O que se passa no Alentejo com os olivais

José Jorge Cameira - Vale de Lobo e Moita - © Capeia Arraiana

Beja e o Alentejo não mereciam esta tragédia!!

Os olivais intensivos recorrem a maquinaria para apanha da azeitona

1– Nesses merecimentos a nossa Região não devia merecer esses Olivais intensivos e superintensivos a maior parte de investidores espanhóis apoiados por lacaios da região a troco de “30 reis de mel coado”.
2– Todos sabem, mas todos mesmo sabem que esses Olivais dão origem a um azeite pouco mais que um óleo fula esverdeado e que maioritariamente é exportado e nesses países importadores leva um selo de uma empresa desse país.
3– Esses Olivais intensivos recorrem a maquinaria de apanha do produto e necessidade diminuta de mão de obra sazonal. Vou dizer que uma herdade de 500 hectares terá o apoio de não mais de 10 Trabalhadores com remuneração pouco ou nada acima do Mínimo Nacional.
3– Essas Oliveiras recebem cada uma gotículas de água vinda do Alqueva á qual é acrescentada um aditivo de crescimento e mais produtividade. Quer isto dizer o quê? O húmus natural da terra é envenenado por esse químico e implicará negativamente em culturas agrícolas no futuro.
4– O fim a que se destinou a água do Alqueva foi em culturas de regadio. Mas tal não aconteceu e isso deve-se a meu ver á actuação criminosa do Ministro Capoulas do PS que permitiu a vinda desordenada e selvagem do Olival intensivo em larga escala. Teremos talvez 10% de regadio em iniciativas privadas subsidiadas. O que quero dizer? Com as terras de excelência que temos dever-se-iam produzir em grande escala (até exportáveis) produtos alimentares como batatas, cenouras, cebolas, alhos, enfim todas as leguminosas e até cereais que são totalmente importados neste momento do Centro da Europa.
5– Neste conjunto de factos que enumerei reside a alta traição perpetrada contra o Povo do Baixo Alentejo, porquanto não trouxe emprego, pelo contrário originou debandada, provocou desertificação e a deslocalização de diversos serviços para Évora principalmente.
6– Resta-me escrever que aceitarei críticas adversas ao que teorizei em verdades tão á vista, porque estarei a colidir com interesses já instalados, sendo que alguns interessados na continuação da Tragédia, dirão mais uma vez:
Merda para o Alentejo, quero é o meu, o último que feche a porta!
:: ::
«Vale de Lobo e Moita», crónica de José Jorge Cameira

Deixar uma resposta