-1815. St. Clair, Thomas Staunton

Cidade de Coimbra. London: C. Turner and Colnaghi, 1812-1815. St. Clair, Thomas Staunton

Misericórdias - Capeia Arraiana (orelha)

As Invasões Francesas e a Misericórdia do Sabugal

No 205º aniversário da Batalha do Sabugal, acontecida a 3 de Abril de 1811, e quando a Santa Casa da Misericórdia do Sabugal comemora 500 anos, publicamos a comunicação proferida no dia 28 de Janeiro de 2016, na apresentação das iniciativas que evocarão o quinto centenário da Instituição.

As invasões francesas deixaram um imenso rasto de sofrimento

As invasões francesas deixaram um imenso rasto de sofrimento

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Evocar a Batalha do Sabugal

A Batalha do Sabugal, que em 3 de Abril de 1811 pôs fim à terceira invasão napoleónica, permanece esquecida e sem que o concelho aproveite a sua importância na história nacional.

A paisagem soberba do local onde ocorreu a Batalha do Sabugal

A paisagem soberba do local onde ocorreu a Batalha do Sabugal

Joaquim Martins Tenreira © Capeia Arraiana

As duas tentações de Massena (4)

Dentro da estratégia global de Napoleão, que consistia na subalternização do império britânico, a conquista de Portugal era uma parte essencial no xadrez europeu. A sua chave passava necessariamente pela conquista de Lisboa. Massena, ao constatar a impossibilidade de tomar Lisboa, sofreu um grande choque e uma tremenda desilusão que o paralisaram, por alguns meses, às suas portas. Ao tomar a decisão de se retirar para Espanha, e antes de entrar definitivamente neste país, foi assaltado por intensos remorsos motivados pela sensação de ter tido feito uma campanha totalmente infrutífera e indigna de um guerreiro da sua estirpe.

Invasões francesas

Invasões francesas

Joaquim Martins Tenreira © Capeia Arraiana

As duas tentações de Massena (3)

Dentro da estratégia global de Napoleão, que consistia na subalternização do império britânico, a conquista de Portugal era uma parte essencial no xadrez europeu. A sua chave passava necessariamente pela conquista de Lisboa. Massena, ao constatar a impossibilidade de tomar Lisboa, sofreu um grande choque e uma tremenda desilusão que o paralisaram, por alguns meses, às suas portas. Ao tomar a decisão de se retirar para Espanha, e antes de entrar definitivamente neste país, foi assaltado por intensos remorsos motivados pela sensação de ter tido feito uma campanha totalmente infrutífera e indigna de um guerreiro da sua estirpe.

Batalha de Fuentes de Oñoro

Batalha de Fuentes de Oñoro

Joaquim Martins Tenreira © Capeia Arraiana

As duas tentações de Massena (2)

Dentro da estratégia global de Napoleão, que consistia na subalternização do império britânico, a conquista de Portugal era uma parte essencial no xadrez europeu. A sua chave passava necessariamente pela conquista de Lisboa. Massena, ao constatar a impossibilidade de tomar Lisboa, sofreu um grande choque e uma tremenda desilusão que o paralisaram, por alguns meses, às suas portas. Ao tomar a decisão de se retirar para Espanha, e antes de entrar definitivamente neste país, foi assaltado por intensos remorsos motivados pela sensação de ter tido feito uma campanha totalmente infrutífera e indigna de um guerreiro da sua estirpe.

Infantaria inglesa enfrenta as tropas napoleónicas

Infantaria inglesa enfrenta as tropas napoleónicas

Joaquim Martins Tenreira © Capeia Arraiana

As duas tentações de Massena (1)

Dentro da estratégia global de Napoleão, que consistia na subalternização do império britânico, a conquista de Portugal era uma parte essencial no xadrez europeu. A sua chave passava necessariamente pela conquista de Lisboa. Massena, ao constatar a impossibilidade de tomar Lisboa, sofreu um grande choque e uma tremenda desilusão que o paralisaram, por alguns meses, às suas portas. Ao tomar a decisão de se retirar para Espanha, e antes de entrar definitivamente neste país, foi assaltado por intensos remorsos motivados pela sensação de ter tido feito uma campanha totalmente infrutífera e indigna de um guerreiro da sua estirpe.

O Marechal de França Andre Massena

O Marechal de França Andre Massena

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

A napoleónica legião portuguesa

Uma das primeiras medidas de Junot é a desmobilização do exército português, deixando contudo intactos alguns regimentos com os quais forma um corpo que envia para França e que dali segue para a frente de combate no Leste da Europa.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

Lagarde – o cruel intendente da polícia

Pierre Lagarde, o intendente geral da polícia de Junot, não chega a Portugal com o exército invasor, mas apenas passados quatro meses, em 25 de Março de 1808, cumprindo ordens expressas de Napoleão para se apresentar em Lisboa ao general comandante em chefe.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

A carnificina das Caldas

Dois meses após a chegada dos franceses a Lisboa, dois dos mais cruéis homens de mão de Junot, os generais Thomiers e Loison, aproveitam um desavisado entre soldados portugueses e franceses para promoverem uma devassa que acabou em morticínio de inocentes.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

A ocupação da praça de Almeida

Instalado em Lisboa, colocadas guarnições junto à costa para vigilância da esquadra inglesa e salvaguarda de um desembarque, Junot voltou-se depois para o resto do território, mandando ocupar Almeida e encarregando do governo da praça o odioso general Guypuy.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

O comissário Francisco António Hermann

Francisco António Hermann é o homem que Napoleão faz seguir com Junot para Portugal com o fim de tomar conta das finanças e da administração do País. Goza da especial confiança do imperador e vem para se tornar o verdadeiro governador, suplantando a falta de confiança e a incompetência do general em chefe.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

Um governo francês em Portugal

Chegado a Lisboa, Junot manteve em funções o conselho de governo nomeado pelo príncipe regente antes de embarcar para o Brasil, apenas designando Hermann para seu comissário junto do mesmo. Porém, passados dois meses, depôs a regência e designou um governo usurpador francês.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

Junot ocupa Lisboa

A regência portuguesa preparara para o comandante da força de ocupação o palácio da Bemposta, que chegou a ser mobilado, mas Junot prefere instalar-se no vistoso palácio do barão de Quintela, João Pereira Caldas, que o recebe com esplendor. Os oficiais espalham-se por outras casas senhoriais.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

A entrada de Junot em Lisboa

A 30 de Novembro de 1807, um dia antes da data que Napoleão lhe fixara, Junot entra em Lisboa. Enverga o deslumbrante uniforme de hussardos e avança escoltado por uma guarda de honra portuguesa, seguida dos escassos mil homens do exército francês que conseguiram acompanhar o general na extenuante e formidável marcha.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

A fuga do príncipe para o Brasil

A força imparável de Napoleão, imperador francês e senhor da Europa, que envia a Portugal tropas invasoras, leva a que a corte portuguesa se refugie no Brasil, para evitar ajoelhar-se. Só a Inglaterra, que resistia, ajuda Portugal nesse momento dramático, fazendo jus à velha aliança. Uma frota inglesa protegeria o príncipe regente na sua saída do Tejo e escoltá-lo-ia até ao outro lado do Atlântico.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

A marcha de Abrantes a Lisboa

Em Abrantes, onde chega a 24 de Novembro, Junot obtém a informação de que o príncipe regente pretende embarcar para o Brasil. D. João e quase toda a corte portuguesa fugia assustado da horda esfarrapada e faminta, sem forças para sequer enfrentar um grupo de bandoleiros que lhes saísse ao caminho.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

A marcha de Castelo Branco a Abrantes

Instalado em Castelo Branco, o que resta do exército de Junot está faminto e extenuado, mas o pior está ainda para vir. Mal rompe a manhã do dia 22 de Novembro de 1807 a vanguarda mete-se ao caminho com o intuito de atingir Abrantes.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

O tratado secreto de Fontainebleau

Face à relutância de Portugal em acatar o bloqueio continental decretado por Napoleão aos navios com origem ou destino a Inglaterra, a diplomacia Francesa reúne em segredo com a Espanhola e convencionam invadir e retalhar o território Português. O verdadeiro intento de Napoleão era porém outro: arranjar pretexto para inundar a Espanha de tropas francesas e resolver tudo de uma assentada: destronar os Braganças do poder em Portugal, arredar os Bourbons da coroa de Espanha e subordinar a Península Ibérica.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

A entrada de Junot em Portugal

Acelerando o passo, deixando para trás a artilharia e o demais material pesado, a vanguarda do exército de Junot passa Ciudad Rodrigo e embrenha-se nas serranias para atingir Alcântara, última escala antes de dar entrada em Portugal.

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

A organização do exército napoleónico

O sucesso das campanhas militares de Napoleão Bonaparte em toda a Europa não se deve ao acaso. Enquanto oficial de artilharia formado na academia militar de Brienne-le-Château, conhece bem a organização militar e as tácticas da guerra, que apreendeu melhor no calor dos combates. Quando ascende ao poder reforma profundamente o exército francês tornando-o numa poderosa e avassaladora máquina de guerra que bate sucessivamente as forças inimigas.

Portugal em 1807 – primeira invasão francesa

Em 1807, ano da primeira invasão francesa de Portugal, vivem-se na Europa tempos conturbados, com os exércitos napoleónicos dominando o continente. Só a Inglaterra bate o pé, controlando os mares e mantendo-se fora da dominação e da influência de França.

O Exército de Observação da Gironda

Antes de se meter a caminho de Portugal Junot instala o seu quartel-general em Bayonne, no sul de França, e aí reúne o Exército de Observação da Gironda, cujo comando o imperador lhe confiou.

A força militar compôs-se à imagem de um corpo de exército, com três divisões de infantaria, uma de cavalaria, outra de artilharia e algumas companhias de engenharia, sapadores e operários, a que se juntavam os carros com bocas de fogo, barris de pólvora e trens de equipagem.
Instalado no comando, Junot aguarda que se lhe reúnam os destacamentos, o imenso material necessário para a campanha e os oficiais superiores que o imperador lhe dispusera.
Não há somente soldados franceses. Há mercenários suíços (dois batalhões), desertores alemães (um batalhão), e também alguns italianos. São porém escassos os soldados experientes na guerra. A maior parte é tropa de linha e há muitos soldados recém-incorporados. Os poucos veteranos estão na 1.ª divisão, comandada por Delaborde, que de resto virá a ser a tropa que resistirá melhor à marcha.
Ainda em Bayonne, todas as noites desertam dezenas de soldados dos vários acampamentos. Nem os aboletamentos compulsivos, que recaem sobre as famílias dos desertores, evitam as sucessivas fugas. Preocupado, Junot implora ao Imperador que mande castigar severamente os trânsfugas: «creio indispensável mandar fuzilar nesta região alguns desertores, a fim de reter os outros».
O exército reúne a custo. Falta fardamento, sobretudo botas e capotes, e o dinheiro não chega para gratificar a tropa antes de sair em campanha, como é uso no exército francês.
Ainda que mal equipadas as colunas colocam-se em movimento sob uma chuva intensa e um frio cortante, que os acompanhará em todo o percurso.
As ordens são claras e o percurso está estabelecido: Junot atravessará Espanha passando por Vitória, Burgos, Valhadolid, Salamanca, Ciudad Rodrigo, de onde avançará para Portugal e marchará sobre Lisboa.
A invasão de Portugal terá o apoio dos espanhóis, tendo em conta o interesse comum. Uma divisão juntar-se-á a Junot junto à fronteira. Outra divisão ocupará o Porto e uma terceira invadirá o Alentejo.
Poucas semanas antes, em 27 de Outubro de 1807, França e Espanha haviam assinado em segredo o Tratado de Fonteinebleau, pelo qual dividiram o reino de Portugal. O acordo estabelecia o direito da tropa francesa transitar em solo espanhol e balizava os termos do envolvimento militar de Espanha na invasão.
Junot, antes de partir de Bayonne, e já com parte do exército a marchar em solo espanhol, escreve ao imperador garantindo-lhe que cumprirá com rigor as determinações. Avançaria a marchas forçadas até à fronteira portuguesa e aí aguardaria a reunião de todo o exército para avançar em força para Lisboa. «Todo o meu exército estará reunido no dia 26 e, supondo que só a 1 de Dezembro ele entrará em Portugal, espero estar em Lisboa a 10».
Já em Vitória, no País Basco espanhol, o general pára por uma noite e reajusta os planos. Como a ordem do Imperador é para atingir Lisboa quanto antes, decide que marchará para Alcântara, local por onde entrará em Portugal, tomando o caminho mais curto e evitando a via da Beira e a praça-forte de Almeida. A linha de orientação é o rio Tejo, cuja margem direita quer seguir até Abrantes, local onde passará para a margem esquerda e seguirá pelas planuras ou usará mesmo o rio para o transporte das tropas. Se o exército português colocar alguma oposição à invasão, os planos estão traçados: «posso mantê-lo em respeito com uma pequena parte das minhas tropas e alguns espanhóis sob o comando de um oficial inteligente enquanto eu marcho com o resto do exército contra o exército português para lhe dar combate e tomar Lisboa, que é o objectivo principal da operação», escreve a Napoleão.
Os franceses sabiam que havia um plano secreto, gizado entre Portugal e Inglaterra, para a fuga da corte portuguesa para o Brasil em caso de invasão, e Junot prefere primeiramente que esse plano se concretize, por ver assim facilitada a sua acção. Seria pouco provável que o exército português se movimentasse e o general livrar-se-ia do embaraço que seria tomar conta do príncipe regente português.
Napoleão, que também estava em campanha, acompanhava as notícias da marcha sobre Lisboa, recebendo vários informes. Junot escrevia-lhe a dar conta de tudo, mas o imperador recebia relatórios paralelos de outros militares, à margem do conhecimento do general em chefe. A certo momento, Napoleão enviou uma missiva a Junot dando-lhe ordens firmes para acelerar a marcha de modo a estar em Alcântara no dia 20 de Novembro e entrar imediatamente em Portugal, sem perdas de tempo, porque a 1 de Dezembro quer Lisboa tomada. Junot assegura-lhe que cumprirá as ordens, mau grado a chuva intensa, a lama e as torrentes que não o deixam por um instante.
«As invasões francesas de Portugal», por Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

O exército de Junot invade Portugal

É Novembro de 1807 e o céu parece desabar sobre a terra. Sob chuva intensa, tocada a vento frio e cortante, uma horda de franceses avança a marchas forçadas pelos caminhos e veredas da enorme cadeia de montanhas que se espalham de Ciudad Rodrigo a Alcântara.

A tropa napoleónica entrou em Espanha e atingiu a cidade de Vitória, onde tomou o caminho de Burgos, Valhadolid e Salamanca. O plano da marcha manda avançar até Alcântara para dali entrar em Portugal.
O Exército de Observação da Gironda é composto por 26 mil homens e executa as ordens de Sua Majestade, o Imperador dos Franceses, Rei de Itália e Protector da Confederação do Reno, numa palavra Napoleão, o senhor da Europa Continental.
O general em chefe deste exército que macha veloz é Jean-Andoche Junot, Governador de Paris e Primeiro Ajudante de Campo de Sua Majestade o Imperador e Rei – feroz e corajoso combatente, a quem chamavam «A Tempestade». Merecera as graças do Imperador, que dele fizera embaixador de França em Lisboa e seguidamente tornara responsável pelo recrutamento e instrução militar em Paris. O conhecimento que tinha sobre Portugal pesou na escolha deste cabo-de-guerra para o comando da marcha até Lisboa onde garantiria o bloqueio continental decretado por Napoleão aos navios de e para Inglaterra.
A vaga é composta por três divisões de infantaria, comandadas por outros tantos generais de divisão: Delabord, Loison e Travot. Segue ainda uma divisão de cavalaria, sob o comando do general Kellerman. A artilharia roda igualmente, puxada por machos e bois, dada a falta de cavalos de tiro, e tendo por chefe o general Traviel.
É este o aparatoso exército, que saiu de França e que agora rompe pelas montanhas, espicaçado pelo chefe de estado-maior de Junot, o general Thiébaut, que a todo o custo quer garantir o cumprimento da cronologia da marcha.
Mas a chuva tudo retarda. As ribeiras crescem repentinamente e a lama invade os caminhos. As botas rompem-se e não há pares suficientes para a sua substituição. Cada soldado saíra do campo militar de Bayonne com dois pares de botas na mochila, mas a dureza da marcha faz com que muitos já caminhem descalços, sob o dilúvio, com as fardas encharcadas, pesando como chumbo. Ao cansaço junta-se a fome, a diarreia e o tifo, que derrubam os soldados a cada passo.
Entrados em Portugal, a ordem dos oficiais torna-se mais enérgica, impondo o avanço rápido, sempre em frente, sem parar. Neste ímpeto, cresce o perigo de sucumbir e ficar para trás. Não há camarada que quede para ajudar outro que cai de exaustão ou de fome. Desse se encarregará o campónio, que de navalha em punho o aliviará do pesadelo da existência.
Para os povos por onde o exército passa, o esfaqueamento de um francês caído sem forças ao redor de um caminho é a vingança pelos confiscos e pilhagens. A passagem da horda representa para os aldeões a chegada de uma calamidade.
O exército é composto por dezenas de milhares de bocas esfaimadas que querem ser alimentadas a todo o custo. Não há trem de mantimentos e a tropa fandanga socorre-se ao que encontra no caminho. O transporte das bocas de fogo, da pólvora e das equipagens não deixou espaço para as provisões alimentícias. Os poucos caixões de biscoito há muito que ficaram encalhados nos caminhos.
Por norma os oficiais do exército imperial aboletam-se em solares e palácios e a soldadesca ocupa os conventos e mosteiros que lhe ficam no caminho. Mas no geral dos locais de paragem em Portugal, não há habitações e nem sequer pardieiros, restando aos soldados tomar por cama o chão lamacento, onde nem sequer conseguem acender uma fogueira para lhes aquecer o corpo e secar os capotes.
Não é um exército, mas um formigueiro que avançava pelo carreiro, sujeito à chuva torrencial e ao sopro rijo do vento.
Os camponeses, que tinham guardado as colheitas como provisões para o Inverno, vêem as casas e os celeiros invadidos e rapinados. De nada vale implorar dó e clemência. Tudo acaba vasculhado e roubado, ficando as aldeias reduzidas a nada.
E as vagas não param, todos os dias chegam novas colunas, que passam e rapinam. A disciplina quebrou-se, a formatura está desfeita, a tropa segue em bandos desalinhados. Muitos dos retardatários correm as aldeias em busca de provisões e da satisfação de outras necessidades.
Onde há oficiais diligentes, a ordem é andar sem parar, mas no mais o exército rouba o pão da boca dos camponeses. As casas e as tulhas são reviradas e os animais são mortos, esfolados e esfandegados.
Quando não há aldeias para saquear ou quando a depredação alimentícia não é suficiente para suprir as bocas famintas, os soldados procuram sustentar-se com o que apanham no caminho. Mas é Novembro, e tirante alguma noz ou castanha que escapou ao rebusco dos pobres, nada há no campo. Vale a bolota dos carrascos. Saltando do caminho o soldado abaixa-se e enche os bolsos. Voltando à coluna, retoma a marcha e vai roendo a lande, que o alimenta nas jornadas.
Lá adiante, corre sem parar Junot, sempre acompanhado pelo fiel Delabord e a sua experiente 1ª divisão, deixando para trás um enorme rasto de soldados dispersos e perdidos.
«As invasões francesas de Portugal», por Paulo Leitão Batista

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