PS critica postura de Robalo na Assembleia

Partido Socialista Sabugal - Capeia Arraiana

Em comunicado, a concelhia do Partido Socialista do Sabugal critica duramente a atitude do presidente da Câmara, António Robalo, na última Assembleia Municipal, acusando-o de não ter respondido cabalmente às dúvidas e pedidos de esclarecimento que lhe foram formulados sobre diversas matérias. Transcrevemos na íntegra o texto do comunicado.

«Na sessão da Assembleia Municipal do Sabugal de 19 de Abril, o Partido Socialista colocou ao presidente da Câmara algumas questões, que apenas mereceram respostas vagas e inconclusivas e, nalguns casos, o puro silêncio. Esta atitude encerra uma visão autoritária do cargo que ocupa, falta de humildade no exercício de funções públicas e, sobretudo, desrespeito por aqueles que os munícipes elegeram para os representarem no órgão fiscalizador da actividade da Câmara Municipal.
As primeiras perguntas tiveram a ver com a inestética serpentina de cimento que foi colocada junto ao castelo da aldeia histórica de Vilar Maior. Quanto custou a obra? Foi candidatada a fundos comunitários? Foi consultada a Direcção-Geral do Património? Quem autorizou? Estas questões, que julgámos pertinentes, não mereceram respostas cabais, o que nos adensa a dúvida acerca da legalidade e da oportunidade de tal obra.
Seguidamente questionaram-se as razões por que não foi prestado um apoio mínimo aos sabugalenses que participaram na Conferência Internacional de Geociência, realizada na Áustria, onde falaram sobre as potencialidades do concelho do Sabugal nesse domínio. O presidente, menosprezando a iniciativa e o esforço dos jovens, teve o desplante de comparar a actividade a que se dedicam e que os levou a participar na conferência com, citamos, “fotografar andorinhas”! Esta arrogância e menosprezo pelos jovens que levaram o concelho além-fronteiras é inqualificável e apenas demonstra a falta de visão e de sentido de responsabilidade de um presidente que há 16 anos está na Câmara e ainda não aprendeu a valorizar o esforço de cada sabugalense pelo bom nome do seu concelho. Face à insensatez do presidente, o PS apresentou uma recomendação para que o assunto seja discutido na próxima reunião de Câmara, de modo a que o executivo, se assim o entender, delibere dar aos jovens o incentivo que merecem. Mau grado a aprovação dessa recomendação pela maioria dos deputados, o presidente, dando azo à arrogância que não consegue disfarçar, fez questão de afirmar que “não passa duma recomendação”. Em qualquer Município do País, o presidente é o primeiro a agradecer e agraciar o esforço dos jovens na inovação. O presidente António Robalo age porém ao contrário: ridiculariza-o!
Outra questão colocada foi acerca dos rumores que apontam para a perspectiva do regresso da engenharia militar à obra de ligação à A23. O presidente nada esclareceu, limitando-se a afirmar ser a favor da continuidade da obra. Ainda que declare defender a obra, a verdade é que decidiu por cobro à sua execução e nunca informou os munícipes quanto à altura e à forma de a retomar. Esse confessado desejo de reactivar os trabalhos poderiam tê-lo levado a usar o montante do saldo de gerência para esse efeito, mas as eleições que se aproximam e a vontade de ser reeleito a todo o custo ditaram-lhe a preferência em usar esse saldo para obras e transferências que melhor garantam a colheita dos votos!
Outra questão aflorada teve a ver com a solicitação do ponto de situação da Empresa Sabugal+. Os novos estatutos já foram enviados para a entidade competente? Já há resposta? Continua a acreditar que a proposta apresentada à Assembleia é a melhor solução? Já avaliou se essa proposta está coberta pela legalidade? Mais uma vez a resposta do presidente nada esclareceu e o PS, assumindo a sua responsabilidade perante os munícipes, propôs novamente a constituição de uma comissão de acompanhamento deste processo. A proposta foi chumbada, retirando mais uma vez aos trabalhadores da empresa a possibilidade de acompanharem e contribuírem para um processo que não pode acabar com a sua colocação no desemprego.
Finalmente, o PS procurou saber o estado de dois processos que têm sido badalados na opinião pública mas sobre os quais a Câmara colocou um pesado manto de silêncio: os empreendimentos “Ofélia Club” e “Veneza da Beira”. Sobre o primeiro importa saber para quando está previsto o início da construção em Malcata do complexo de «residências turísticas assistidas» e da unidade hospitalar, que constam no projecto. Se afinal o mesmo não vai avançar, como então se justifica o gasto sucessivo e expressivo na compra e na expropriação de terrenos?
Relativamente ao projecto “Veneza da Beira”, importa perceber onde acaba a realidade e onde começa a utopia. A questão relevante é perceber quanto foi gasto no anteprojecto, ou na “ideia” como lhe chamou o presidente no seu facebook: “Este foi um ensaio, uma ideia levada à estrutura de anteprojecto que pretendeu ser uma matriz orientadora para qualquer intervenção na cidade do Sabugal”. Se o projecto é afinal uma utopia, como imaginamos, em que consistirá então a «Requalificação Urbana de Arruamentos e Espaços Públicos da Cidade do Sabugal», cujo investimento consta no orçamento de 2013? Será apenas mais uma manobra eleitoralista? Também estas questões não mereceram qualquer resposta.
O presidente tem o direito à resposta vaga e até ao silêncio quando, politicamente encurralado, nada sabe esclarecer, mas terá de ter presente que está na Câmara eleito pelos cidadãos, cumprindo funções públicas, de enorme responsabilidade e de apertada exigência. Se não é capaz de cumprir as funções para que se candidatou e para as quais foi eleito, têm os sabugalenses o direito a procurarem outras alternativas.
O PS, como partido responsável e principal actor na política concelhia, trabalha nesse sentido, preparando soluções que vão de encontro à necessidade de garantir um futuro próspero para este concelho.
Nuno Teixeira – Presidente da Comissão Politica Concelhia do PS»

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