Casteleiro – O sino da minha aldeia

José Carlos Mendes - Orelha - Colaborador - Capeia Arraiana - 180x135

A infinita necessidade do ser humano de comunicar, de transmitir o que acontece e o que pensa… O Casteleiro não podia escapar a esta regra essencial da Humanidade. E é disso que falo há uns anos numa peçazita que escrevi e publiquei no «Serra d’Opa» sobre o sino da minha aldeia e outras formas de comunicar ao longo dos tempos. Leia e divirta-se como eu…

O sino na aldeia foi sempre um modo de comunicar

O sino na aldeia foi sempre um modo de comunicar

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Não têm faltado na minha aldeia meios de comunicação…

No Casteleiro não têm faltado formas de comunicar. E isso, desde há quase 100 anos. Ora veja:

Comunicar e informar – Casteleiro, 1926/2013 – Panorama dos meios/’media’ da minha aldeia. De repente, dou comigo vidrado nesta coisa de o Casteleiro ter muitos meios de comunicação. Isso não significa qualquer ilusão minha. Só chega à net quem chega e os idosos que são a esmagadora maioria dos actuais habitantes permanentes da terra não estão «nessa». Mais: até a geração anterior à minha (vocês que hoje têm 40) é em grande parte info-excluída, como sabemos.

O sino era um meio de comunicação muito forte…

Mas não só de net se vive ou viveu, nesta matéria.

Nesta matéria não resisto a chamar a sua atenção para um meio de comunicação fortíssimo em todo o País (e não só, claro): o sino da igreja.

Era ele que dava a informação horária, anunciava os actos religiosos, dava o alarme em caso de incêndio, anunciava a morte de um paroquiano, etc.

Este foi apenas mais um apontamento, meio a sério, meio a brincar, mas no rigor dos termos assim era: o sino foi muito usado para comunicar. Sempre.

Em 1926 a «Gazeta do Sabugal» era editada no Casteleiro…

Em 1926, como ainda todos nos lembramos por ter sido referido recentemente, um agricultor do Casteleiro saiu em defesa dos seus direitos e dos direitos dos seus companheiros de labuta. Foi o Dr. Mendes Guerra. E um dos instrumentos que usou foi precisamente o jornal que criou e a que deu o nome de «Gazeta do Sabugal». Teve vida efémera e curta, mas valeu a pena, segundo se percebe dos relatos. A sede do «Gazeta» era na minha aldeia também.

Continue a ler, melhor, leia tudo… (Aqui.)

Tenha uma boa semana!

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«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

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