CNE – Ecos de um livro escutista e do seu autor

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Há dias chegou às minhas mãos, via Chefia Regional do CNE da Guarda, mais um livro que nos fala da temática escutista. «Três Palavrinhas…» é uma compilação dos textos escritos pelo saudoso Padre António Nunes Sanches, que durante muitos anos foi Assistente Regional.

Escutismo começou com 20 rapazes e hoje tem mais de 25 milhões

Escutismo começou com 20 rapazes e hoje tem mais de 25 milhões

Esta obra é uma edição da Junta Regional da Guarda, editada pelas comemorações do 80º Aniversário do Escutismo na região da Guarda.
No dia 7 de Junho, António Nunes Sanches, faria 84 anos. No CNE., foi escuteiro, dirigente, assistente, servindo o movimento escutista até ao dia que o Senhor o chamou para o eterno acampamento. Quis o destino que o seu falecimento acontecesse no dia 23 de Abril de 2005, o Dia de S. Jorge, Padroeiro do Escutismo Mundial.

Padre António Sanches

Padre António Sanches

Em Aldeia Velha – Sabugal-, onde nasceu, junto à Igreja Paroquial, para perpetuar a sua memória, foi erigido um monumento em granito. É um abrigo, encimado por uma cruz, com a inscrição do seu nome, data de nascimento, ordenação e falecimento.
Regressado ao livro deste autor, verificamos, felizmente, que nos últimos anos têm sido publicadas diversas obras que versam o grande tema do Escutismo em Portugal.
Ao desfolharmos o livro, o prefácio do Chefe Regional, António Bento Duarte, salienta que «esta brochura fala ao coração de todos os escuteiros». Referindo-se ao Padre António Sanches, apelida-o de «Homem de grande coração, sempre dedicado, organizado, trabalhador incansável, com espírito escutista, muito aberto e muito forte».
Percorrendo as páginas do livro, encontramos orientações para reunião de Guias, indicações para a formação dos responsáveis das unidades, princípios e conceitos de Chefia nos Acampamentos Regionais.
No capítulo do Curso de Dirigentes define «o que é um Chefe, com as suas qualidades e funções».
Aponta esquemas pedagógicos para o Corpo Nacional de Escutas, afirmando que «se o Escutismo fosse apenas uma doutrina ou um programa teórico, já teria desaparecido há muito tempo. Uma verdade indiscutível, o Escutismo Mundial começou com vinte rapazes e hoje tem mais de vinte e cinco milhões».
Transcreve as linhas gerais de um dos CIP de 1989, em que foram debatidos temas como a educação da Fé no CNE, a Igreja, a Vocação dos Leigos, o Escutismo e as Medidas da Fé Pastoral.
Um tema muito interessante abordado é o Escutismo e o Futuro. No último simpósio escutista realizado em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa, um dos intervenientes, afirmava: «O futuro da igreja, em Portugal passa pelo futuro do escutismo». Sabemos as dinâmicas que o movimento escutista vive e transmite nas ações litúrgicas e religiosas nas nossas paróquias. Todos conhecemos esta realidade, pelo que não é necessário apontar nomes.
Interessantes as mensagens escutistas nas Festas de Natal, no Tempo Quaresmal e nas Festas Pascais.
Este pequeno livro (apenas cem páginas) contém ensinamentos e mensagens de leitura obrigatória para toda a família escutista.
São estes Homens que deixam marcas, que ajudam jovens a ser Homens e Mulheres, para que construam uma sociedade melhor. São estes agentes educativos e sociais que fazem a diferença.
Tenho muito orgulho no facto de o Padre António Nunes Sanches ter nascido em terras arraianas e fronteiriças, geografia das minhas origens.
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«Aldeia de Joanes», crónica de António Alves Fernandes

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