O Cisne Submerso, de Fernando Pinto Ribeiro

TMG - Teatro Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana

No passado dia 17, pelas 21h30 horas, foi apresentado na Guarda o livro «O Cisne Submerso», de Fernando Pinto Ribeiro. O poeta, natural da Guarda, regressou deste modo à sua terra natal.

A iniciativa ficou a dever-se a Américo Rodrigues, director do Teatro Municipal da Guarda e a ela se associou a Câmara local. A abertura da sessão foi feita pelo Dr. Virgílio Bento, vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda e seu responsável para a área cultural, o qual, após referir que a sessão se incluía na política cultural de dar a conhecer as personalidades da terra que se distinguiam através da escrita, passou a dirigir a sessão. Interveio em seguida Julião Bernardes, que deu a conhecer de que forma conheceu o poeta, em 2000, na tertúlia Rio de Prata, em Lisboa e traçou as qualidades do poeta e do homem, em palavras breves, distinguindo essencialmente a sua generosidade, o modo peculiar como fazia sobressair o que de bom os outros seus companheiros de tertúlia iam produzindo e a busca da perfeição em que se empenhava na construção da sua poesia, pela modificação de cada poema, sempre para melhor, nunca considerando o poema um produto acabado, antes em execução. Deu também conta do modo como o livro nasceu e foi evoluindo, livro este que inclui os poemas que o poeta ia dispersando por inúmeras publicações colectivas.
O Dr. Virgílio Bento deu em seguida a palavra a Jorge Castelo Branco, da Edium Editores, que disse da sua admiração pela poesia constante do livro e da emotividade que sentiu na assistência aquando da apresentação do mesmo em Lisboa, bem como do seu agrado por ter participado neste projecto.
Em seguida, Américo Rodrigues fez uma leitura de poemas do livro, a qual deliciou a assistência, constituída por algumas dezenas de guardenses. Coube depois a vez ao coronel Carlos Augusto Ribeiro, irmão do poeta, o qual falou da sua infância na Guarda, traçou o percurso da família até ao momento em que ele e o Fernando foram estudar para Lisboa e por lá se fixaram. Referiu também alguns episódios ligados à vida do poeta e sua ligação à noite fadista. Terminou agradecendo a todos os intervenientes na execução e apresentação do livro, ao editor, ao director do Teatro Municipal da Guarda e ao vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda. Seguiu-se a intervenção do escritor Eduardo Sucena, que falou da sua convivência com Fernando Pinto Ribeiro na Guarda, enquanto estudantes, e mais tarde em Lisboa, para onde ambos se tinham deslocado, do modo como o fado, que a ambos interessava, embora de forma diferente, acabou por novamente os aproximar. Realçou também as raras qualidades pessoais do poeta, de humildade, generosidade e do perfeccionismo que o movia no que fazia. Em seguida os poetas J. Leitão Baptista e Joaquim Murale, que tiveram relação de proximidade com o poeta, através da profissão, o primeiro, e do empenhamento na transformação da sociedade nos anos setenta, o segundo – fizeram, a duo, a apresentação do livro, realçando a qualidade da poesia nele constante.
Por fim o Dr. Virgílio Bento deu por encerrada a sessão.

No final dos trabalhos, o coronel Carlos Augusto Ribeiro procedeu à entrega de vários livros de Nuno de Montemor à vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, que também estava presente na sessão. O interesse que Fernando Pinto Ribeiro manifestava pela literatura devia-se, segundo as suas próprias palavras, ao entusiasmo que lhe fora transmitido na sua juventude pelo escritor quadrazenho, proximidade que resultava do facto de uma tia do poeta ser a secretária pessoal do autor de Maria Mim.
J. Leitão Baptista

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