A freguesia de Águas Belas nas Memórias Paroquiais de 1758

Maria Rosa Afonso - Orelha - Capeia Arraiana

O livro que nos dá mais informação sobre a freguesia de Águas Belas é «As freguesias do Distrito da Guarda nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património» de 2013, que consultei online.

Memórias Paroquiais de 1758

Memórias Paroquiais de 1758

Sabemos que na base das referidas memórias paroquiais de 1758, estão as respostas que os párocos de todo o país dão a um exaustivo inquérito sobre as suas freguesias, a pedido do Marquês de Pombal (o 1.º ministro do rei D. José), com o intuito de conhecer como eram as terras, quem as habitava, do que viviam, o que cultivavam, que cultos e devoções tinham, como se defendiam… (pp. 171-172).

O então prior de Águas Belas, António Baptista da Guerra, fornece informações, sobre a geografia, o clima, as culturas, os modos de vida e outros aspetos. Chamaram a minha particular atenção, as relativas à população (vejam o modo como é contada), à paróquia, ao culto e à defesa.

É referido que: «Aqui viviam 81 famílias/fogos; 196 pessoas com confissão e comunhão; 39 de confissão somente; 60 pequenos que ainda não se confessam. (p. 193)» – no total, seriam 295 pessoas. «O prior tem de côngrua de 160.000 a 180.000 réis, entre frutos certos e incertos (p. 241); a igreja matriz pertence ao Marquês de Arronches, senhor destas terras (p. 324)».

Assinalam-se os cultos ao Menino Jesus, a Santa Maria Madalena, a padroeira da igreja, e à Senhora do Rosário (pp. 270-271); a existência da confraria de Santa Maria Madalena (p. 295) e da irmandade das Almas (da Senhora do Rosário). São referidas, também, duas capelas, São Salvador, em Vale Mourisco, e São Sebastião, em Águas Belas – portanto, as capelas da Senhora do Carmo, na Quinta do Clérigo, e a de São Marcos, no Espinhal, são posteriores a esta data.

Refere-se, ainda, que Águas Belas: «Tem um forte a que chamam Roduto, aonde se recolhem quando há alguma invasão de inimigo que está em parte arruinado e caído. (p. 324).» Deste forte, não chegou, até nós, qualquer vestígio, no entanto, existe o sítio da Reduta, bastante próximo da povoação.

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«A minha terra é Águas Belas», crónica de Maria Rosa Afonso

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