Casteleiro – Recordações felizes de infância

José Carlos Mendes - Orelha - Colaborador - Capeia Arraiana - 180x135

Hoje dedico esta entrada a vários mitos e ícones da minha infância, dos quais falei aqui mesmo há cerca de nove anos, quando iniciei com energia esta minha participação no nosso «Capeia», colaboração que continua até hoje, e até alargada, como saberá. Tudo começou em Janeiro de 2011…

Antigo Hotel das Águas Radium em Sortelha

Antigo Hotel das Águas Radium em Sortelha

Mais um mito infantil – o talefe do Casteleiro

Talefe: eis mais um mito da minha meninice. O talefe do Casteleiro é no cimo da Serra d’Opa. É tão misterioso que nunca lá fui. Mas tenho-o na memória como se de um ícone religioso se tratasse: o talefe! E olhávamos cá de baixo, do fundo da tal cova em que (já escrevi várias vezes) o Casteleiro fica: o início real, geográfico, «terrestre» da hoje afamada Cova da Beira. E afinal o que é «o» talefe. Coisa simples: um mero marco geodésico. Como há centenas no País. Um ponto alto, o ponto mais alto de uma zona. Aí, os serviços cadastrais oficiais instalaram estas marcas.

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Barroco Riscado no Casteleiro – um mito secular

Quem não conhece o imenso e belo vale que liga a Serra da Vila (Sortelha) ao Casteleiro, nem vai imaginar do que falo. Mas quem conhece, vai gostar de ler. Há muitos, muitos anos, nos tempos de antanho, houve uma lenda encantadora que incluía mouras encantadas e a certeza popular de um tesouro escondido debaixo de um rochedo enorme – o Barroco Riscado. O penedo vê-se de quase todo o Vale. Na foto, fica à direita do campo observado. Por este mesmo vale, mas do outro lado, corre a mítica Ribeira da Nave, tradicional fonte de fertilidade, com a sua água abundante e cristalina.

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Serra da Pena – Águas Radium: mais um ícone da minha infância

O hotel foi construído muito cedo: pouco depois de 1910. As termas e a utilização medicinal das águas radioactivas e depois das lamas com as mesmas propriedades foram crescendo. As primeiras concessões das águas datam de 1922.

Aos espanhóis que fundaram este complexo, segue-se uma administração francesa, ligada ao urânio sem esquecer as Minas da Bica, ali perto da Azenha (Quarta-Feira). A água era engarrafada e vendida como quase milagrosa (ver aí em baixo). Nos anos 30 do século XX, jornais de Castelo Branco publicitam profusamente as Águas, as Termas e o Hotel. Mas, provavelmente, nessa altura são já os ingleses que dominam por ali. E depois, vinte anos depois, tudo acaba sem honra nem glória. Ficou o «castelo» encantado.

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«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

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