«Água de Neve» de Nuno de Montemor no TMG

TMG - Teatro Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana

Numa produção do Teatro Municipal da Guarda (TMG) com a colaboração da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL) e integrada no ciclo dedicado ao escritor Nuno de Montemor estreia no dia 22 de maio a oficina/espectáculo «Água de Neve».

O livro «Água de Neve» de Nuno de Montemor

O livro «Água de Neve» de Nuno de Montemor

A actividade, exclusiva para os alunos das escolas básicas do concelho da Guarda, vai estar em cena até 30 de maio com sessões diárias às 10h00 e às 14h30 (ao fim de semana não há sessão) na caixa de palco do Grande Auditório do TMG.
Trata-se de uma leitura encenada do livro «Água de Neve – poema pastoril» da autoria de Nuno de Montemor. A iniciativa, que terá música ao vivo, tem a encenação de Élia Fernandes do Serviço Educativo do TMG e a leitura/interpretação de Teresa Gonçalves e Marta Costa, do Serviço Educativo da BMEL.
Nuno de Montemor é o pseudónimo de Joaquim Augusto Álvares de Almeida, que nasceu em Quadrazais, concelho do Sabugal, distrito da Guarda. Após ter sido ordenado sacerdote, foi nomeado capelão e secretário do Distrito de Recrutamento e Reserva do Exército, nesta cidade. Na qualidade de assistente religioso acompanha os militares ao teatro de guerra em França, por ocasião da Primeira Grande Guerra. Neste país trava conhecimento com intelectuais, como Augusto Casimiro, de quem ficará amigo.
Autor de obra muito vasta, foi poeta, contista, romancista e dramaturgo e obteve significativo sucesso editorial, chegando mesmo a ser o autor com maior procura no mercado do livro. Este êxito levaria à publicação de algumas obras no estrangeiro. A sua obra foi estudada fora de Portugal e traduzida para espanhol, francês, italiano e holandês.

Sessão Hipnótica no Pequeno Auditório
Estreia na próxima semana, a 22 de maio (quinta feira), a nova produção do Aquilo Teatro: «Theta [Sessão Hipnótica]». O espectáculo tem texto de Gabriel Godinho, conta com a encenação de João Louro e a interpretação é de Nuno Tavares, Daniel Simão, Ana Estêvão e Manuel Tavares. O espectáculo ficará em cena até sábado, dia 24 de maio, com sessões sempre às 21h30 no Pequeno Auditório.
«Ainhoa é fascinada pelo mundo do subconsciente, explorando no seu consultório a obscuridade de um dos seus pacientes: Kipu.
Kipu retoma os sentidos numa serra que desconhece, nu e ferido, perdido na montanha coberta de neve onde caminha para lutar contra o frio e possivelmente contra a morte. O seu desespero termina quando encontra uma casa isolada de onde sai fumo. Ao aquecer-se ao lume, a casa desvanece e é transportado para um teatro do qual é a personagem principal: ele e o carrasco de três doentes num hospital visitado pela Morte em pessoa. No final da peça, a sua personagem morre e é colocada dentro de um saco de lixo. O palco desvanece e Kipu retoma novamente os sentidos, dentro de um saco de plástico, numa lixeira. Realidade ou sonho?»
Este espectáculo «explora o limbo da percecção e da memória, a fronteira ténue entre o real e o imaginário, onde os pesadelos um dia já aconteceram».

«Mima – Fatáxa», de João Sousa Cardoso
Nos dias 30 e 31 de maio, o TMG apresenta o espetáculo «Mima – Fatáxa», de João Sousa Cardoso com Ana Deus e Ricardo Bueno e a partir de textos de Almada Negreiros.
O espectáculo contará ainda com a participação de outras 20 pessoas a seleccionar e por isso o TMG procura voluntários em situação de desemprego que pretendam aderir ao projecto. Para participar só têm que inscrever-se o quanto antes na Bilheteira do TMG e explicar o que os motiva a cooperar. A inscrição é gratuita. Haverá ensaios entre 26 e 29 de maio no TMG, 6 horas por dia.

A «Vida Subterrânea» de António Jorge Gonçalves
Está patente na Galeria de Arte do TMG até 13 de julho a exposição «Subway Life (Vida Subterrânea)» de António Jorge Gonçalves.
«Subway life» é o projecto que levou António Jorge Gonçalves a desenhar pessoas sentadas em carruagens do Metro. Tudo começou em Londres – onde o artista residiu durante três anos – com um exercício que consistia em desenhar a pessoa que se sentasse à sua frente no Metro.
A exposição agora apresentada mostra uma seleção desses desenhos ampliados à escala humana, criando assim um efeito surpreendente de proximidade com estes desconhecidos.
A exposição pode ser visitada de terça a quinta feira das 16h00 às 19h00 e das 21h00 às 23h00, sexta das 16h00 às 19h00 e das 21h00 às 24h00, sábado das 15h00 às 19h00 e das 19h00 às 24h00 e domingo das 15h00 às 19h00. A entrada é livre.
plb (com TMG)

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