Até sempre madrinha!

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

A morte da minha madrinha Maria Adelaide era, embora esperada, uma notícia que não queria receber.

Madrinha Maria Adelaide Ferreira (1934-2020)

Madrinha Maria Adelaide Ferreira (1934-2020)

Adeus madrinha Maria Aldelaide

A Maria Adelaide era minha prima, filha dos meus tios Prazeres e Zé Patalaia.

A ligação destes meus tios aos meus pais era tão grande que justificou a escolha da sua filha para minha madrinha de batismo.

E desde pequeno aprendi a gostar desta minha madrinha que sempre me tratou como se seu filho.

Ainda criança adorava ir a sua casa onde os seus pais tinham a peixaria e lembro-me de inúmeras histórias passadas na sua casa de sempre, na rua principal, bem como da sua participação nas matanças dos porcos dos meus avós e dos meus pais.

Mais tarde, ir ao Sabugal significava sempre uns momentos mágicos de conversa com a minha madrinha querida.

E quantas vezes nos encontrávamos em casa da minha mãe de onde era visita praticamente diária.

A vida nem sempre lhe correu bem, mas para o afilhado havia sempre um sorriso, um carinho, o que sempre me sabia bem.

A doença atirou-a para o lar da Santa Casa da Misericórdia onde, durante breves meses ali se reencontrou com a minha mãe.

Por tudo isto, e mesmo sabendo que é a lei da vida, é com uma dor imensa que a recordo e a recordarei para sempre.

Adeus madrinha. Um beijo deste teu afilhado,

Ramiro

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Funerária TóMané… (Aqui.)

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«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

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