Porque hoje é 25 de Abril!

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Hoje, como em 1974, volta a estar na ordem do dia a luta por um Portugal mais democrático, mas, sobretudo, mais coeso social e territorialmente.

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A política traidora e criminosa que os atuais governantes conduzem, numa prática cega de submissão internacional e de ataque continuado à maioria dos portugueses, faz retroceder as condições de vida em Portugal às registadas em 1974.
Pessoas sem pão para a boca, sua e dos seus filhos; milhares e milhares a emigrarem; acesso à saúde, à educação e à justiça cada vez mais restringidos aos mais ricos; o fosso entre os ricos e os pobres a aumentar; o fosso entre um litoral com tudo e um interior sem nada a crescer; a imposição autoritária de leis e o atropelo às mesmas, quando estas não lhes interessam.
Eis onde nos levam estes «meninos» sem história nem passado, educados em escolas do «safe-se quem puder», para quem um banqueiro valerá sempre mais que um bancário, sempre prontos a venerar os poderosos e a carregar sobre os outros.
É por tudo isto que comemorar o 25 de Abril é um dever de todos os que não se reveem nesta situação.
Mas comemorar o 25 de Abril tem de ser também o momento de, coletivamente, reagirmos.
Foi a maioria do povo português, enganado por cânticos de sereia, que, com o seu voto democrático, colocou estes senhores no poder.
Tem de ser a maioria do povo português, pela sua luta diária e pelo seu voto democrático a correr com estes senhores do poder.

Uma palavra de saudação solidária aos trabalhadores portugueses que dia 1 de maio sairão à rua para comemorar este dia.
Estou certo que todos teremos a ganhar se, mais uma vez, todos os que trabalham se unirem pela construção de um País mais democrático, mais solidário e mais coeso.
Como dizia há um ano, a história ensina que nunca os trabalhadores alcançaram alguma coisa por vontade própria dos patrões ou dos governos.

PS: O Largo da Fonte e os arruamentos que a ele dão acesso, sobretudo as ruas da Fonte, Luís de Camões e Teófilo Braga, continuam a dar do Sabugal uma imagem muito negativa.
As promessas de intervenção multiplicaram-se nos últimos anos, mas a verdade é que tudo continua na mesma, para pior.
Já nem se pedia uma intervenção de fundo, embora tal devesse acontecer.
Mas, pelo menos, que se tapem os buracos e se beneficiem os passeios.
E não haverá possibilidade de, em conjunto com a Viúva Monteiro encontrar uma solução provisória para o estacionamento dos autocarros, alguns deles, pura sucata?
No fim de semana alguém me alertou para o facto de uma árvore (chorão) estar a danificar o muro da fonte, situação que confirmei no lugar.
Aqui ainda não pegou a moda dos medronheiros…

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«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

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