Sabugal – Construção da Escola Primária (anos 20)

A fotografia da crónica de hoje refere-se à construção do edifício que iria albergar a Escola Primária do Sabugal, nos anos 20, do séc. XX.

Sabugal - Construção da Escola Primária - Anos 20

João Aristídes Duarte - «Memória, Memórias...»A Escola Primária do Sabugal iniciou o seu funcionamento em 1926.
A sua construção decorreu durante a vigência do Regime da I República.
Pode ver-se a torre pentagonal do castelo do Sabugal, a sobressair por cima do edifício já construído, do lado esquerdo da fotografia.
Do lado direito é visível a torre da igreja do Sabugal, ainda hoje existente.
Nesta época não havia as tecnologias que se utilizam, hoje em dia, nas construções de edifícios. A grua era constituída por dois paus e uma roldana. Todo o edifício foi construído em pedra que foi retirada de duas igrejas: a igreja de Nossa Senhora do Castelo (que se encontrava junto ao castelo) e a igreja de S. Sebastião. Ambas foram demolidas para se arranjarem pedras para a construção da Escola Primária.
Como se sabe era um ponto de honra para a I República que as pessoas tivessem direito a uma boa instrução.
Vendo bem o edifício da Escola Primária do Sabugal, ainda hoje existente (e onde eu fiz o exame da 4.ª Classe, em 1970) é um edifício bastante imponente. Trata-se da maior Escola Primária do concelho. Apenas as escolas de Vale de Espinho e do Soito se aproximam, em grandeza, à Escola Primária do Sabugal.
Na última janela (em baixo) do lado esquerdo é visível o fontanário que se encontra no Largo da Fonte, no Sabugal.
As galinhas, em primeiro plano, passeavam nas ruas do Sabugal e de qualquer aldeia do concelho, com a maior das descontracções, buscando alimentos. Não se perdiam…

Nota: na minha crónica anterior referi que o pontão existia no Sabugal, o que não corresponde à verdade. Realmente, alertado por um comentário do sr. Carlos, fui verificar “in loco” e o pontão ainda lá está, do lado direito da nova ponte. É, até bastante largo. As minhas desculpas pelo erro.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

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