Freguesias do concelho do Sabugal em 1758 (23)

Censos 1758 - © Capeia Arraiana

:: :: QUADRAZAIS :: :: Os manuscritos depositados na Torre do Tombo, em Lisboa, são a resposta a um inquérito censório a todo o reino assinado pelo Marquês de Pombal três anos após o terramoto de 1755. O Capeia Arraiana está a publicar as respostas dos párocos das paróquias das 40 freguesias do concelho do Sabugal agora que, pelo menos 10 das retratadas, vão desaparecer para sempre por obra e graça dos senhores mandantes da troika europeia.

Igreja do Cemitério de Quadrazais - Sabugal - Capeia Arraiana

Igreja do Cemitério de Quadrazais – Sabugal

QUADRAZAIS«O prior, Francisco Xavier de Távora, dá-nos informações acerca do Cabeço das Fráguas, onde há uma lage virada ao Nascente com uns caracteres que se não deixam conhecer.»

Comarca da Guarda, Termo da Guarda, Bispado da Guarda.
Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), Dicionário Geográfico, vol. 30, doc. 251, p. 1901.
Património arquivista da Paróquia de Quadrazais (Sabugal) entre 1665 e 1911.
Aqui.

1 – Este Lugar de Coadrazaes tem a sua denominaçam de huma Ribeyra chamada Coa que junto a esta passa, em espaço de seis centos passos, pouco mais ou menos. Fica na Provincia da Beyra, no Bispado de Lamego, Comarca de Castello Branco, termo da Villa do Sabugal, e hé em sy freguezia de Nossa Senhora da Assumpçao.

2 – Hé este Lugar de El Rey Nosso Senhor, e nam tem outro Donatario.

3 – Tem cento e noventa vizinhos, pessoas mayores quatro centas e outo, e pessoas menores cento e vinte e huma, que todas fazem o numero de quinhentas e vinte e nove, menos as crianças.

4 – Está situado este povo em hum meyo monte por declivio ao Sul e Meyo Dia, correspondendo para a parte que lhe corre o dito Rio Coa e delle se avista alguma parte.

5 – Nam tem termo algum seu, mas sim hé termo da Villa do Sabugal, na distancia de huma grande legoa.

6 – A Parochia está dentro do dito Lugar, e tem de treguezia huma Aldea que chamão Cazas do Ouzendo; esta tal Aldea tem sessenta e seis vizinhos, pessoas grandes cento e sessenta e duas, menores trinta e duas, que tudo faz numero de cento e noventa e quatro. Tem mais huma Quinta chamada Aguas do Bacello, que tem tam somente dois vizinhos, e quatro pessoas.

7 – O orago desta freguezia hé Nossa Senhora da Assumpçao; Tem a Igreja quatro altares, a saber: o Mayor, em que está colocado o Santíssimo Sacramento e tambem a mesma Senhora; tem os tres colaterais: hum da parte esquerda em que está o Menino Jesus, e da parte direita tem hum tam somente em que está Santa Luzia; e todos fazem o dito numero dos quatro altares. Tem a dita Igreja tres arcos por todo o corpo della, e não tem outras naves. Tem somente huma Irmandade das Almas, erecta no dito altar de Santa Luzia.

8 – O Parocho da dita Igreja hé Abbade de aprezentaçam alternativa entre a Curia Romana e o ordinario Bispo do Bispado. Acha-se o Benefício dotado em trezentos mil reis de renda.

9 – Ao item nono, nam há que responder.

10 – Ao decimo, da mesma forma; e ao undecimo, e ao duo-decimo da mesma.

13 – Toda a freguezia tem septe Capellas ou Ermidas, quatro ao pé do povo, e duas em mediana distancia; e na Aldea Cazas do Ouzendo tem huma, que todas fazem o dito numero das septe. Das quatro ao pé deste povo, huma hé do Senhor Santo Crhristo, outra de Santo Antonio, outra de Sam Sebastião, e outra de Sam Mamede. Das duas mais distantes, huma hé de Sam Giens e outra do Espirito Santo. Todas estas Capellas se guizão e paramentam por todos os moradores deste povo e freguezia, e dos seus reziduos toma conta o Ordinario do Bispado. A das Cazas do Ouzendo hé da invocação de Sam Sebastiam, que guiza e paramenta aquella Aldea.

14 – A Capella ou Ermida do Espirito Santo está situada no Bispado da Guarda, no termo da Villa da Sortelha, e não obstante se admenistra pello ordinario do Bispado de Lamego e pello Abbade desta freguezia, desde tempo que excede a memoria dos homens. Á tal Capella costuma ir em romagem tanto este povo, como o de Santo Estevao, o de Malcata, o de Val de Espinho e o dos Foyos. A mesma Capella constuma ir todos os annos o Parocho desta freguezia em procissam todos os outo domingos que se contam do da Ressurreiçam de Christo Senhor Nosso athá o de Pentecostes, e nas mesmas ocazions, que sempre sam de tarde, se custumam cantar vesperas do Espirito Santo, e tem os mordomos da Confraria obrigaçam de dar de cear aos clerigos, pella tal acçam.
No Domingo de Pentecostes vay o Parocho com toda a freguezia em procissão a dita Capella, e se solemniza a festividade do Divino Espirito Santo com a missa cantada, e o mais que permite a possibilidade do Paiz, e no tal dia tem os mordomos da Confraria de dar de jantar e cear aos clerigos; na terceyra outava de Pentecostes, torna o Parocho desta freguezia, com os freguezes, em procissam á dita Capella, e se repete a mesma solemnidade, a qual tem tambem obrigacâo de asistir os Parochos e freguezes, com suas cruzes, bandeyras, guiões e mais insignias da freguezia de Malcata, Val de Espinho e dos Foyos, cujastres freguezias se devem encorporar com a deste povo, e assistir á dita solemnidade, a qual se faz por conta do concelho deste povo, e justissa, em razam de votos antigos, que se fizeram huns por respeito das guerras, outros por respeito da Dafanhola que destruhia os fructos, e tambem por outras necessidades.
O dito concelho e justissa deste povo tem por obrigaçam de dar de comer, e pagar aos clerigos que assistam a esta festa com o Parocho, e tem toda esta freguezia por estilo, irem naquele dia jantar cada hum como pode áquelle sitio, que dista hum bom quarto de Iegoa, e só a justissa tem obrigaçam de lhe dar vinho, cujas acçoins se diz foram introduzidas por circunstancia de voto. E nam consta de mais romagens que se façam a esta e ás mais Capellas.

15 – Os fructos de mayor abbundancia, que se costumam colher nesta freguezia, sam trigo, centeyo, castanha e vinho, e de tudo isto pouco, por ser paiz frigidissimo, e ter sido este povo, na guerra próxima passada, invadido e saquiado do inimigo, que lhe levou todo o movel, e deixou impossibilitado para cultivar as fazendas, o que sucedeu no anno de septe centos e sete.

16 – Nam tem este povo juiz ordinario, só sim o tem pedaneo, e está sugeito, como ja dice, á justiça da Villa do Sabugal. O que muito lhe peza.

17 – 18 – 19 – A estes itens nam há que responder.

20 – Nam tem este povo correyo, e se serve do correyo da cidade da Guarda, na distancia de seis legoas, e tambem do da Villa e Praça de Penamacor na distancia de quatro; e tam somente há poucos annos que na Villa do Sabugal, de que hé termo, há hum estafeta, que leva e traz as cartas a dita cidade da Guarda, de que melhor agora se valle, por ficar na distancia de huma legoa.

21 – Dista este povo da capital do Bispado vinte legoas, que hé a cidade de Lamego, e de Lisboa, capital do Reyno, dista sincoenta legoas.

22 – 23 – 24 – A estes itens nam há que responder.

25 – Nam hé murado este povo, e somente tem na sua circunferencia a bocas ruas, humas chamadas trincheiras, com alguns portados para se servir, cujas trincheyras hoje se acham demolidas, e somente no tempo da guerra se acode a repará-las. Tem mais na circumferencia da Parochia hum chamado reduto, ou fortim, com sua tal e
qual torre, que hoje tudo se acha tambem demolido.

26 – Pella Mizericordia Divina, nam padeceu este povo ruina alguma no Terramoto de mil septe centos e sincoenta e cinco, nem consta que por estas vizinhanças se padecesse, mais que tam somente na cidade de Coria, Reyno de Castella, distante deste povo nove legoas que cahio (…) no dito, e se consta que matou alguma gente.

27 – A este item, vinte e sette e ultimo, nam há que se possa responder.

Resposta ao que se dá sobre a Serra, na forma que determina o dito folheto:
1 – A Serra que se acha mais immediata a este povo de Coadrazaes, hé huma chamada a Serra da Lomba, que dista deste povo, para a parte do Sul hum tiro de bala de artilharia.

2 – Há na dita Serra quatro Iegoas de cumprimento e huma legoa de largura; principia em huma Serra que chamam a Serra da Nave Molhada, ou por outro nome a’ Serra das Mezas, e acaba junto a hum povo que chamam o Meymam.

3. – Os braços desta Serra nem os tem, antes hé ella, e se pode chamar braço da dita Serra da Nave Molhada ou das Mezas, cuja Serra se lhe dá o nome de Serra das Mezas, por partir em ella quatro Bispados, dois de Portugal e dois de Castella; os dois de Portugal sam Lamego e Guarda e os de Castella sam Cidade Rodrigo e Coria, e se conta por tradição que se chama Serra das Mezas porque naquelle sitio se juntam os quatro Bispos, de cada hum em seu Bispado, e á sua meza; porém isto nam se verifica. A dita Serra das Mezas, ou por outro nome Nave Molhada, dista deste povo duas legoas e meya, e conserva em pouco espaço estes nomes, porque tambem hé braço de outra Serra chamada a Serra de Xalma, que está junto a huma Villa de Castella chamada Sam Martinho de Trebejo, cuja Serra vay continuando em distancia de dezasseis Iegoas as eminentes serras; se repartem outros braços pellas serras que chama as Serras de Fundes, que sam eminentes e dilatadas, que nas suas concavidades se observam certas povoaçoens incognitas, que há poucos tempos foram descobertas, cuja gente se diz nam tinha conhecimento da Religiam Catholica, e o primeyro que a catequizou se diz com certeza que fora hum Bispo da cidade de Coria, chamado Fulano Porras, por serem de seu Bispado, e ainda hoje se diz nas ditas povoaçoens que sam “El Mundo Nuestro en Castilla”, cujo paiz fica para a parte do nascente no Fieyno de Castella.
A tal Serra da Nave Molhada, ou por outro nome das Mezas, reparte dous braços, hum que vem a vista deste povo, que se chama como digo a Serra da Lomba, e o outro nam se Iha dá nome, mas vay partindo por espaço de quatro Iegoas a raya deste Fleyno com o de Castella, passando a hum grande monte ou cabeço chamado a Marrana, e deste a outro chamado a Marraninha, e no fundo deste acaba, perto da Villa de Penamacor huma Iegoa, aonde chamam o Madram.
Duas Ribeyras nascem nos principios das duas ditas serras ou braços, entre huma e outra; no principio da chamada Serra da Lomba nasce huma Ribeyra chamada do Alizo, que conserva a distancia de legoa e meya este nome, e passa a chamar-se Rybeyra da Meymoa, cujo nome conserva thé morrer no Rio chamado Zezere, cujas distancias ignoro. A outra Ribeyra nasce no principio da serra ou braço que divide a Raya; esta se chama Bazadega, cujo nome conserva por distancia de tres legoas, e no tim toma o nome de Ribeyra do Rio Torto; e na distancia de legoa e meya, toma o nome de Ribeyra da Elja, cujo nome se vay consen/ando por espaço de quatro legoas, athé morrer em o Rio chamado Tejo, junto ou perto da Praça de Salvaterra, para a parte do Sul, para onde tambem corre o sobredito Rio Zezere, aonde fenece a Ribeyra da Meymoa.
Junto á Serra ou braço chamado da Lomba, para a parte do Norte, nam ha mais povoaçoens do que o Lugar de Val de Espinho, este de Coadrazaes, o Lugar de Malcata e do Meymam; e para a outra parte nam tem nenhuma, como tambem as nam tem o braço ou serra que divide a Raya, nem de hum lado nem do outro.

6 – 7 – A estes nam há que responder.

8 – Nam tem as duas ditas serras ou braços, plantas ou ervas medicinais algumas que se conheçam, e tam somente, para algumas partes dellas, se costuma semear algum centeyo, mas muito pouco, por serem montozas e frias.

9 – A este não há que dizer.

10 – A qualidade ou seu temperamento hé muito frio, de forma que todos os invernos se colmam de neve, e a consen/am ás vezes por tempo de dous mezes.

11 – Nas ditas serras pastam bastantes gados miudos, como cabras, e tambem nellas se cria bastante caça grossa e miuda, porque criam cervos, javaliz, corços, perdizes e coelhos.

Aos interrogatorios duodecimo e decimo terceiro nam há que responder.

Resposta sobre a Ribeyra deste Lugar:
1 – Junto a este povo de Coadrazaes, como já se disse, passa huma Ribeyra chamada Coa. Esta nasce, distancia deste povo duas legoas, perto de huma Aldea chamada Foyos, em hum sitio chamado Currais das Moreyras, de fronte de hum cabeço que chamam o Cabeço Vermelho, na distancia de dous tiros de mosquete da Serra já nomeada da Nave Molhada ou das Mezas.

2 – Nasce a dita Ftibeyra dando vista ao Norte, logo bastantemente vigoroza, porque em menos de meyo quarto de Iegoa moem logo nella moinhos. Corre todo a anno por estas vizinhanças, em espaço de outo ou nove Iegoas, sem embargo de que, haverá seis annos, secou no tempo de Verão, em muitas partes, mas foy cazo que outro se não conheceu dos nascidos.

3 – As Ribeyras de que tenho noticia entram nella, há huma chamada dos Sargaçais, perto da Villa do Sabugal; outra chamada a Ribeyra de Pega, perto de hum povo que chamam Rapoula; outra chamada Ribeyra de Villar Mayor, junto a hum povo que chamam Vadamallos.

4 – Nam me consta, que a dita Ribeyra seja navegavel, e só tenho noticia, que lá perto donde se mete no Rio Douro, tem suas barcas de passagem.

5 – He de curso arrebatado, em toda a sua distancia, menos em algumas partes, mas em muito pouco espaço, como em alguns açudes ou pedaços de terra que chamam veigas.

6 – Tem a dita Fiibeyra o seu nascimento ao nascente do Sol, sem embargo, de quando nasce dá vista ao Norte, como levo dito, e leva o seu decurso a Nordeste para o Poente.

7 – Os peixes que cria nestas vizinhanças, por serem aguas muito frias, sam trutas com suficiente abundancia, cria tambem barbos, bordallos e bogas, no espaço de tres legoas de distancia, e no mais espaço do seu decurso, jaá cria poucas trutas, por serem aguas mais quentes, mas cria em mais abundancia dos mais peixes acima nomeados, e mais criaria se o tempo ou mezes defezos com rigor se observassem, e se prohibissem os materiais que no Rio se lançam para matar os peixes, com que morrem grandes e pequenos.

8 – Em todo o tempo do anno, há na dita Ribeyra pescarias, porque se não observam os tempos prohibidos pella ley do Reyno.

9 – Por estas vizinhanças, em espaço de quatro legoas, não me consta que na dita Ribeyra haja pesqueyros, porem mais abaixo, me consta que alguns há de pessoas particulares.

10 – Em alguns sitios da dita Ribeyra, se cultivam as suas margens, como na Villa do Sabugal, e junto a hum povo Vadamallos, e em outros sitios mais; mas nam me consta de que se valham das aguas de tal Flibeyra para a cultura dos campos, o que tudo hé incuria dos habitadores.
Athé onde chega a minha noticia, nem me consta que tenha arvores de fructo; sem embargo que as poderá ter, em muitas partes, se houvesse curiozidade. De arvores sylvestres tem bastantes, na mayor parte de seu decurso, como sam amieyros e outras mais de semelhante qualidade.

11 – A este nam há que responder.

12 – Desde o seu nascimento athé onde morre, sempre conserva o mesmo nome, nem consta que em tempo algum tivesse outro.

13 – Vay morrer em hum Ryo chamado Douro, em distancia de dezasseis legoas, nas vizinhanças de huma Villa chamada Villanova de Foscoa, e naquelle sitio hé só que perde o seu nome.

14 – Nam tem a tal Ribeyra capacidade que admita navegaçoens, porque suposto leve bastante agua e hé bastantemente caudaloza, contudo nam se pode navegar, por razam de serem sitios muito fragozos as mais das partes por onde passa, alem de que tambem nam leva aguas bastantes para navegaçoens. Nam me consta que tenha cachoeyra ou reprezas grandes, e só sim pella mayor parte della tem quantidade de
assudes e pegos, por razão dos moinhos que nella há.

15 – Athé onde se estende a minha noticia, me consta que a dita Ribeyra tem sette pontes: duas dellas com pilares ou cortamares de cantaria; e o pavimento de madeyra; huma ,dellas está em huma Aldea chamada Val de Espinho e outra está neste povo de Coadrazaes. Das cinco de cantaria huma está na Villa do Sabugal, outra que chamam a ponte de Sequeyros, perto de hum povo chamado Miuzella, outra junto a Villa de Castello Bom, outra meya legoa distante da praça de Almeyda, e outra perto de hum povo chamado Sinco Villas.

16 – Só me consta que a dita Ribeyra, pella mayor parte della, tem moinhos, e de que tenha lagares ou pizoens me não consta.

17 – Conheço-me lembrado de que haverá vinte annos, pouco mais ou menos, vieram as vizinhanças de este povo certos homens, e que com instrumentos que traziam, tiraram nas areas e entre as pedras desta Ribeyra algum ouro, mas muito pouco, e por tirarem pouco lucro nam repetiram a vinda mais que em duas ou tres ocazioens.

18 – Nam me consta que no uzo das aguas da tal Ribeyra, para a cultura dos campos, haja pençam alguma nestas vizinhanças, mas antes, dellas se uza livremente pelos habitadores, e melhor podiam uzar, se nam foram negligentes.

19 – Tem a tal Ribeyra dezasseis Iegoas de curso, pouco mais ou menos em direytura, que tantas sam as que fazem da Aldea dos Foyos, aonde nasce, a Villa Nova de Foscoa, onde morre; passa por meyo da dita Aldea dos Foyos, vem á vista do Lugar de Val de Espinho, á vista deste de Coadrazaes, á vista do Lugar da Rapoula, á vista de Val Longo e Seixo do Coa, á vista de Vadamallos e Porto de Ovelha, cujas povoaçoens se acham na distancia de quatro legoas em direitura de tal Ribeyra, e nam
chega a mais a minha noticia neste particular.

20 – Ao vigessimo não há que responder.

Vai respondendo ás circunstancias expressadas nos interrogatorios do folheto junto, com aquella exacçam que coube na minha capacidade, e se por algum modo faltasse, nam foi em mim malícia, mas poderia ser negligencia, porque me confesso sugeito e offerecido a qualquer correcçam que justamente mereça.

Coadrazaes, de Abril 18 de 1758.
O abbade: Paulo Correa da Costa.

Ver perguntas do inquérito. Aqui.
Fonte: Alfaiates-Na órbita da Sacaparte. Autores: Pe. Francisco Vaz e Pe. António Ambrósio.
(Continua.)

jcl

Deixar uma resposta