O falar de Riba Côa – o léxico (138)

O Falar de Riba Côa - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

Damos continuidade à apresentação do léxico «O Falar de Riba Côa» com as palavras e expressões populares usadas na raia ribacudana.
Entre os termos XABOUCAR e XOSTRO.

XABOUCAR – dar a primeira espadela ao linho (Francisco Vaz).
XABREGAS – homem mal ajeitado (Júlio António Borges). Ordinário, sem valor (Leopoldo Lourenço).
XABUMBA – pessoa que não serve para nada; mau (Clarinda Azevedo Maia – Fóios).
XAIMEL – cada uma das tábuas que se cruzam para formar o tabique. Também se diz enxaimel.
XALE – xaile (Francisco Vaz).
XAL-MANTA – xaile-manta; cobertor de pastor (Francisco Vaz).
XARA – planta da serra; também chamada esteva.
XARDA – sarda; mancha na pele. Diz-se da cabra malhada de castanho e branco (Clarinda Azevedo Maia – Vale de Espinho).
XASTRA – mancha na cara provocada por moléstia (Júlio António Borges).
XERUME – humidade contida no esterco; parte vital da terra (Duardo Neves). Outros autores escrevem cherume, apresentando o termo como significando sumo (Júlio Silva Marques e José Pinto Peixoto).
XÍCARA – chávena.
XICÔ – porco pequeno; expressão usada para chamar os suínos (Francisco Vaz).
XIRIQUITO – pequena quantidade de qualquer coisa (Duardo Neves).
– interjeição usada para mandar parar as bestas.
– interjeição usada para afugentar as galinhas.
XOSTRO – pessoa suja, que se senta ou deita em qualquer sítio (Duardo Neves).
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Paulo Leitão Batista, «O falar de Riba Côa»

leitaobatista@gmail.com

One Response to O falar de Riba Côa – o léxico (138)

  1. Das palavras de hoje, PLB, só conhecemos 5 na minha aldeia, o Casteleiro: xale, xícara, xó, xô e xostro.

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