O concelho do Sabugal em 1942 (9)

Anuáriio Comercial Portugal - 1942 © Capeia Arraiana

Continuando a fazer a caracterização do concelho do Sabugal no ano de 1942, com base na 62ª edição do Anuário Comercial de Portugal, vamos agora expor quem eram os agricultores, os proprietários, negociantes e profissionais de duas freguesias do concelho: CASTELEIRO e CERDEIRA DO CÔA.

CASTELEIRO
Esta freguesia situa-se a 16 quilómetros da sede do concelho e a 12 da estação de caminho-de-ferro de Belmonte. Tinha uma população de 1.325 habitantes.
Esta freguesia tinha no seu termo a estância termal Águas Rádium, de que era proprietário D. Henrique Gonsalvez Fuentes.
Serviços institucionais, actividades económicas e profissionais:
Presidente da Junta de Freguesia: Joaquim Mendes Guerra.
Juiz de Paz: José Antunes, sendo escrivão José Martins.
Pároco: António Gonçalves Sapinho.
Regedor: José Amaral Azevedo.
Posto do Registo Civil: José dos Santos Mourinha.
Encarregado do correio: José dos Santos Mourinha.
Professores (2): Aurora de Jesus Amarelo e Manuel Pereira Neves.
Médico: Dr António A. P. Marques.
Alfaiates (2): Abílio Capêlo e Manuel Capêlo.
Agências bancárias (3): Banco Nacional Ultramarino, Borges & Irmão e Sousa Cruz & C.ª, todas representadas por Firmino Nunes de Sena.
Agência de Seguros: A Mundial, representada por José dos Santos Mourinha
Barbeiro: José A. dos Santos Mourinha.
Lavradores (4): Joaquim Mendes Guerra, Joaquim Mendes Reis, Joaquim Mendes Rodrigues, Norberto de Azevedo
Lanifícios: Firmino Mendes de Sena.
Mercearia: Maria da Glória da Costa Soares.
Minas de urânio e estanho: D. Henrique Gonsalvez Fuentes.
Vendedores de fazendas (2): António Pinto Canêlo, Firmino Mendes de Sena.

CERDEIRA
Esta freguesia situa-se a 22 quilómetros da sede do concelho. Possui estação de caminho-de-ferro, pertencente à Linha da Beira Alta. Tinha em 1942 uma população de 518 habitantes.
Serviços institucionais, actividades económicas e profissionais:
Presidente da Junta de Freguesia: Joaquim M. P. Monteiro.
Juiz de Paz: José Luiz Pereira Monteiro.
Pároco: Hilário Afonso Pires.
Regedor: António Mateus Gomes.
Posto do Registo Civil: Eduardo Maximino.
Encarregado do correio: Palmira Deniz da Fonseca.
Professora: Virgínia Pires.
Agências bancárias (3): Banco Nacional Ultramarino, Lisboa & Açores e Banco Espírito Santo, todas representadas pela viúva de António Joaquim Vicente.
Barbeiro: Manuel Júlio.
Fábrica de Sabão: Simão Borregana.
Lavradores (4): António Marcos Monteiro, Francisco Lourenço, José Pereira Monteiro e José Deniz da Fonseca (herdeiros).
Negociantes de cereais (5): Adriano das Neves, António Maximino, António N. Caramelo, Eduardo Maximino e Honorato Mendes.
Vendedores de fazendas (4): viúva de António Joaquim Vicente, António Maximino, António Sezures Piçarra, Joaquim dos Santos Restêlo.

No próximo artigo falaremos da vida económica que existia em 1942 nas freguesias raianas de Fóios, Forcalhos e Lageosa.
Paulo Leitão Batista

One Response to O concelho do Sabugal em 1942 (9)

  1. José Carlos Mendes diz:

    I
    Grande trabalho de comunicação este do nosso amigo, o incansável Paulo Leitão Baptista.
    Pela parte que me toca, agradeço.

    II
    Deixem-me mostrar orgulho também nestes dados sobre a minha terra (o Casteleiro).
    Primeiro, algumas notas:
    – Demografia: vejam o número de habitantes à época (1 325 pessoas). Hoje não devemos passar dos 500: 461 eleitores – e não há quase crianças nem adolescentes…
    – Homenagens sentidas ao Professor Neves, de boa, muito boa memória – ainda chegou a a ser meu professor 15 anos depois disto, vejam bem.
    – O Dr. Pereira Marques deixou muitas e boas recordações na geração dos meus pais. Já não cheguei a conhecê-lo.
    .
    III
    Depois, duas ou três correcções e adendas:
    1) As Águas Rádium, embora mesmo ali na fronteira e mais próximas do Casteleiro, pertencem de facto, do ponto de vista administrativo, à freguesia de Sortelha.
    2) Segundo me contaram, as minas de urânio estavam de facto registadas oficialmente em nome do espanhol, de facto funcionavam de modo muito aberto – cada qual ia aos locais e apanhava. Já escrevi sobre esse sistema em vários locais e um dia resumo tudo para o ‘Capeia’ – fica a promessa.
    3) Julgo que faltam aqui pelo menos três grandes lavradores da época: Morgado de Santo Amaro, Manuel Fortuna (o Sr. Manelzinho – era assim que o conhecíamos) e Luís Mendes.

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