O exemplo da Dona Rosa

José Manuel Campos - Nascente do Côa - © Capeia Arraiana

Ontem a minha esposa pediu-me para ir com ela à freguesia da Nave comprar alguns mimos da horta, para replantar no quintal que possuímos junto da nossa residência.

O viveiro da Dona Rosa

O viveiro da Dona Rosa


Meruge

Meruge

Confesso que fiquei agradavelmente surpreendido quando cheguei à propriedade da D.ª Rosa, com tudo aquilo que vi. Um autêntico viveiro com os mais variados produtos da horta.
Conversei algum tempo com essa grande empreendedora tendo-me dito que é ela que trata de tudo. Até me disse que o marido não a pode ajudar uma vez que tem problemas de saúde.
Disse-me a D.ª Rosa que este ano a afluência ao seu viveiro tem sido muito maior e que não tem dúvidas de que este fenómeno tem a ver com a crise que o país atravessa. Confessou-me que têm aparecido pessoas, a comprar, que nunca tiveram horta mas que agora decidiram fazer este tipo de experiência.
Agriões

Agriões

No espaço, viveiro, da D.ª Rosa, há um pouco de tudo. Desde as couves, cebolo, tomateiras. pimenteiros, alfaces, agriões, até à surpreendente meruge.
Mas agora pergunto: Com esta crise, de que tanto se fala, quantas Donas Rosas, Marias, Zés e Manéis poderia haver na nossa zona e em muitas outras? É que a Dona Rosa não tem emprego. Tem trabalho.
Mas já agora deixem-me dizer que a D.ª Rosa ainda trabalha nessa admirável casa social «Paz e Bem», do Soito, e ainda tem tempo para se dedicar a estes aspetos agrícolas.
Informo que esta Valente Senhora é natural do Soito e é empreendedora como o são a grande maioria dos Soitenses. Parabéns.

Anexo algumas fotografias que comprovam aquilo que acabo de escrever.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

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