Reinventar a Escola

Joaquim Gouveia - Capeia Arraiana (orelha)

:: :: CASTELEIRO :: :: À pergunta sobre a definição de escola colocada por um jornalista a Sofia de Melo Breyner, esta respondeu que a escola devia ser Poesia, Música e Ginástica.

Natureza - Excelente espaço para aprender

Natureza – Excelente espaço para aprender

«Loucura é querer resultados diferentes fazendo tudo exatamente igual!»
(Albert Einstein)

– A escola devia ser Poesia, Música e Ginástica!

A resposta de Sofia de Melo Breyner deixou o jornalista de tal forma admirado que não hesitou em questioná-la de novo: «Então e a Matemática?!» De imediato, Sofia respondeu de uma forma enérgica: «Mas acha que é possível aprender uma pauta musical sem conhecer e compreender a relação dos números da aritmética e a geometria dos espaços de uma pauta musical?»

Esta é a escola que urge reinventar e de que todos estamos a necessitar!

Num tempo em que o discurso político deixa no ar algum facilitismo nas aprendizagens, tendo como principal objetivo nivelar a qualidade do sucesso pela ausência de chumbos até ao 9.º ano de escolaridade, é urgente levantar outras bandeiras, nomeadamente a da qualidade das aprendizagens e da valorização da escola e de todos aqueles que diariamente, com muito trabalho, ajudam os alunos de hoje a definir objetivos e a encontrar os caminhos mais assertivos para a concretização dos seus sonhos.

Repensar a escola como verdadeiro potencial de saber, espaço de trabalho intelectual, de prazer e de liberdade é um desafio constante que não deve deixar o Ministério da Educação e as comunidades educativas indiferentes.

Questionar e refletir sobre a ação da família, professores, alunos, técnicos especializados e de todos os agentes que intervêm na escola é um bom ponto de partida para testar procedimentos e comportamentos e, quem sabe, o próprio paradigma de escola, que persiste em encerrar-se dentro de si própria, blindando o espaço e o tempo em que se situa.

O que se aprende, como se aprende e onde se aprende assumem-se como questões basilares às quais a escola de hoje deve ponderar e refletir.

Queremos uma escola de desafios, uma escola em que professores e alunos se assumam como partes integrantes do saber construído, em que o direito a errar é uma componente intrínseca de todo o processo educativo.

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«A Minha Rua», crónica de Joaquim Luís Gouveia

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