O Bem – Um valor puro

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

«Tende pois, por certo, que o que derrama sobre as coisas que conhecemos a luz da verdade, e o que dá à alma a faculdade de conhecer, é a ideia do bem e que ela é o princípio da ciência e o verdadeiro conhecido pela inteligência. Por belas que sejam a ciência e a verdade, podeis assegurar sem temor de vos enganardes que a ideia do bem as excede em beleza.» (Platão.)

«Eu tenho um sonho», Martin Luther King

«Eu tenho um sonho» – Martin Luther King

É normal nos tempos que correm, nos tempos do Relativismo, que as pessoas não tenham em mente esse grande e eterno problema do Bem e do Mal. Também passou a ser um anacronismo de uma teologia medieval, e conversa de «filósofos» ultrapassados. E se alguém é suficientemente ingénuo para falar desses conceitos, é natural que esteja sujeito ao desdém e à troça. Jamais esquecerei as palavras de um padre de uma aldeia do nosso Concelho, quando me disse – «Lá leio as suas filosofias» – segui caminho e apercebi-me que o escárnio – em relação a mim – já fazia parte da minha vida em sociedade.

Mas por não se falar do Bem e do Mal, tanto em público como em privado, não quer dizer que já perderam a sua razão de ser, ou o «prazo de validade». O Homem pode renunciar ao Bem? Não! E o dia que renunciar é a sua auto-destruição.

O Bem podemos considerá-lo um valor puro e por isso, belo, a História mostra-nos que toda a época que rejeitou um código de valores superior foi para o substituir por sub-valores medíocres, o que acontece presentemente.

O Mal é tudo o que estraga, ou impede o exercício da condição humana, e que faz com que o Homem caia para um nível infra-humano, comportando-se como uma fera.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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