Ricardinho e o sexto jogador

Letícia Neto - Seixo do Côa - Sabugal - Capeia Arraiana - orelha

Li algures no Facebook alguém parabenizar a TVI por passar um jogo de futsal na hora do telejornal. Li que era um ato de coragem. Apesar de achar que nao é preciso assim tanta coragem (afinal de contas o futsal é um desporto, tem adeptos, e a Seleção arrancou para este Europeu com promessas), fiquei contente por poder ter alguma emoção à hora de jantar.

Comecei a ver o jogo um pouco antes do primeiro «da» (sim, «DA» e não «DE» – porque me apetece) Espanha. Temi pela minha emoção e mais ainda depois do segundo e do terceiro. Ao intervalo fui buscar a sobremesa e veio com cereja. Aquela, a do topo do golo. Do bolo, digo. Ricardinho lá apareceu uma e outra e outra vez, e aquele cabrito (que rai de expressão) fez-me dar um berro. Pujante. Depois fiquei radiante com o apoio dos sérvios. Confesso que às tantas tive vontade de ir ver quantos emigrantes portugueses há na capital sérvia. Mas não era mesmo por aí. Não era NA França ou no Luxemburgo. Afinal temos mesmo o melhor do mundo e isso parece ter sido suficiente para adotarmos o «sexto jogador» em Belgrado, desconfio que muito pelo golo magistral (que vi umas mil vezes) marcado no jogo com os anfitriões dias antes.
A Seleção Portuguesa bem tentou mas apesar das promessas que deixou, pela qualidade que tem, não passou dos quartos-de-final. É pena. Agora é como ter um mundial de futebol sem o Cristiano, o Messi, o Neymar… uma pena para quem gosta de ver espetáculo no desporto.
De qualquer forma, valeu a pena.
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«Calhaus há muitos… Seixo há um», crónica de Letícia Neto

2 Responses to Ricardinho e o sexto jogador

  1. Silvestre Rito diz:

    Ainda não tinha visto , mas fico rendido! vale a pena ver, rever e voltar a ver! uma obra de arte, só possível para os supertalentosos! Ricardinho é um destes!
    Tenho pena que já não jogue no Benfica, mas um dia, quem sabe quando já não precisar de ganhar tanto dinheiro talvez ainda o vejamos por lá!

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