Malcata com Futuro reúne Assembleia Geral

Brasão Freguesia Malcata - Capeia Arraiana

A Associação Malcata com Futuro (AMCF) vai realizar uma Assembleia Geral na aldeia de Malcata, concelho do Sabugal, no sábado, dia 16 de Janeiro, às 17 horas, tendo em vista aprovar as contas de 2015 e o programa de acção para o ano de 2016.

Audição Pública realizada em Malcata, em 17 de Outubro de 2015

Audição Pública realizada em Malcata, em 17 de Outubro de 2015

A reunião terá lugar nas instalações da Associação Cultural e Desportiva de Malcata, e a Assembleia discutirá ainda a eventual constituição do Conselho Consultivo.
A Associação nasceu em Junho de 2015, com o objectivo de fortalecer Malcata através do fomento e promoção do desenvolvimento social, cultural, ambiental e económico da localidade. Para atingir essa meta propõem-se aproveitar as potencialidades existentes, nomeadamente o Parque Eólico, a Barragem e a Reserva Natural da Serra da Malcata.
Em 17 de Outubro a Associação realizou uma Audição Pública na aldeia, que reuniu mais 70 pessoas interessadas em debater o futuro. Houve uma sessão de palestras e uma mesa redonda, cujas comunicações interactivas não deixaram ninguém indiferente.

Após quatro horas de comunicações e debate, foram redigidas algumas conclusões pelo presidente da Assembleia Geral, Rui Chamusco:
«1. A audição foi considerada um exemplo concreto do exercício da cidadania no concelho. Ninguém pode ficar alheio aos problemas que nos afligem no presente e no futuro. Tomar consciência e intervir (agir) em tempo próprio é um dever de todos nós, individualmente e em grupo.
2. A Associação Malcata Com Futuro (AMCF) é uma instituição de pleno direito que, apesar de existir há apenas três meses, se propõe intervir, positivamente, pelo desenvolvimento do território onde se insere. Há que contar com a AMCF, como parceira, sem medos nem receios, sempre na consecução do bem comum.
3. Os recursos da Malcata deverão ser encarados numa perspetiva integrada, holística, para mais eficazmente conseguirmos o relançamento económico, na linha do desenvolvimento sustentável. Temos que inovar na exploração desses recursos. Pensar em modelos tradicionais é perda de tempo, de energia e de dinheiro.
4. Uma via desejável será a celebração de um Acordo coletivo para a mudança e inovação. Um acordo que potencie a cooperação e que ajude a ultrapassar o nosso individualismo congénito. Atuar isoladamente não dá resultado e é muito mais difícil.
5. Temos que pugnar pelos empreendimentos âncora no território (paredão e plano de pormenor da barragem) que deem oportunidades ao investimento privado no perímetro do espetacular espelho de água da Barragem do sabugal.
6. A fileira florestal deverá ser a prioridade imediata, dinamizando e pondo a funcionar eficazmente a Zona de Intervenção Florestal (ZIF).
7. Muita ajudaria ao processo de mudança a criação pela autarquia de uma Comunidade para a Economia Cívica do Sabugal (concelho) integrando os agentes das várias Freguesias e permitindo, através dessa abordagem sistémica, a identificação do potencial do território para configurar respostas inovadoras e sustentáveis para os problemas societais complexos do concelho.
8. “Malcata não é uma ilha nem uma cerca. No mundo global temos de ter princípios orientadores que nos defendam de qualquer arbitrariedade e que, em nosso entender são: a moral, a ética e a solidariedade. “O mundo é grande o suficiente para satisfazer as necessidades de todos… (Gandhi)”
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José Escada da Costa, presidente da direcção da Associação Malcata com Futuro, deixou também algumas considerações sobre a iniciativa:
«A minha geração tem a obrigação, perante o sacrifício dos seus pais e avós, em lutar por um sucedâneo ao mundo rural que conhecemos. Em lutar contra o abandono inovando na exploração dos recursos.
Pensar explorar nos termos que vivemos não faz sentido. Temos que ser capazes de pensar em novos modos de trazer economia para estes territórios. Para isso é necessário arrojo, mente aberta, capacidade para correr riscos, para empreender, para cooperar.
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plb

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