Um drama

Manuel Leal Freire - © Capeia Arraiana

«La grande presse ayant passé tout entière entre les mains de l’argent, la liberté de l’esprit s’est réfugiée dans les lettres confidentielles de petits journaux locaux et des hebdomadaires politiques qui arrivent dificilement à vivre.»

Jacques Ploncard d’Assac

Jacques Ploncard d’Assac

Esta constatação de Jacques Ploncard d’Assac, no seu interessantíssimo livro Le Poids des Clefs de Saint Pierre-le Reste de la Verité, soa como um verdadeiro grito de alarme, pois a verdade é que aqueles que defendemos a civilização cristã em toda a sua autenticidade não possuímos mais do que medíocres meios de comunicação e informação.
É certo que a nossa audiência é muito maior do que a fraqueza dos nossos meios de difusão. Mas, para além de atacados por armas infinitamente mais poderosas, enfrentamos ainda a conspiração do silêncio.
Acrescente-se que nós, gente de direita, talvez por não dedicarmos uma especial atenção às coisas do dinheiro, somos pouco atreitos à cooperação, através da subscrição de fundos. Em contrapartida, nos países mais afirmadamente democráticos – Europa Ocidental e América do Norte – os progressistas dominam totalmente os meios de comunicação, esparzindo uma doutrina, fruto essencialmente de quatro factores – todos eles opostos a civilização católico-romana.
A começar pelo protestantismo. Que, de início, austero e rígido, se diversificou nos dois últimos séculos, com o aparecimento de numerosas seitas, evolucionando para a indiferença, o agnosticismo, mesmo para o ateísmo.
Em segundo lugar, o espírito do seculo XVIII, a partir de 1789, genericamente o espírito dos chamados direitos do homem e do cidadão.
Há laços muito estreitos entre a reforma protestante, a revolução francesa e a independência dos Estados Unidos.
Estultícia seria ignorar o lugar e o papel deveras importantes das sociedades secretas. Desde logo, a Maçonaria, verdadeira instituição nacional nos países da América do Norte, mas também uma vasta gama de seitas menores, misturas de mistificações e actividades bizarras, ligadas entre si por um comum antropocentrismo e sempre orientadas contra a tradição da Igreja de Roma.
E não pode esquecer-se também o papel das organizações estreitamente dominadas pelo judaísmo.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

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