Bispo da Guarda critica políticas familiares

Religião - © Capeia Arraiana (orelha)

Segundo notícia da Agência Ecclesia, o bispo da Guarda insurgiu-se este domingo, 27 de Março, contra as políticas educativas e laborais que têm reflexos negativos nos agregados familiares, tendo defendido a sua renovação.

A Agência Ecclesia, citou as palavras de D. Manuel Felício na homilia da missa celebrada em Celorico da Beira: «Na hora em que está aberto o processo para repensar a sociedade portuguesa, é bom não esquecer, mas colocar na primeira linha das nossas preocupações a necessidade de reformar as nossas leis e políticas de família».
O prelado criticou o peso que a dimensão económica ocupa na dinâmica familiar: «As famílias não são em primeiro lugar unidades de produção e consumo material. São sim, primeiro de tudo, santuários de amor e de vida, onde, no diálogo fraterno e entre gerações, se lançam as bases de uma sociedade renovada».
«Os baixos índices de natalidade que nos envergonham, mesmo dentro desta Europa envelhecida, que começa a dar alguns sinais de querer acordar, não podem deixar-nos dormir tranquilos», afirmou ainda o bispo da Guarda.
Referindo-se à influência do Estado na educação, o prelado disse que «convém pensar seriamente em devolver à sociedade civil e em particular às famílias o direito fundamental que lhes assiste de serem os protagonistas dos projectos educativos que devem ser propostos aos seus filhos».
O responsável da Igreja Católica em Portugal pela doutrina da fé considera que «o Estado é a pessoa menos indicada para fazer projectos educativos», dado que «é neutro e laico e os valores, a começar pelos mais nobres, não podem faltar» nesses programas.
Portugal está «a desperdiçar o capital mais importante que é o capital humano», referiu Manuel Felício, que denunciou os sistemas educativos que «roubam» os filhos aos pais para decidirem os seus projectos pedagógicos, e «ainda por cima lhes transmitirem a mensagem de que esta é a melhor ajuda para as famílias».
plb

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