Bendada debateu o futuro das aldeias

Brasão da Freguesia da Bendada - Sabugal - Capeia Arraiana

Capoulas Santos, Augusto Mateus, Jorge Sanches, João Vasconcelos e Helena Freitas foram algumas das personalidades que a Bendada reuniu no auditório da Casa da Música para responderem à pergunta: Que fazer com o país das aldeias?

O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, esteve na Bendada

O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, esteve na Bendada

O debate, realizado no Sábado de Aleluia, dia 26, foi organizado e moderado por Vítor Andrade, jornalista e coordenador de Economia do jornal Expresso, que quis trazer à sua terra natal, a Bendada, concelho do Sabugal, membros do governo, outras personalidades e especialistas em desenvolvimento regional.
Durante seis horas, divididos em dois painéis, os oradores convidados e os cerca de 200 presentes fizeram o ponto de situação e deram sugestões para o futuro das terras do interior.
O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, principal figura do dia, disse que o interior tem de continuar a apostar na agricultura, enquanto sector competitivo, capaz de manter outras actividades importantes para a economia.
Para o ministro «existem as oficinas que reparam as máquinas, as lojas que vendem factores de produção e os gabinetes que têm que fazer as contabilidades – actividades tão conexas com a agricultura que se ela desaparece, elas desaparecem com ela».
Capoulas Santos frisou ainda a importância da presença de Portugal da União Europeia, facto que ajudou a desenvolver o sector agrícola, encurtando a distância com os outros países europeus: «Se nós conseguimos fazer nos últimos 30 anos aquilo que conseguimos, que foi passar de uma agricultura muito atrasada, para uma agricultura que compete com as superpotências mundiais, hoje em muitos aspectos, se conseguimos fazer este trajecto, conseguiremos progressivamente prossegui-lo nos próximos anos».
O governante referiu que quer contribuir para o combate à desertificação do interior «estimulando a fixação de jovens, de jovens qualificados, de jovens empreendedores, ajudando a combater o êxodo, garantindo alguns rendimentos suplementares aos agricultores». Anunciou ainda a intenção do Governo de criar um banco de terras com o património do Estado, para arrendamento, dando prioridade a jovens agricultores e admitindo a posterior venda.
Vítor Andrade, em jeito de balanço, disse que a iniciativa foi «apenas o começo de uma caminhada longa que nos espera. (…) Ganhámos todos e ficou lançada a semente daquilo que todos queremos e muito desejamos: um futuro ambicioso para as nossas terras».
plb

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