Casteleiro – Terra de muitas realidades

José Carlos Mendes - Orelha - Colaborador - Capeia Arraiana - 180x135

Hoje trago-lhe três temas inesgotados. Sempre com o mesmo amor ao torrão natal, mesmo quando tenho de falar do tempo do racionamento. Falo de comidas de sabores incríveis e falo do cultivo do linho, também…

Fumeiro das aldeias da Beira Alta

Fumeiro das aldeias da Beira Alta

Casteleiro – comidas do arco-da-velha

Requeijão até fartar, iscas de fígado, molho de escabeche, taborna, caldudo, roupa velha, sei lá… são recordações, são saudades na pituitária. São sabores arreigados, entranhados em nós. Alguns deles, hoje proibidos: nunca mais os provarei. Eram comidas do arco-da-velha…

Alguns destes pitéus tinham um circuito muito específico: passavam pelas tascas, pelos reservados das tascas – melhor ainda, enquanto se jogava às cartas a doer, dias inteiros (não tanto nós, mas mais a geração anterior à nossa que, tida e achada era na tasca. Muitas vezes, a petiscar pratinhos deliciosos destes que aqui refiro hoje). Outros tempos… Até as batatas fritas com ovos estrelados parece que eram melhores do que as de hoje – e se calhar eram mesmo.

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O tempo do racionamento

Agora o contrário: falo do tempo da fome… Sempre ouvi falar do tempo em que havia racionamento na minha terra. Muitas vezes isso aparecia logo associado ao contrabando. Nunca percebi muito bem como é que isso era feito: está bem, para a minha casa só podiam vir umas colheres de açúcar por semana. Mas quem é que dizia quantas colheres? Sempre ouvi dizer que uma sardinha era para três. Mas não sabia que isso se devia ao racionamento. Pensava que era mesmo porque não havia dinheiro para nada.

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Lençóis e almofadas em linho

Lençóis e almofadas em linho

O cultivo do linho

No Casteleiro, até há 40 anos, durante três ou quatro meses em cada ano, muita gente, desde que tivesse um pedaço de terra à beira da ribeira, tinha uma tarefa muito interessante – mas muito, muito trabalhosa: dedicava-se ao cultivo e tratamento do linho, desde a semente até ao lençol branquinho, às camisas ou às toalhas e panos.

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«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

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