A guerra dos fogos

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Reacendeu-se a guerra, após um período de tréguas para eleições, os exércitos em conflito, posicionaram se no terreno e foi declarada guerra total pelo senhor dos exércitos.

Pintura de Alcínio

Comanda a guerra duma fação da direita, estrategicamente, quando o candidato ao comando supremo das direitas conta espingardas para substituição do general que se retirara destroçado dos comandos da guerra sem honra nem glória, deixando o país assolado pela miséria hipotecando os últimos bens da soberania.
A comandante das hostes das direitas que deixara o campo, onde agora se trava a batalha, um jardim onde floresciam plantações que soçobravam sob o peso dos frutos e o verde e colorido das flores ofuscavam o olhar e que se transformaram bruscamente em trincheiras armadilhadas com arbustos e matos rasteiros árvores de grande porte e granadas incendiárias.
Do lado dos comandos das esquerdas comanda as hostes o generalíssimo Costa vencedor de muitas batalhas grande estratego em táticas de alianças, contando com o apoio do bloco esquerdista que conta com soldados muito aguerridos e ainda o exército muito antigo que tem como slogan a reação não passou nem passará.
Os exércitos estão colocados no campo de batalha aguardando o desencadear das hostilidades onde todos exércitos já partem com muitas vítimas inocentes para uma guerra inútil. É uma guerra artificial com munição de pólvora seca e de fumos.
Não é assim que se limpam os terrenos que todos deixaram sujos quando incentivaram o abandono da agricultura, não evitaram o despovoamento dos aldeamentos, esqueceram o investimento em empresas criadoras de postos de trabalho geradoras de riqueza.
Alienaram-se sectores da soberania que eram fontes de riqueza e durante muitos anos o abandono do exercício de soberania sobre as regiões do interior.
Responsabilizem se as autarquias deem-lhes meios máquinas ferramentas para abrir corta fogos e o ordenamento do território com nova reflorestação. Os arbustos e o mato crescem todos os dias e as baixas humanas constantes.
:: ::
«Vivências a cor», de Alcínio

Deixar uma resposta