António J.Vaz toma posição sobre fecho do RaiHotel

Autárquicas 2013 - Sabugal - © Capeia Arraiana

O candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal do Sabugal nas Autárquicas de Outubro, António José Vaz, divulgou uma nota onde toma posição acerca da notícia do encerramento do RaiHotel, que transcrevemos.

A notícia do encerramento do RaiHotel no Sabugal constitui motivo de forte preocupação pelo sinal negativo que representa para o futuro do concelho.
O fecho da prestigiada unidade, pautada por um excelente serviço hoteleiro, não acarreta apenas a preocupação pelo número de funcionários que vão para o desemprego nem pelos efeitos directos noutros sectores da economia local com os quais o hotel se relacionava comercialmente.
O encerramento do RaiHotel foi uma das piores notícias dos últimos anos, atendendo ao simbolismo que a mesma representa.
A experiência e as provas dadas pelo empresário levam-nos a crer que o encerramento se deve, em exclusivo, à inviabilidade financeira do projecto e acreditamos que ele terá feito tudo o que estava ao seu alcance para evitar este desfecho.
A malfadada notícia prova quanto está errada a politica de afirmação e desenvolvimento de um dos sectores por onde deveria passar a aposta no futuro: o Turismo. O enorme potencial turístico do concelho do Sabugal, unanimemente reconhecido, não pode compadecer-se com a hecatombe que o encerramento de uma unidade hoteleira tão emblemática representa. Só a falta de uma visão de futuro e a incapacidade para uma acção concertada, pode justificar este encerramento e tudo aquilo que o mesmo significa para o Sabugal e para a região.
Nesta altura do ano, nas vésperas da quadra carnavalesca, altura em que a região beneficia da elevada afluência de turistas à Serra da Estrela, o encerramento do hotel tem o significado de mais uma oportunidade perdida.
Aliás, onde estão afinal os chamados “Roteiros Gastronómicos” que vêm acontecendo anualmente nesta altura do ano? Alguém ouvir falar nessa iniciativa que há muito devia estar em promoção para atrair gente ao concelho?
Foi por esta falta de visão que o hotel fechou e será pela mesma razão que possivelmente outros serviços ligados ao turismo também encerrarão as portas.
Exige-se um novo rumo, uma nova política, uma nova oportunidade para o concelho.
António José Vaz»

7 Responses to António J.Vaz toma posição sobre fecho do RaiHotel

  1. José Fino diz:

    Caro amigo António José Vaz:
    Se não fosse, V.ª Ex.ª, um candidato partidário às próximas eleições autárquicas, decerto que perfilharia, em absoluto, a sua posição aqui reproduzida relativamente ao encerramento desta unidade hoteleira de que o Sabugal dispunha, todavia, porque a sua intervenção surge, de modo repentino, assaz crítico e, fortemente, censurável dos poderes públicos legalmente constituídos, a mesma deixa-me fundamentadas dúvidas quanto ao seu aproveitamento político.
    Oxalá, utilize toda esta sua energia, que acaba de expressar, na próxima campanha para as autárquicas e, caso vença, ponha em prática uma polítca coerente e sustentável de turismo que obste a que outras desgraças desta natureza não se abatam sobre a nossa já pobre e deserta região arraiana!
    O SABUGAL merece e o POVO agradece!!!

  2. Maria Casteleiro diz:

    Muito bem António J. Vaz, vê-se que é um hoimem atento e sagaz da sua mensagem.
    A Câmara é a grande responsável pelo estado do concelho, que leva ao fecho de empresas, sobretudo as que estão ligadas ao turismo.
    Essa dos chamados «Roteiros» é bem apanhada, uma iniciativa que deveria estar no terreno desde há várias semanas, foi colocada ontem à tarde no sitio da Câmara e divulgada à pressa aos meios de comunicação – apenas e tão só porque o candidato falou nisso… Se assim não fosse só saberíamos que os «roteiros», ou os «circuitos», ou o «sabugal à mesa» (eles nem sequer ainda acertaram com o nome), se realizariam no próprio dia do Carnaval (aliás o último dia da iniciativa).
    Na câmara trabalha-se muito mal, com incompetência, mas tenha-se em atenção que isso não é culpa dos mal pagos funcionários, mas sim dos chamados «decisores políticos», que não estão à altura.
    «Está na hora…» Como alertava há dias um senhor facebookiano.

    • Olinda Carmona diz:

      Concordo com a Maria Casteleiro (Casteleiro? deve ser da familia dos Casteleiros da Aldeia de Joanes). Os Roteiros foram colocados nos últimos dias, quando a sua publicitação devia ter começado no inicio do ano. Ao que consta, a semana passada ainda nem havia equipa para fazer o evento. Éclaro que há muita incompetência! Esperemos agora que o candidato da concelhia do PS apresente rapidamente o seu programa, principalmente as medidas dedicados ao turismo.

  3. Maria Casteleiro diz:

    ‘candidato da concelhia do PS’?
    Meu caro conterrâneo Olinda Carmona. O senhor é gato (sem ofensa) que se esconde com o rabo de fora… É então um dos “independentes” que queriam decidir qual era o candidato. Era melhor pagarem quotas e ajudarem a decidir isso lá dentro, sem se encostarem quando lhes convém e se afastarem quando não lhes interessa.
    Quanto aos Roteiros sabe bem que a iniciativa não foi divulgada ‘nos últimos dias’ mas no último dia, ou mais concretamente ontem à tarde, quando leram o texto do candidato Vaz denunciar que da iniciativa ninguém ouvira falar.
    ‘Está na hora’ – vamos a isto JUNTOS caro conterrâneo e deixemo-nos de revivalismos…

  4. Olinda Carmona diz:

    Minha cara Maria. Que grande confusão. Então não foi a concelhia do PS que escolheu o candidato? Então foi quem? Independente? Eu? Pois fique sabendo que sou militante de um partido e, sim, tenho as quotas em dia! A minha amiga está muito enganada. É verdade que de vez em quando lá me encosto. Não digo a quem, claro está. Cada uma encosta-se a quem quer (ou pode). Pela sua conversa não gosta de gente independente. Mas, olhe, eu sou solteira e muito independente. Sou mesmo liberal em muita coisa. Tenha juízo e aproveite para se encostar que a vida são dois dias!

  5. carlos gomes diz:

    Querem ver que o Hotel vai ser o novo edificio da Câmara, quando o candidato do PS ganhar as eleições! Se tiver que vir a terreiro sempre que fechar algo no Sabugal, já tem trabalho que chegue… As pessoas envelhecem, morrem e as obras ficam. Sem clientes, sem profissionalismo, sem projectos, sem visão do negócio, sem pacotes de entretinimento, sem qualidade de serviço, etc. o futuro é certo…negócio falido.è precis alguém que perceba da poda.

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