Américo Rodrigues foi demitido de director do TMG

Américo Rodrigues - Guarda - Capeia Arraiana

O director artístico do TMG-Teatro Municipal da Guarda, Américo Rodrigues, foi demitido pelo actual presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro. O agora ex-director foi o responsável pela programação do TMG desde 2005.

Apresentação do livro de Américo Rodrigues na Fábrica de Braça de Prata em Lisboa - Abril de 2009 - Capeia Arraiana

Apresentação do livro de Américo Rodrigues na Fábrica de Braça de Prata em Lisboa – Abril de 2009

Américo Rodrigues explica a demissão na primeira pessoa na sua página no Facebook.
«Fui demitido do cargo de director artístico do Teatro Municipal da Guarda pelo actual presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro. O pretexto para a demissão, feita por telefone, foi a convocatória que fiz para uma conferência de imprensa onde tencionava esclarecer um processo de contratação artística (que o autarca publicamente colocou em causa com considerações impróprias e ofensivas). Tanto a convocação de conferências como a representação da Culturguarda são tarefas que me estão distribuídas em contrato. Achei também que devia defender a honra dos profissionais do TMG e a imagem da Culturguarda.
Estive no TMG quase nove e ele corresponde a um “sonho” de vários anos. Vou embora com a consciência tranquila de que fiz o melhor que sabia e podia, de forma a que o TMG fosse uma referência nacional.
Obrigado a todos os que colaboraram comigo e com o TMG nestes últimos anos.»

Américo Rodrigues nasceu no Barracão, concelho da Guarda, cidade onde frequentou o ensino básico e secundário. É licenciado em Língua e Cultura Portuguesas pela Universidade da Beira Interior e possui o grau de Mestre em Ciências da Fala e da Audição pela Universidade de Aveiro.
Foi animador cultural (coordenou o serviço na Câmara Municipal da Guarda), cofundador do Grupo de Teatro Aquilo, que agitou culturalmente a Guarda na poesia, no teatro, no cinema, na música, etc., e mais recentemente do Projéc~.
Dirigiu vários festivais de música, teatro e performance.
Tem obra publicada na área da poesia, dramaturgia ou sob a forma de crónicas. Na área de teatro, para além de ator, escreveu, entre outras, as peças “Culpas», «Bestiário», «Memória de sombras e pedras», «Mão deslizante sábia no amor invisível», «O mal» e «Como um relâmpago».
Foi coordenador dos «Cadernos de Poesia do Grupo de Teatro Aquilo», do «Boletim Oppidana», da coleção de cadernos «O Fio da Memória», da revista «Praça Velha» e dos «Cadernos TMG».
Considerado o maior nome da Poesia Sonora em Portugal, tem discos gravados e realizou atuações em vários festivais da Europa e da América do Sul. Trabalha a nível experimental com a voz desde 1979, altura em que estagiou com a actriz Catherine Dasté em Paris. Poeta sonoro, ator, encenador e programador de eventos culturais, autor de vários livros, diversas plaquetas e poemas-objetos publicados, tem desenvolvido um trabalho contínuo de improvisação vocal para teatro, música, poesia, dança e performance. Para além da voz tem utilizado brinquedos, apitos, silo metálico, buzinas de ar e cornetas de plástico. Participou em vários workshops de improvisação musical e vocal. Américo Rodrigues, pioneiro da poesia sonora em Portugal, lançou o primeiro disco de «música vegetal» (Aorta tocante) onde utiliza um instrumento popular vegetal (pecíolo de aboboreira), cujo som inusual é uma «espantosa» descoberta musical.
Destaca-se também na imprensa escrita e na rádio. Colunista em vários jornais, especialmente no Terras da Beira, foi-lhe atribuído o «Prémio Gazeta de Jornalismo Regional» e o «Prémio Nacional de Jornalismo Regional».
Participou no Anuário de Poesia da editora Assírio & Alvim em 1984, 1986 e 1987, na Seleção de Poesia Portuguesa Tempo Migratório da editora Lumiar e na antologia de poesia Gabravo.
Em 2011 foi homenageado pelo Ministério da Cultura, que lhe atribuiu a Medalha de Mérito Cultural, pelo contributo para o desenvolvimento cultural da região da Guarda.
Ocupa o cargo de Diretor Artístico do Teatro Municipal da Guarda (TMG) desde 2005.
jcl (com Américo Rodrigues e J. Alberto Ferreira)

5 Responses to Américo Rodrigues foi demitido de director do TMG

  1. João Duarte diz:

    Esperava-se outra coisa de alguém que odeia a Cultura, como Álvaro Amaro? finalmente a grande oportunidade de se poder ver o Quim Barreiros no TMG.

  2. maria diz:

    E viva a pimbalhada!!

    Há muitos amaros por aí, infelizmente. Américo Rodrigues fez (e fará) muito pela Guarda. É bom recordar que ainda há bem pouco tempo recebeu a medalha de mérito da ministra da cultura, algo que amaro nunca receberá, nem comprando-a!

  3. José Antunes Fino diz:

    Ora, aqui está a vingança a servir-se fria!!!

  4. Hélder Pires diz:

    Mais um Lara?

  5. Jorge Cláudio Marques da Silva diz:

    Começou a caça às bruxas no concelho da Guarda e como o senhor já deu cabo da caça, vamos a ver a caçada (vulgo rolar de cabeças) que se irá seguir. Tomem bem atenção à lista das cabeças a fazer rolar.
    Jorge Silva.

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