Até o Natal tem de ser o maior!

Letícia Neto - Seixo do Côa - Sabugal - Capeia Arraiana - orelha

Continuo pelas temáticas natalícias. Há dias vi um vídeo da LocalVisãoTv da Guarda no Sapo do enorme presépio de Natal instalado por estes dias no Largo da Fonte, no Sabugal.


Pelo que vi das imagens (verei ao vivo na semana que vem) o presépio no Largo da Fonte, no Sabugal, (onde vou eu estacionar agora?) está muito bonito, tem pormenor… Mete vista, como se costuma dizer. Ou é um presépio «c’mo se manda». Ou um presépio «c’mo l’é dado». Espero não estar a usar expressões que não vos sejam familiares. Eu ouço-as assim no terreno. Passando à frente. É realmente uma representação bonita, no mesmo registo que a do ano passado quando esteve junto à Câmara, mas parece-me que numa escala maior. E é na escala e no ser grande que está o foco deste meu texto. É que não basta ser um presépio bonito. Ou até diferente e original. O que interessa nestas coisas, pela frequência com que ouço a frase, é que seja o maior. O maior de Portugal ou o maior do mundo. De preferência a hipótese que dê entrada no livro de recordes do Guinness. Na minha humilde opinião, quanto mais se insiste no ser o maior, mais intenso é o cheiro a pequenez. Há uma frase que todos sabemos de cor: o tamanho não interessa. E eu até tenho 1,72 m! De altura, claro. Faço uma sugestão a todos quantos estão a ler estas palavras. Experimentem trocar o vocábulo maior por outro. O melhor, por exemplo. O melhor Natal. O melhor presépio. O melhor aluno. A melhor professora. A melhor pessoa. O melhor bolo rei. O melhor cabrito (os forasteiros só falam no Robalo). O melhor tudo. É tão… Como dizer… Melhor!
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«Calhaus há muitos… Seixo há um», crónica de Letícia Neto

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