Sabugal – Pontão na década de 70

A fotografia que é, hoje, objecto de crónica refere-se ao pontão que existia no Rio Côa, no local onde se localiza, agora, a ponte nova que liga o Sabugal à estrada da Guarda, portanto do lado direito da ponte antiga.

Pontão do Sabugal

Joao Aristides DuarteA fotografia foi tirada em 1975, entre a Primavera e o Verão. A vegetação não deixa margens para dúvidas e pode ver-se que o Rio Côa está com pouco caudal.
Este pontão não era largo, embora seja natural que muitas pessoas o tenham atravessado para se deslocarem do Sabugal para as hortas existentes em redor.
Não tenho a certeza, mas existindo, no Sabugal, uma Rua dos Pontões, era mais que certo que a ligação entre as margens do Côa fosse feita em mais do que um pontão. Alguém me poderá ajudar? Quem sabe quais eram os pontões que ligavam as margens do Sabugal e onde se localizavam?
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

6 Responses to Sabugal – Pontão na década de 70

  1. JP diz:

    Lembro-me muito bem desse pontão..
    O rio tem ainda um pontão num caminho velho para a senhora da graça, e estou-me a lembrar de um pontão caído que uma vez vi numa tarde a andar de bicicleta, a explorar as margens, mas já a uns bons 4 kms do Sabugal talvez…
    Não sei se se refere a pontões nesse espaço do rio, ou numa extensão mais ampla.. mas aqui ficam estas 2 referências. Com certeza que pessoas com mais anos do que eu se lembrarão de mais pontões, pois tenho ideia de ouvir falar em mais…

  2. carlos diz:

    As pessoas têm que andar mais a pé pois este pontão ainda existe se não acredita quando passar pela ponte basta parar o carro e olhar .Enquanto aos pontões o pontão da sr. da graça o existente é feito de betão, agora desde o paredão da barragem até á ribeira do cró existem apenas 4 pontões o unico que está caido é junto há ponte de Roque Amador para Rendo, também existe outro em PORTO OVELHA

  3. Caro João Duarte,
    No Sabugal usa-se invariavelmente o termo «pontão» e «pontões» para designar uma só dessas antigas pontes de pedra erguidas pelo povo para atravessar os cursos de água. Muitas vezes ouve-se dizer: «Vou pelos pontões», o que quer dizer ir por um só pontão, até porque seria de todo impossível atravessar o rio em dois pontões ao mesmo tempo.
    Talvez por isso a tal rua do Sabugal se chame rua dos pontões, embora uma vez me tenha dito o grande memorialista Ti Zé Cacau que essa mesma rua se chamava antigamente Rua da Atafona, por ali existir uma (chamava-se atafona a um pequeno moinho movido pela força braçal ou pela tracção animal).
    Estou porém de acordo que noutros tempos haveria mais pontões do que aqueles que hoje restam, assim como poldras (pedras que permitiam passar o rio a pé enxuto saltando de umas para outras).
    Seria muito importante realizar um trabalho de sapa e catalogação do património de raiz popular concelhio, o qual constitui uma das nossas maiores riquezas.
    Paulo Leitão Batista

  4. João Duarte diz:

    Caro Paulo Leitão:

    Realmente a realização de um trabalho de sapa e catalogação do património popular construído no concelho era uma coisa muito interessante.

  5. xabugal diz:

    Apesar de viver na Quinta das Poldras, nunca me tinha questionado sobre o significado do termo Polderas. De qualquer forma, este pontão faz a ligação entre a Rua dos Pontões e a Quinta das Polderas. Se por um lado o nome Rua dos Pontões faz alusão à existência de mais de um pontão, o nome Quinta das Polderas poderá estar associado com a possível existência de poldras que mais tarde se transformariam em pontões. Será?

    Relativamente a outros pontões, existe um outro que se situa a 1 ou 2 Kms a jusante deste pontão, numa zona que chamam de “mateia”. A jusante desse pontão encontra-se ainda uma zona que lhe chamam de “travessas”. Será que o nome “travessas”, também estará associado à possibilidade de travessia do rio?? É que também ele é plural, tal como “Rua dos Pontões”.

  6. António Moura diz:

    Em Quadrazais designavam-se por “Poldres” umas enormes pedras em granito, polidas pela força da água ao longo de centenas de anos. Existiam umas na Lameira que foram arrasadas, para no mesmo local se construir uma ponte, quando existiam alternativas a montante e a jusante.
    Onde estavam as autoridades?…

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