Casteleiro – Saramago e o Elefante Salomão

José Carlos Mendes - Orelha - Colaborador - Capeia Arraiana - 180x135

José Saramago, a viagem do elefante Salomão… e outras histórias da minha aldeia, claro. Histórias escritas há quase uma década e publicadas por aqui e por ali… Coisas bonitas da minha infância também: os modos de falar do nosso Povo. Leia com gosto, como eu leio com muito prazer.

Aldeia do Casteleiro no concelho do Sabugal

Aldeia do Casteleiro no concelho do Sabugal

Gostaria de começar por alguns modos de falar da minha terra. É sempre uma homenagem aos mais velhos. Vamos a isso, então:

Ditados populares com piada

Uma velha em Abril
Queimou um carro e um carril…
Ou então esta outra:
Março, marçagão…

Ou ainda:

Ai, dias de Maio, dias de amargura,…

E muito mais…

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Linguagem muito local

Eis alguns vocábulos típicos do Casteleiro:

Irvais (por ervagem, penso) – Lameiro, pasto para os animais. Lapatchêro (por lapacheiro, acho, seja lá o que for: não encontro no dicionário) – lamaçal, água entornada no chão.

Gatcho – Cacho de uvas. Trata-se apenas de uma corruptela na pronúncia: o abrandamento de consoantes, de c para g neste caso, é muito frequente na linguagem popular.

Pintcho – fechadura.

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O Elefante, as Aldeias Históricas e o Casteleiro

A Viagem do Elefante – Saramago a imaginou, nós a imaginamos. A minha teoria é simples: inevitavelmente, neste troço da viagem, entre Castelo Novo e Sortelha, naqueles anos de antanho (meados do século XVI), o elefante Salomão foi conduzido por aqui: pela Ribeira da Cal e pelo Casteleiro (parece que era esse o traçado da Calçada), passando na Calçada Romana que está assinalada pelo Mar(i)neto acima, Serra da Vila acima, até Sortelha. Alguém me explica como passaria na Calçada Romana (ou calçada medieval, sabe-se lá), que vinha desde a Beira Baixa até à fronteira a Norte… sem passar no Casteleiro?

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«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

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