O concelho em números (2)

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística continuam a ser, infelizmente, maus para o nosso Concelho.

O universo infantojuvenil do Sabugal vem regredindo nos últimos anos

O universo infantojuvenil do Sabugal vem regredindo nos últimos anos

O Instituto Nacional de Estatística publicou o Anuário Estatístico da Região Centro, referente a 31 de dezembro de 2014, continuando hoje a breve análise dos dados do Concelho do Sabugal que iniciei na semana passada.

INDICADORES DE EDUCAÇÃO
A análise dos dados referentes à educação revelam que:
• No ano letivo 2013/2014 a população estudantil sabugalense era de 1013 crianças e jovens, menos 3,9% quando se compara com o ano 2012/2013, e menos 20,9% que no ano letivo 2010/2011. Este é um ritmo de decréscimo extremamente gravoso e que revela como o universo infantojuvenil vem regredindo nos últimos anos.
• Dos alunos existentes, quase 40% frequentavam o pré-escolar e o 1º ciclo, representando 16,7% (169), os alunos no ensino secundário, revelando uma ligeira recuperação em relação ao ano letivo anterior (mais 22 alunos).
• No entanto esta recuperação levanta algumas questões de sustentabilidade local, pois neste ano frequentavam o 2º e o 3º ciclos do ensino básico menos 46 alunos que no ano anterior, o que significa que o número de alunos a chegar ao ensino secundário irá baixar nos próximos anos.

Na próxima semana prosseguirei a divulgação dos dados estatísticos de 2014 mais relevantes para o nosso Concelho.

Ps. Sai esta crónica em plena campanha eleitoral para a eleição do próximo Presidente da república.
Sou, como aliás aqui já expressei, apoiante convicto de Sampaio da Nóvoa.
Este meu apoio radica na certeza de que estes tempos novos e difíceis que se avizinham exigem um Presidente que, não só esteja sintonizado com as respostas que é necessário dar, como, e sobretudo, porque pelas suas características pessoais, é o mais indicado para a construção dos consensos em torno das grandes causas que se colocam aos portugueses.
Tal não seria claramente alcançado pelo candidato Marcelo, por muitas pancadinhas no peito de amor e de concórdia.
Infelizmente a esquerda portuguesa que se soube unir para garantir uma maioria parlamentar que corresse com os Pedros e os Paulos de má memória, não soube igualmente unir-se em torno de um candidato comum.
Mas de todos os candidatos da esquerda, a responsabilidade principal cai na sra. Belém e nos seus, poucos, apoiantes, incapazes de perceberem o mal que fazem ao seu partido, ao conjunto da esquerda e, sobretudo, ao povo português.
E se não houver segunda volta, a culpa será de toda a esquerda mas, particularmente, desta senhora que, como se viu pelos debates em que participou, nada a moveu para além de pregar uma rasteira a António Costa e de tentar minar uma unidade de esquerda em torno de um candidato comum.

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«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

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