Rede de praias fluviais

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Em plena época balnear é bom ter em conta que o interior oferece locais de lazer em que a água é o principal atractivo. Falamos dos encantadores rios e ribeiros com albufeiras e praias fluviais, algumas possuindo condições exemplares, com equipamentos adequados, águas de primeira qualidade e em locais paradisíacos.

Praia fluvial da Rapoula do Côa, um recanto da Natureza

Praia fluvial da Rapoula do Côa, um recanto da Natureza

Em alguns concelhos do interior juntam-se esforços para a valorização e divulgação das praias fluviais. O melhor exemplo parece vir da zona do Pinhal, na região Centro, em cujos cursos de água foram implantadas magníficas zonas de lazer.
A Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto é uma associação que contribui para que os municípios da região se preocupem com os seus espaços de lazer e cultura, de modo a garantirem qualidade de vida aos munícipes e uma estadia inesquecível aos que os visitam.
Para dar a conhecer esse maravilhoso território criou-se a Rede das Praias Fluviais das Aldeias do Xisto, sedeada num monumento emblemático da região, que dispõe de diversas valências: sala de formação, auditório, biblioteca, espaço internet, balcão do cidadão, sala de reuniões, escritórios, quartos e refeitório equipado com cozinha moderna e forno a lenha. Também se instalou a Loja Aldeias do Xisto, bem como o Centro de Interpretação de Arte Rupestre.
A Rede é constituída por 21 praias fluviais, distribuídas por 11 concelhos, e tem por grande objectivo criar uma malha integrada de actividades nas praias fluviais para assim valorizar e promover o território. Também se propõe criar uma imagem forte da região, criando um novo paradigma para os que a visitam: natureza / aldeias do xisto / praias fluviais.
No Sabugal temos igualmente excelentes praias fluviais, de que são exemplos as de Quadrazais, Sabugal, Rapoula e Vale das Éguas, todas no curso do rio Côa, bem equipadas, limpas, enquadradas na natureza. Nos concelhos vizinhos existem outras boas praias, pelo que há todas as condições para se apostar num projecto integrador que difunda esses locais e as actividades que aí se podem praticar, defendendo-os como espaços de lazer alternativo à zona costeira, integrando-os na Natureza, próximos de monumentos, de terras com cultura, história, gastronomia e, claro, sob a fresca sombra dos amieiros e com a límpida água dos nossos rios e ribeiros.

A revista Visão apresentou na edição de 10 de Julho um conjunto de sugestões para um roteiro «pelos rios e barragens», indicando os locais apropriados para a prática da canoagem, windsurf, canyoning e rafting, actividades de lazer que estão na crista da onda. Rasgando o interior lá constam imensos locais, alguns bem perto do Sabugal, como as albufeiras da Meimoa (Penamacor), da Capinha (Fundão) e de Vascoveiro (Pinhel), mas do nosso concelho, terra tão rica em recantos paradisíacos, nem uma palavra ou sugestão. Alguém se tem esquecido de fazer o trabalho de casa e o resultado está à vista.
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«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

2 Responses to Rede de praias fluviais

  1. JFernandes diz:

    Caro PLBatista:
    Ora aqui está uma área que mais ninguém tem, a não ser o interior.
    O interior e os seus Municipios devem apostar precisamente naquilo que é um exclusivo seu.
    Não devemos dedicar-nos a áreas que outros exploram melhor que nós.
    Mas naquelas de que mais ninguém tem a matéria prima que nós temos não devemos regatear esforços para as melhorar, divulgar, oferecer.
    Claro que sim, o estabelecimento de roteiros pelas outras coisas únicas, ( paisagens, monumentos, cultura, etc) levarão quem nos visitar, a voltar e a contribuir para o desenvolvimento.
    Jfernandes

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