O baile dos caciques

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

O dependente que disser que tem razão, leva uma chicotada e vem comer à mão. Quando alguém não interessar e justiça pedir, tapa-se-lhe a boca com «havemos de conseguir».

O baile dos caciques

O baile dos caciques

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A esperança não pode morrer!…

Os caciques chegaram à cidade cantando óperas bufas, queimaram pensamentos na Praça Pública e beberam vinho em orgias pantagruélicas. Cercaram de ódio e vingança todos aqueles que tinham a ousadia de pensar, a estes negou-se-lhes o direito à dignidade, quiseram comprá-los e obrigá-los a rastejar, não conseguiram! Então os exterminadores de consciências lançaram-nos às feras. Feras inimigas da verdade, feras de consciência já negra de tanto adular e mentir. Feras que já não têm vida, são um vazio morto de valores, mas vivo, e bem vivo! De hipocrisia.

A esperança não pode morrer! Não há uma só noite que não tenha madrugada.

«A paciência é amarga, mas o seu fruto é doce.» (Jean Jacques Rousseau).

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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