Autárquicas 2013 – Políticas de verdade (1)

Autárquicas 2013 - Sabugal - © Capeia Arraiana

A seis meses das próximas Eleições Autárquicas, os partidos políticos e movimentos independentes já começam desenfreadamente a escolher os seus candidatos para os três sufrágios, Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia, delineando uma estratégia para angariar o maior número de votos no próximo escrutínio. E que os actores façam uma politica de verdade e com verdades.

Penso que este tempo da escolha das equipas é um momento nobre, quer por parte de quem se apresenta a eleições quer dos partidos. Digo eu ser um momento nobre, por que é a escolha de quem nos vai representar e o qual deveria ser feito de uma forma isenta, fora de sectarismos, independente; e quando falo em independente refiro-me a independência de opinião a liberdade de saber distinguir quem tem mais condições de governar. Porque nem todas as pessoas se relacionam positivamente com o poder e referindo Abraham Lincoln «quase todos os homens podem suportar a adversidade, mas se você quiser testar o carácter de um, dê-lhe o poder».
As próximas eleições autárquicas são em minha opinião de extrema responsabilidade e comprometedoras do desenvolvimento de cada região, entre muitos aspectos pela graves crises que actualmente vivemos, falo em crises por que para além da crise financeira vivemos uma grave crise moral, e mesmo de mentalidades.
Neste seguimento – e por que neste dia que ainda não sou candidato a nada –, espero que os actores deste teatro que são as Eleições Autárquicas de 2013, façam uma politica de verdade e com verdades, não enveredem pela demagogia, pelo populismo, pelo mau dizer nem pelas politiquices. A arrogância, a prepotência e o querer por si só não são sinónimos de boa liderança, até por que quem muito promete pouco ou nada fará, visto que os tempos que se avizinham continuam a não ser mais que o mesmo, digamos difíceis.
É nos tempos difíceis que muitas lideranças se destacam pelo seu trabalho, pelo seu afincado desempenho e dedicação deixando marcas, deixando obras concretizadas, e não é preciso olhar para a Europa ou EUA.
São estas actuações que tornam diferentes os candidatos propostos a sufrágio e são estes actores que o país, os concelhos e as freguesias precisam para dar o seu contributo para uma vida melhor.
Termino citando Platão: «Por isso, a arte de saber governar os homens compete a poucos, compete àqueles que detêm o saber.»
Jorge Dias
(Presidente da Junta de Freguesia da Bendada)

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