Futebol distrital – Sabugal perdeu em Pinhel por 0-1

Rui Nascimento - Sporting Clube Sabugal - Capeia Arraiana

Decorreu no domingo, 15 de Março, mais uma jornada do campeonato distrital, com a equipa do Sabugal a perder por 0-1 na casa do Pinhel, resultado claramente influenciado pela prestação do árbitro da partida.

Sabugal perdeu em Pinhel

Sabugal perdeu em Pinhel

Como era de esperar e em consonância com o demostrado na 1ª volta, assistiu-se a um jogo mais disputado que bem jogado, onde o pormenor poderia resolver a partida.
Entrou melhor o Sabugal, criando alguns lances de perigo, mas não sendo objetivos na altura de finalizar.
Por sua vez o Pinhel, jogando em casa, entregava-se de corpo e alma ao jogo, sempre muito agressivos e pressionantes sobre o árbitro, parecendo em certas alturas que dependia desta partida para salvar a época, algo que faltou e muito aos elementos raianos.
Num campo com um piso já raro no nosso distrital, foram também notórias as maiores dificuldades de adaptação por parte do Sabugal para assentar o seu jogo, pois favorecia-se um futebol direto e por vezes aos empurrões, muito utilizado pela Pinhel.
Para juntar às dificuldades, aliou-se um interveniente que tem como função passar desapercebido e não influenciar o resultado final, mas já lá vamos.
Como já foi referido, o jogo não tinha um comandante assumido, mas o Sabugal conseguia ser a única equipa a criar perigo, quer por intermédio de lances de bola parada, quer em remates fora de área, mas sempre com um grande défice de pontaria, pois entre os postes, no 1º tempo, apenas foi feito um remate e fora de área por parte de Nuno Oliveira, ao qual Rui Santos tenta aproveitar defesa incompleta do guarda-redes, mas mesmo após fintar o adversário, acaba por rematar às malhas laterais.
Do outro lado estava uma equipa que corria e lutava com todas as forças, sem grande objetividade diga-se de passagem, mas que dificultava e de que maneira o trabalho ao Sabugal.
O árbitro da partida deixava que o Pinhel usasse e abusasse do confronto físico sem marcar faltas e utilizava um critério muito diferente para com o Sabugal, pois assinalava todos os pequenos toques, e até faltas a favor do mesmo eram muitas vezes assinaladas ao contrário.
Apesar de não jogar bem, o Sabugal ia dominando e conseguia criar algum perigo, principalmente em lances de bola parada, exemplo disso um cabeceamento que surge após a marcação de um canto mas a bola a ser intercetada em cima da linha, com a mão, por um defesa do Pinhel, mas que dado o aglomerado de jogadores pode ter passado desapercebido ao arbitro. Deste lance foi colocada uma foto na página de Facebook do Sporting Clube do Sabugal por parte de António Pacheco, repórter presente no campo, mas que inexplicavelmente já foi apagada, mas que tentaremos recuperar.

A foto do lance polémico (entretanto recuperada)

A foto do lance polémico (entretanto recuperada)

Já muito perto do intervalo, outra clara mão na bola de um defesa do Pinhel dentro de área, mas o árbitro novamente a nada assinalar.
Sem mais nada a acrescentar, chegou-se ao intervalo com o resultado em 0-0.
Para o segundo tempo estava guardado o momento do jogo, logo aos 5 minutos, num lance dentro da área do Sabugal, após um desvio incompleto de Janela ao primeiro poste, Camilo recebe a bola e ao protege-la de um adversário é empurrado pelo mesmo, caindo desamparado no chão. O árbitro da partida apita prontamente falta, mas o incrível acontece de seguida, pois de uma falta CLARA a favor do Sabugal, o mesmo apita grande penalidade por alegada mão de Camilo na altura da queda e mostra segundo amarelo ao mesmo jogador, ficando o Sabugal reduzido a dez elementos. A admiração foi global, a risada generalizada em todo o campo e a revolta enorme, mas obviamente nada mais havia a fazer se não tentar lutar por um desfecho diferente.
Tiago Damasceno é chamado a converter e acaba por fazer o golo que ditaria o resultado final da partida.
Apesar de todas as claras dificuldades que existiam, o Sabugal arregaçou as mangas e deu cara á luta. Após a marcação de um canto, Pires a surgir isolado ao primeiro poste, mas a cabecear por cima.
Poucos minutos volvidos, foi a vez de Ricardo Igreja pressionar bem um defesa adversário, a conseguir roubar o esférico e na cara do guarda-redes a rematar ao poste.
Para ajudar tudo isto, além de o Sabugal ter ficado reduzido a 10 logo no início da segunda parte, ainda vê Nuno “Fifias” levar com um remate violentíssimo na cabeça que o deixou zonzo, tendo sido assistido durante cerca de 8 minutos, tempo que o Sabugal jogou somente com 9 elementos.
Quando foi visível não ser recuperável tão importante jogador, Rui Nascimento faz a ultima alteração possível, mas mais uma vez outro contra tempo a surgir. Janela que tinha subido num canto é agredido dentro da área adversária com uma violenta cotovelada, sem nada ter sido assinalado, tendo que ser assistido cerca de 10 minutos para tentar bloquear a hemorragia na cabeça, tendo inclusive no fim do jogo de se dirigir a um centro hospitalar para ser suturado com 8 pontos. Mais uma vez o Sabugal apenas com 9.
Se já não estava fácil, Galhardo que tinha sido a ultima substituição, a sentir uma dor muito forte no pé e a não conseguir dar o contributo à equipa que ele e a equipa técnica desejavam.
Obviamente, dadas tantas contrariedades, o Pinhel dispõe de duas boas ocasiões para aumentar a vantagem, dado o balanceamento ofensivo do Sabugal, mas que Nuno Morais numa ocasião e Pedro Carvalho noutra, resolveram sem qualquer tipo de problema.
Para a história fica um resultado que em nada ajuda o Sabugal na possibilidade de conquista do Campeonato Distrital, mas que em abono da verdade, já sem falar na apreciação arbitral, teve demasiadas contrariedades para um jogo só, não tendo também do seu lado aquela ponta de sorte que muitas vezes faz a diferença quando a qualidade de jogo não é desejada.
A equipa do Sabugal apresentou-se com a seguinte constituição:
Nuno Morais (GR), Janela, Miguel, Pires, Pedro, Camilo, Nani, Gaspar, Nuno Oliveira, Nuno “Fifias”(C) e Rui Pedro. No banco Rui Nascimento tinha, Sampaio (GR), Filipe, Póvoas, Calau, Igor, Sérgio e Galhardo.
Crónica de Rui Nascimento

Deixar uma resposta