Os bens das igrejas de Badamalos

:: :: BADAMALOS :: :: O arrolamento dos bens da igreja de Badamalos e da capela do Carvalhal, na mesma freguesia, no concelho do Sabugal, foi coligido pela comissão concelhia de inventário em 10 de Abril de 1912. Transcrevemos o respectivo auto de arrolamento.

Igreja São Bartolomeu - Badamalos - Sabugal - Capeia Arraiana

Igreja São Bartolomeu – Badamalos – Sabugal

Aos dez dias do mês de abril de mil novecentos e doze, nesta freguesia de Badamalos e no edifício da igreja paroquial denominada de São Bartolomeu, onde compareceram os cidadãos José Augusto Martins Paiva, representante do Administrador deste Concelho, e bem assim, o cidadão Joaquim Lourenço, presidente da junta de paróquia, indicado previamente pela Câmara Municipal do referido concelho, comigo Filipe José Serra, delegado do Secretário de Finanças e da Comissão Concelhia de Inventários, para os fins consignados no artigo 62º da Lei da Separação das Igrejas do Estado, e assim principiamos o arrolamento e inventário da forma seguinte:

Bens imóveis
Uma igreja denominada de São Bartolomeu, situada no centro da freguesia, e que serve de igreja matriz, com campanário, tendo este dois sinos regulares, sacristia e casa contígua para despejos, altar mor e dois laterais.
Uma capela, denominada a de São Marcos, situada na Quinta do Carvalhal, anexa desta freguesia, com altar mor, um lateral, com a imagem de São Marcos e da Senhora do Rosário, contendo a capela um pequeno campanário e uma sineta de tamanho regular.

Imagens
São Bartolomeu (orago da igreja).
Senhora da Conceição
Menino Jesus
Senhora do Rosário.
Santo Cristo
Senhora da Rocha

Bens móveis
Alfaias e outros utensílios:
Três cálices, de metal, galvanizados a ouro, em uso regular.
Oito castiçais de estanho, em uso regular.
Uma banqueta de pau, dourada, nova.
Duas cómodas, de madeira, uma nova e outra velha.
Um armário pequeno, de madeira, velho.
Um confessionário de madeira, novo.
Cinco bancos de madeira, em bom uso.
Uma arca e dois caixões de madeira, em bom uso.
Um vaso sacramental de prata, novo.
Uma custódia de prata, nova.
Uma cruz de prata, grande, em uso regular.
Duas cruzes grandes, uma de metal e a outra de pau, dourada.
Duas lanternas, de lata, em bom uso.
Duas caldeirinhas de metal para água benta, em bom uso.
Uma naveta de metal, nova, e respectivo turíbulo.
Um sortido de ambulas, uma concha para o batistório e um vaso de estanho, em uso regular.
Três lâmpadas de metal amarelo e uma de lata e vidro, em bom uso.
Um pálio de damasco branco, em uso regular.
Três casulas de damasco, de diversas cores, em uso regular.
Três alvas de linho, em uso regular.
Três capas de asperges, de damasco, uma branca e vermelha, já usada, uma preta e outra branca, novas.
Duas estolas de damasco, uma roxa e outra branca, em bom uso.
Um véu de ombros de damasco, em bom uso.
Quatro véus de seda para cálice, em uso regular.
Três missais, um novo e dois velhos.
Não existem bens pertencentes ao passal. E não havendo outros bens a inventariar, se conclui este auto, ficando tudo entregue ao presidente da junta de paróquia, que assina com os representantes do Administrador do Concelho e do Secretário de Finanças, mencionados no princípio deste auto.

Fonte:
Arquivo e Biblioteca Digital da Secretaria Geral do Ministério das Finanças (Fundo: Comissão Jurisdicional dos Bens Cultuais)

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«Arrolamento das Igrejas», por Paulo Leitão Batista

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