Jovens violentos

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Dia após dia nos chegam noticias e imagens através da comunicação social, mostrando que a violência juvenil está a aumentar. Infelizmente é uma realidade a que as autoridades não conseguem pôr cobro.

Jovens violentos

Deliquência juvenil começa a ser preocupante

.
Quanto à Justiça vou fazer auto-censura

Os especialistas dizem que as situações de violência são «comportamentos excepcionais», nem todos os jovens são violentos, mas basta uma percentagem de 20 por cento para pôr em alvoroço todo um País, neste caso Portugal. Na sociedade portuguesa actual educam-se os jovens sem lhes mostrar o que são os –valores– e os –limites– a que se pode chegar, isto só traz problemas. Estes problemas notam-se na rua, bares e, infelizmente nos centros de ensino, escolas secundárias, universidades, etc. E, por favor, ninguém me venha falar da falta de vocação de alguns professores e na sua falta de capacidade profissional, neste caso especifico da violência, dizem alguns «entendidos» que os professores deveriam ter capacidade para controlar a violência nas salas de aula! Isto são mentiras vis que degradam a classe. Creio que no actual momento histórico que Portugal atravessa, ser professor(a), é ser herói.

Onde vamos então procurar a razão do aumento da violência nos jovens? Creio que nas grandes mudanças sociais a que todos assistimos. A responsabilidade, na minha maneira de ver, começa na Família, passa pela Justiça e termina no Mundo (a rua). Há muitos Pais que abandonam a tarefa de educar os filhos, para eles tanto lhes interessa que os filhos estejam na escola ou na cadeia, e nessa família, como é natural reina a violência, cada vez mais casos destes estão a surgir na sociedade. Muitas vezes os Pais não sabem marcar limites, a superprotecção e a permissividade pode fazer dos filhos – os donos da casa – a partir daí vale tudo!

Quanto à Justiça, não quero escrever nada, vou fazer auto-censura.

Agora vamos ao Mundo, se um jovem não estiver suficientemente preparado para o enfrentar, é a sua ruína física e moral. Mundo e hedonismo são a mesma coisa, não têm outro objectivo que não seja gozar, desfrutar, prazeres fugazes e superficiais, consumo de droga e álcool, também a comunicação social ajuda imenso com a sua publicidade a produtos caríssimos que alguns jovens só conseguem através do roubo e da violência. Uma outra violência está em voga, a violação em grupo, quantas raparigas violadas são menores… A música também já foi convertida em ruído, muitos jovens juntam-se em festas onde a música é um simples som cavo e as garrafas de Vodka circulam de boca em boca até ao coma alcoólico e como não podia deixar de ser, à overdose.

Aceitem ou não os «entendidos» a delinquência juvenil começa a ter um tremendo eco na sociedade portuguesa.

:: ::
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

Deixar uma resposta