Maçonaria e progressismo – uma velha aliança

Manuel Leal Freire - © Capeia Arraiana

Ainda antes de 1793, data da Revolução Francesa, já esquerdistas e franco mações conspiravam juntos.

Thomas Jefferson

Thomas Jefferson

Conhece-se o importantíssimo papel que as lojas maçónicas francesas tiveram na independência dos Estados Unidos
Conhece-se, por igual, a importância dos mações norte-americanos no derrube de Luís XVI e na evolução das perturbações que se iniciaram com a tomada da Bastilha.
Os Estados Unidos tiveram uma enorme responsabilidade não só no desencadear e triunfo interno da Revolução como posteriormente na divulgação da sua doutrina, no desenvolvimento de falsas ideias filosóficas, políticas e económicas.
Existe um laço indiscutível, aliás nunca sequer discutível entre a independência americana e a Revolução Francesa.
Uma e a outra lançaram as bases de uma desregulamentação organizada e sistemática de todas as actividades humanas.
Há, entre elas uma estreita ligação, pelos princípios que as informam e os homens que as executam.
Em Julho de 1789, o embaixador dos Estados Unidos em França era Thomas Jefferson.
E nós vemo-lo em quatro exactamente desse mês de Julho a reunir à sua mesa La Fayette e os principais membros da colónia americana em Paris.
A seguir ao catorze de Julho os Estados Unidos intervêm abertamente na política francesa. Sabe-se hoje que por pressão das lojas maçónicas.
O embaixador estadunidense era objecto de contínuas solicitações, porque a França, nação muito envelhecida em contraste com a juventude norte americana necessitava do apoio.
Foi assim que o arcebispo de Bordéus, Chapion de Cité, deputado e presidente do comité da Constituinte apelou para Jefferson para que este participasse em Versalhes nas sessões da Câmara, esclarecendo e iluminando os seus membros.
Como veremos o mesmo Jefferson intervir a pedido de La Fayette na discussão sobre o uso do direito de veto. Eram as lojas maçónicas a servir de ponto de encontro entre os influentes das duas comunidades.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

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