Sabugal não recebe um único euro do PIDDAC

Em 2011 o PIDDAC para o distrito da Guarda sofreu uma redução de 36 por cento e apenas contempla oito dos 14 concelhos. O Sabugal vai «receber» zero euros.

Mapa Distrito Guarda

O Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) atribui aos municípios do distrito da Guarda para o ano de 2011 uma verba de 4,4 milhões de euros correspondendo a uma redução de 36,43 por cento em relação ao ano anterior.
Os concelhos do Sabugal, Aguiar da Beira, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda e Trancoso não «vêem» um «único euro» atribuído pelo PIDDAC para 2011.
O feliz contemplado para o próximo ano foi o concelho de Vila Nova de Foz Côa, com 1,9 milhões de euros, destinados à requalificação do cais do Pocinho e ao Parque Arqueológico do Vale do Côa. Em segundo lugar surge o concelho de Gouveia, com cerca de 1,1 milhões de euros destinados à construção das novas construções do Tribunal Judicial e da Escola Básica dos 1.º e 2.º Ciclos. A Guarda surge em terceiro lugar, recebendo cerca de 977 mil euros para investir na Loja do Cidadão, no Centro Educativo do Mondego e nas obras das residências de estudantes do IPG.
O concelho de Seia aparece no quarto lugar na lista de investimento do Governo, recebendo 157.500 euros que correspondem a um aumento de 494 por cento em relação a 2010. Atrás de Seia estão os concelhos de Pinhel, dotado com 87.000 euros, Celorico da Beira e Manteigas cada um com uma verba de 30.000 euros e Fornos de Algodres com 27.491 euros.
Para todos os concelhos do Distrito da Guarda, o PIDDAC de 2011 inclui ainda uma verba de 10.000 euros destinados à protecção do meio ambiente e conservação da natureza, cujos projectos deverão ser candidatados ao QREN.
A redução de 2,5 milhões de euros do PIDDAC coloca o distrito da Guarda quase no fundo da tabela em termos de investimento do Estado, descendo um lugar e posicionando-se na 14.ª posição à frente dos distritos de Beja, Viseu, Portalegre e Bragança.
O objectivo do Governo neste PIDDAC agora apresentado é dar prioridade à Agricultura e às Pescas, que concentram 22,8 por cento dos recursos, seguindo-se a Investigação e Ensino Superior (21,9 por cento) e a Economia, Inovação e Desenvolvimento, com 12,6 por cento. As iniciativas de Ambiente e Ordenamento do Território vão reunir 10,3 por cento dos recursos, cabendo cerca de 15 por cento ao conjunto da Educação, Justiça e Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
jcl

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