Viagens de um globetrotter desde os anos 60 (51)

Franklim Costa Braga - 180x135 - Orelha - Capeia Arraiana

Viajar hoje é quase obrigatório. Toda a gente gosta de mostrar aos amigos uma foto tirada algures longe da morada. Organizam-se excursões para visitas cá e lá fora, com viajantes que, por vezes, mal têm para comer. Mas, como é moda, toda a gente viaja.
>> ETAPA 51 >> CUBA (1996/1997 – 13.ª, 14.ª, 15.ª e 16.ª Viagens).

Mapa de Cuba

Mapa de Cuba


II – VIAGENS LÁ FORA – ANOS 90

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1996/1997


13.ª Viagem a Cuba – Entre 25 de Dezembro de 1996 e 4 de Janeiro de 1997


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>> 25.12.1996 >> Saída de Lisboa pelas 08:35 horas para o Porto, donde parti com a Viasa pelas 11:40 horas para Caracas, continuando às 19:00 horas para La Habana ainda com a Viasa.

Chegada a La Habana pelas 21:00 horas. Esperavam-me a Edelsa, uma amiga dela e a Yudelkis (Yudi). Fiquei em casa da Edelsa, no n.º 115, 2.º Esq. da Rampa. Procurou-me o Severino, meu amigo e conterrâneo, vindo do México, onde fora em serviço, mas eu não estava em casa. Só o vi no dia seguinte. Ele ficou no hotel Habana Libre, ali ao lado. A Yudi, a quem levei umas caixas de remédios, a seu pedido, para curar uns polipos na cabeça, ficou comigo durante a noite. Ficou boa com estes remédios e a mãe sempre me agradeceu, não parando de dizer que havia salvado a vida da filha.

>> 26.12.1996 >> Veio o Severino a minha casa. Passeio com ele pela Havana Velha e zona do Vedado. Amores com a Ânia, de 18, baixita. A Yudi ficou comigo durante a noite.

>> 27.12.1996 >> Chegou a Yéni, enfermeira, que conhecera na viagem anterior. Ficou comigo de noite.

>> 28.12.1996 >> Encontrei a Yaniluz e a Marisol. Jantámos com o Severino em Las Bullerias e depois fomos ao Palácio da Salsa, no hotel Riviera. Nada com elas.

A Yudi, a Marisol, o Severino e o Franklim em Las Bullerias

A Yudi, a Marisol, o Severino e o Franklim em Las Bullerias

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>> 29.12.1996 >> A Yudi, zangada, foi cedo para Ciego de Ávila, tendo avisado o Severino. Amores com a Maria d’el Carmen. O Severino partiu para Portugal.

>> 30.12.1996 >> Conheci a Tânia, de Economia, muito atraente. Amores com a Lupe, cantante de zarzuela.

A cantante Lupe no quarto da Edelsa

A médica Hilda no quarto da Edelsa

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>> 31.12.1996 >> Regressou a Yudi.

>> 01.01.1997 >> Amores com a Maylin.

>> 02.01.1997 >> Almocei na mulata do Ramón. Conheci a Maribel e a médica Erisel.

Franklim na cascadita frente ao Malecón

Franklim na cascadita frente ao Malecón

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>> 03.01.1997 >> Pelas 07:00 horas veio a médica Hilda e a Ema da televisão, com quem tive amores. Passeio. Partiu a Yudi. Cama.

A médica Hilda no quarto da Edelsa

A cantante Lupe no quarto da Edelsa

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>> 04.01.1997 >> Entreguei os 150$ que a Srª Josefa da embaixada de Cuba em Lisboa enviou por mim à Sr.ª Olivéria, na presença do Ramón. Saída de La Habana na Viasa para Caracas e de Caracas para Lisboa, pelas 20:00 horas.

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Gastos = 500$, mais vistos = 3.400$00 + 5.300$00 e viagem = cerca de 125.000$00.
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II – VIAGENS LÁ FORA – ANOS 90

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1997


14.ª Viagem a Cuba – Entre 24 de Março e 7 de Abril de 1997


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>> 24.03.1997 >> Viagem de Lisboa para Madrid com a Ibéria e continuação noutro avião da Ibéria para Cuba. O avião ia cheio e entrei nele a custo. No avião conheci a Dazuett que vinha fugida das Malvinas ao marido árabe, que não a deixava sair de casa. Valeu-lhe o empregado duma companhia de aviação que a ajudou a sair de lá. Aconselhei-a a que não caísse noutra de casar com muçulmanos.

Fiquei novamente em casa da Edelsa. Encontrei a Ana Maria, amiga do Sr. Matos da Top Tours, a quem entreguei uma encomenda dele. Intimidades com a maestra Marisol, um pouco gordita.

>> 25.03.1997 >> De manhã veio a Hilda, médica com quem já havia tido intimidades na casa da mulata, na Av. de los Presidentes, e tive amores com ela novamente. À noite, intimidades com a Helena, maestra, com olhos de chinesa.

A maestra Helena no quarto da Edelsa

A maestra Helena no quarto da Edelsa

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>> 26 a 29.03.1997 >> A vida de sempre em La Habana. Conheci várias moças: a Yumécia, negra, alta, a An May, de 15 anos, bailarina, a Yumara no Malecón e depois uma miúda de 16 anos, virgem, a Yamira, e tive intimidades com várias outras: a mulata Yónides, a Ema, de 32 anos, economista da televisão, a Helena, a médica Iliana e a Yudi.

A Ema da televisão no quarto da Edelsa

A médica Iliana no quarto da Edelsa

A médica Iliana no quarto da Edelsa

A Ema da televisão no quarto da Edelsa

A Yumara com o Franklim no paredão do Malecón

A Yumara com o Franklim no paredão do Malecón

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>> 30.03.1997 >> Dia de Páscoa. Fui à missa à igreja del Carmel. À noite, intimidades com a Daniela. Dei-lhe uma saia. Foi ela que me pegou um mal venéreo. Umas injecções no Hospital Curry Cabral e tudo passou. Como dizia Jorge Amado: «O homem não é homem se não tiver um filho e não apanhar uma doença venérea.»

>> 31.03 a 02.04.1997 >> Conheci a Tânia, técnica de saúde, que só veio tarde. Esteve no meu quarto. Esteve também em minha casa a Gisel com a mãe. Intimidades com a Lisa, bailarina, a atraente Tânia e a negra Yumécia.

A Tânia, técnica de saúde, em casa da Edelsa

A Tânia, técnica de saúde, em casa da Edelsa

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>> 03.04.1997 >> De manhã veio uma moça de olhos azuis. A polícia pediu-me o passaporte e estragou tudo. Dormi. Veio a Mildred, de Holguin, pintora, divorciada, com um filhito. Havia-a conhecido já nesta viagem. Grandes carícias. Esperei, em vão, pela Libera, que se perdeu.

>> 04.04.1997 >> De manhã, amores com a médica. Pelas 13:00 horas veio a Libera. Estava mal dos ovários. Almoço. Às 15:00 horas veio a Mildred de Holguin. Grandes carícias. Passeio. Jantar. Fui à disco Johmy na Riviera com a Daiamy. Gastei 30$ e nada. Ela ficou lá e eu saí. Deitei-me pelas duas horas da manhã.

>> 05.04.1997 >> Almocei com a Nuris, de Matemática, linda, e uma amiga. Conheci a Mara Aparecida, muito bonita, de 30 anos.

Franklim com a Nuris e amiga numa paladar

Franklim com a Nuris e amiga numa paladar

A Mara Aparecida

A Mara Aparecida

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>> 06.04.1997 >> Mudou a hora, tendo aumentado uma hora. Às 10:00 horas veio a Yénia. Eu estava engripado e não funcionei. Pelas 14:00 horas encontrei a Carmen Fagundo, do 4.º ano para dentista, de Matanzas, de 21 anos. Ofereci-lhe um chocolate e um blume. Pelas 14:30 horas fui para o aeroporto, seguindo para Madrid.

>> 07.04.1997 >> Estive oito horas a secar no aeroporto de Madrid para seguir para Lisboa na Ibéria.

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Gastei 710$. Roubaram-me 90$. Onde? Terá sido o Michel, filho da Edelsa?
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II – VIAGENS LÁ FORA – ANOS 90

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1997


15.ª Viagem a Cuba – Entre 13 de Julho e 4 de Agosto de 1997 – Tratada pela Mundisol


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>> 13.07.1997 >> Saída de Lisboa com a Ibéria para Madrid e continuação para La Habana, com atraso de duas horas no aeroporto de Madrid. Esperou-me o Ramón, mulato do táxi particular. Estive duas noites na casa da mulata onde ele me levava a comer camarões. Tive amores com a sobrinha da dona da casa, advogada negra.

>> 14.07.1997 >> Encontro com a Daisy, mãe da Betty, que me pediu 150$. Como demorou a devolver-mos, meses mais tarde fui no carro com o Ramón a sua casa pedir-lhos. Só me devolveu 120$.

>> 15.07.1997 >> Mudei-me para a Edelsa. Amores com a médica Aida pela tarde. Visitou-me a Ana Maria, amiga do Sr. Matos, a quem entreguei nova encomenda.

>> 16 a 21.07.1997 >> Conheci várias moças: Maria, advogada, e Kénia, três chiquitas, Ernestina, professora, alta, e Diana, de Inglês; a Odalys, de Ranchuelo, e a Maria Elisa, farmacêutica de 22 anos, de quem gostei muito. Tive amores com a enfermeira Seomara, a Yudi e a carinhosa Mildred, pintora de Holguin, que me desenhou em cartão prensado com cara de Rato Mickey, por falta de foto, e a si própria em fato de banho e me ofereceu as duas pinturas, que ainda conservo. Mais tarde zangou-se comigo.

Franklim e Maria Elisa numa paladar

Franklim e Maria Elisa numa paladar

A pintora Mildred, de Holguin

A pintora Mildred, de Holguin

>> 22.07.1997 >> Fui para Varadero pelas 15:00 horas, onde cheguei uma hora depois. Não pude ficar em casa da Zoila por medo da polícia por parte dela. Fiquei ao lado, na casa da negra Chelo, por 20$. Já me havia procurado a Carmen Fagundo, dentista de Matanzas. Começou a chover e a chuva caía no quarto.

>> 23.07.1997 >> Recado da Carmen, dizendo que vinha no dia 24. Na praia conheci uma enfermeira de 27 e a modelo Magdalena, de 25. A comida na Zoila, onde continuava a comer, passou a 5$.

>> 24.07.1997 >> Veio a Carmen e a irmã. Almoçaram e depois foram-se para sua casa em Santa Marta, ali ao lado.

>> 25 a 27.07.1997 >> Praia e passeio. Foi feriado a 26. Vieram as irmãs Betty e Carmen. Tentaram dormir no meu quarto. Como não havia condições, voltaram para sua casa.

>> 28.07.1997 >> Regresso a Havana com as irmãs Carmen e Betty, que ficaram comigo em casa da Edelsa. Vi o desfile do Festival de la Juventud. Grande multidão frente à escadaria da Colina, onde cantou Pablo Milanés, cantor que haveria de gravar o disco Hecicera com Luís Represas.

Franklim com a dentista Carmen no quarto da Edelsa

Franklim com a dentista Carmen no quarto da Edelsa

Desfile do Festival da Juventude, com a delegação portuguesa

Desfile do Festival da Juventude, com a delegação portuguesa

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>> 29.07.1997 >> Com as duas irmãs, fui ao notário e à embaixada de Portugal para a invitación da Betty. Almoço na paladar Casa Marta, do namorado da Betty. Foram-se. Intimidades com a Aida.

>> 30.07.1997 >> A vida de sempre. Conheci várias moças: a Noralit, a Ângela, a Aimée, de Medicina, e a América e tive intimidades com outras, como: a Tapa, a Yanet, filha de um músico, e a Sissi.

A Yanet no quarto da Edelsa

A Yanet no quarto da Edelsa

A Tapa no quarto da Edelsa

A Tapa no quarto da Edelsa

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>> 31.07.1997 >> Fui a Pinar del Rio em guagua, a 167 quilómetros de Havana. Não gostei da cidade com casas a necessitar de reparação. Visitei a Tapa, mas tinha ido para Holguin. Almocei camarões numa paladar num 1.º andar. Regressei em guagua a Havana.

>> 01.08.1997 >> Fui levar medicamentos e um chocolate à médica Aida, que trabalhava quase em frente à minha casa. Fui à Ibéria confirmar o bilhete. Veio a Yanet, filha de um músico, e tive amores com ela. À noite conheci a Aimée, de Medicina. Encontrei a Sissi, levei-a a minha casa e estive em intimidades com ela.

>> 02.08.1997 >> Às 09:00 horas veio a Yudi. Amores com ela. Fomos à Habana Vieja. Almoçou comigo. Dormi. Choveu. Pelas 19:00 horas veio a Yanet. Intimidades com ela. Jantou comigo. A Yudi passou a noite comigo.

>> 03.08.1997 >> Fui levar uma rosa e um blume à Aimée, de Camaguey, do 3.º ano de Medicina. Almocei lagosta na mulata do Ramón. Pelas 14:00 horas fui para o aeroporto. O avião atrasou-se e só partiu para Madrid à 01:00 horas da manhã. Fui a um Rodeo perto do aeroporto para passar o tempo. No aeroporto deram jantar.

>> 04.08.1997 >> Madrid-Lisboa, onde cheguei às 22:30 horas.

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Curiosidades

No Verão, em Havana organizavam festivais de gastronomia (semana da gastronomia), com diversos restaurantes montados na avenida do Malecón. Comi em muitos deles.

Também organizavam Carnavales, fora de tempo, com um arremedo do Carnaval do Rio, em que desfilavam no Malecón meia dúzia de carros alegóricos mal amanhados. Assistia a tudo isto. Num dos Carnavales começou a chover e estragou a festa.

Certa vez fizeram um desfile de carros antigos e motos, a que assisti.

Costumes

Um costume arreigado em quase todos os cubanos é tomar banho duas e mais vezes por dia, apesar das casas de banho estarem mal apetrechadas para o efeito. É certo que o calor é muito, bem como a humidade, o que leva as pessoas a transpirar muito. Independentemente disso, o costume leva-os a banhar-se antes do almoço e do jantar, como se de um verdadeiro cerimonial se tratasse, e acham estranho que os estrangeiros não sigam o exemplo.

Mas não é fácil tomar banho em casas muitas vezes sem chuveiros, ou mesmo sem água canalizada, tendo de a tirar de poços ou fontenários em baldes e destes, com um copo, atirá-la pela cabeça abaixo. Muitos armazenavam-na em bidons. Por vezes apareciam funcionários a verificar se tal água tinha o mosquito da deng e obrigavam a deitar fora a água armazenada. Também formigavam as casas com um produto para o mesmo fim. Em La Habana faltava muitas vezes a água nas casas, quer por alguma escassez no Verão, quer por avaria nas bombas ou por defeito nas canalizações. Em 3 casas onde pernoitei foi-me insistentemente recomendado que fechasse determinada torneira por baixo dos lavatórios, porque a água poderia desaparecer. Era sinal que havia rotura nalgum sítio no circuito. Não admirava, dada a velhice das canalizações. Era frequente avariar a bomba de sucção da água da rede. O funcionário encarregado de a repor a funcionar lamentou-se muitas vezes da falta do material necessário. Eu não compreendia a escassez de água no Verão, já que chovia bastante nessa época. O problema deveria ter mais a ver com a deficiência em fazê-la chegar aos reservatórios.

Mas não era só a água que faltava. A luz era alvo frequente de apagões durante certas horas do dia ou até boa parte do dia. A falta de gasóleo para alimentar as turbinas era a causa dos apagões.


II – VIAGENS LÁ FORA – ANOS 90

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1997


16.ª Viagem a Cuba – Entre 25 de Outubro e 3 de Novembro de 1997


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>> 25.10.1997 >> Saída pelas 08:00 horas. Atraso de hora e meia em Madrid. Chegada a La Habana pelas 04:00 horas. A Edelsa, avisada pela Carmen Fagundo, esperava-me. Taxi particular por 10$ para casa da Edelsa. Saída à rua. Amores com a médica Hilda.

A Carmen no quarto da Edelsa

A Carmen no quarto da Edelsa

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>> 26 a 28.10.1997 >> O habitual. Encontro com a Carmen e amores com ela a 26, 27 e 28. Passeio com a farmacêutica.

A farmacêutica no quarto da Edelsa

A farmacêutica no quarto da Edelsa

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>> 29.10.1997 >> Assisti a um desfile militar. Jantei com a Carmen e a colega negra. Amores com a Carmen.

>> 30.10 a 01.11.1997 >> Conheci novas moças, como a Neida, de Guantânamo, e tive amores com a Carmen, a Tapa e a Vivian.

Franklim com a Niris no paredão do Malecón

Franklim com a Niris no paredão do Malecón

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>> 02.11.1997 >> Fui para o aeroporto às 15:45 horas, seguindo para Madrid.

>> 03.11.1997 >> Chegada a Lisboa.

Gastos: Viagem, cerca de 125.000$00; visas, 3.400$00; Outros gastos, uns 300$.

(Fim da Etapa 51.)

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«Viagens dum Globetrotter», por Franklim Costa Braga

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