O rei vai nu…

De vez em quando há alguém que se dirige a mim perguntando o que tenho a dizer sobre as eleições. Como sabem do meu espírito crítico, alguns vêm com aquele arzinho sorridente e irónico de «toma que já te calas». E descobrem que não me calo, pois o que me move não é os partidos ou as cores mas a minha terra, o Sabugal.

Kim Tomé (Tutatux)Bem, venho então aqui publicamente dizer o que penso.
E começo por uma frase que foi colocada num comentário por um «Zé»: «Cabe-me fazer as malas e partir, já que a minha terra não me dá o que preciso…»
Esta é a frase que define bem o sentimento dos habitantes do concelho do Sabugal.
Quem nos governou e os que os têm acompanhado fizeram desta terra uma terra sem futuro e sem esperança onde é impossível ser feliz.
ISTO É UM FACTO!
Facto reconhecido por organizações independentes e que alguns, sabe-se la porquê, tentaram a todo o custo ocultar.
A desertificação não é uma tragédia, é uma consequência de medidas desajustadas e erradas tomadas ao longo de décadas.
Ao andar pelas ruas do Sabugal sinto-me numa cidade fantasma, o mesmo se passa nas freguesias.
E não vejo perspectivas de mudar, antes pelo contrário, oiço os poucos que restam a dizer o mesmo que o «Zé» escreve no seu comentário.
Para os que querem saber o que penso das eleições, penso que não devo dar os parabéns ao Eng.º Robalo porque o papel que ele vai ter que fazer jamais o quereria para mim, jamais vai conseguir inverter este sentimento instalado nas pessoas. Como tal, dar os parabéns a alguém por tão inglória tarefa não me parece bem.
Até porque, o seu trabalho está dependente de pessoas que não garantem o apoio necessário à tomada de decisões acertadas.
Algumas vezes tenho referido a história do «Rei vai nu», para metaforicamente fazer referencia às pessoas que rodeiam os que detém o poder e que lhes toldam e distorcem a capacidade de apreciação e decisão. Esse é um problema que não vai ser resolvido, dai que dar os parabéns a alguém que à partida tem fortes probabilidades de ser manipulado por esses poderes ocultos, seria uma atitude de profundo mau gosto e falta de consideração pelo Senhor Eng.º Robalo.
Por outro lado tenho a dizer que como até aqui tenho feito, continuarei a colaborar com criticas, sugestões, ideias e realizações com as quais esteja de acordo e que tenham em vista o desenvolvimento da minha terra com a certeza de que, quando vir que o rei vai nu eu não vou dizer que enverga as mais lindas vestes.
Mas sinceramente não acredito que seja possível dar a volta à situação!
As pessoas que, desvalorizaram o turismo como indutor de progresso, ou a Rota das Judiarias do Sabugal como conteúdo para um turismo cultural, ou que têm como comportamento difamar os outros, estão lá! e não acredito que essas pessoas tenham a honestidade de mudar de posição pelo que me foi dado ver até agora.
Por tanto, a tarefa do Senhor Eng.º Robalo vai ser dura, ingrata e frustrante, isto se tiver como objectivo salvar o Sabugal do desaparecimento nos próximos 4 anos.
Assim não dou os parabéns ao Senhor Eng.º Robalo não porque não tenha consideração pela sua pessoa, que tenho, mas porque detestaria que me dessem os parabéns por assinar a certidão de óbito da minha terra, que é o que lhe vai acontecer.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

26 Responses to O rei vai nu…

  1. Não sou do Sabugal, apenas casei numa freguesia que é Badamalos, e acho que me apaixonei por essa linda terra, o que me deixa mais triste é que nao se vê ninguém (governantes) ter alguma atenção por essa região que cada vez esta mais deserta, ate da do ir ai fora das épocas festivas, la vai havendo alguma aldeia que cria pólos e actividades para cativar gentes jovens e menos jovens tirando isso nao se vê projectos de jeito para enraizar o povo ….PS: fazem mais pessoas com a tempra do Kim Tomé

  2. diz:

    Pois é… isto não vai melhorar de certeza… essa frase, que escrevi, será o mais provavel, porque aqui não tenho quase nada, apenas tenho o meu amor pela “terra”, mas só não basta. passei parte da minha vida a estudar e para que? para nada. Assim terei que fazer como os meus amigos e partir, pois do meu grupo de amigos apenas resto eu. os outros 7 ou 8 já seguiram caminho, e tao depressa não voltam, porque segundo eles “aqui não há nada”.
    Aqui ficam estas notas soltas…

  3. AC diz:

    Quem fala assim não é gago. Pena que não haja muito Kims Tomés por cá. E sabem porquê? Porque infelizmente têm de abandonar o concelho porque aqui não há perspectivas de futuro. Há gerações que pura e simplesmente desapareceram, e vão continuar a desaparecer, porque assim não vamos lá, e isso é por demais evidente. As aldeias estão desertas. Porque será?
    Pena que se continue a acreditar em promessas que se repetem. Pena que a necessidade de mudança não consiga sobrepor-se ao conformismo.
    Na cidade do Sabugal não há um único prédio (com vários apartamentos) em construção. Porque será? De certeza não é porque os jovens desta terra têm capacidade para construir moradias ou vivendas, mas simplesmente porque os jovens desta terra cada vez menos moram aqui.
    Há quem diga que onde não há construção não há desenvolvimento. A julgar pelo concelho do Sabugal, isso parece ser uma grande verdade.

    • optimista diz:

      Prédios = Desenvolvimento?

      Desde quando?

      Tenho a certeza que prédios não é sinal de desenvolvimento. Na maioria das vezes os prédios escondem muita pobreza em todos os aspectos – financeiro, social e cultural, certo?
      É isso que quer para nós?

      • AC diz:

        O que eu quero para nós é, acima de tudo, que a população aumente para que o concelho do Sabugal não seja uma espécie de concelho fantasma. Falei dos prédios porque são sinal de investimento. Aliás a construção civil é um forte indicador de desenvolvimento. A construção civil parece estar parada e o investimento é muito pouco.
        Se não houver andares/apartamentos à venda, onde é que jovens casais, por exemplo, vão morar? Na Guarda, na Covilhã e por esse país fora, onde lhes seja permitido adquirir o seu lar. É que no inicio de vida (e até no fim) não é fácil comprar desde logo uma vivenda.
        Há vários casais do Sabugal a comprar apartamentos fora do concelho e depois vêm trabalhar para o Sabugal, só que não moram cá. Acha isso bem? É esse o seu conceito de desenvolvimento?
        E olhe que eu não diria que na maioria das vezes os prédios esconde o que o Sr. referiu de mau. Diria antes “por vezes”. É que há apartamentos bem melhores do que muitas vivendas. E dos poucos prédios que o Sabugal tem, conhece algum que esconda o que o Sr. diz?

  4. O Interior diz:

    As oportunidades criam-se, e os jovens têm que ser empreendedores, são eles que que têm a responsabilidade de gerar e criar novos desafios e novos mercados. Não é pura e simplesmente acomodar-se e ficar na expectativa que haja um patrono que mude a realidade.
    Porém deverá haver meios e mecanismos que possam potenciar a fixação de novos povoadores e de novos nichos de mercado.
    Sinceramente não sei que é mais coveiro do Sabugal, se são os arautos da desgraça ou se são os que fazem das palavras um florido critico comodista.
    Como o Zé diz: “passei parte da minha vida a estudar e para que? para nada”.

    Se acha que foi para nada, é pena. Já pensou em desenvolver algo, acreditar que consegue construir uma nova realidade? Ver onde pode actuar. Definir um objectivo. Ou uma licenciatura é uma condição sine qua non para se limitar!

    Por vezes basta uma acção para desencadear um conjunto delas….

    • Kim Tomé diz:

      Bem vamos la aclarar as coisas ok!?
      Eu digo-lhe que não sou “arauto da desgraça” e que faço todos os dias muito pela minha terra, mais do que muitos que tem a obrigação e dever de o fazer e não fazem.
      Se fosse arauto da desgraça nada faria.
      Só que eu faço!

  5. João Duarte diz:

    Caro Quim Tomé:

    Leio sempre com muito interesse os teus artigos. Mas quem ler e não souber a realidade deste país , há-de pensar que o problema da desertificação só existe no concelho do Sabugal.
    E não é essa a realidade, há muitos, muitos anos.
    Portanto, se tiveres a receita mágica que consiga estancar o abandono das terras deste concelho (e de todo o interior deste país) regista a patente.
    Tenho a certeza que irás ganhar muito, muito dinheiro com isso. Quase todos os Presidentes de Câmara deste país quererão saber essa receita mágica.
    Já escrevi, por mais de uma vez, que isso não é culpa de qualquer Câmara, mas sim do próprio Governo Central. Há quem não queira acreditar. Mas eu continuo na mesma.
    Nestas eleições, no distrito da Guarda, houve umas Câmaras que mudaram de cor. Veremos se daqui a quatro anos estarão com mais ou menos população, se forem do interior.

    • Kim Tomé diz:

      João, Eu percebo esse tipo de raciocínio, também eu pensava assim até vir para cá.
      Só que uma vez aqui, comecei a sentir as coisas de outra maneira, senti a falta de apoio, senti as dificuldades desnecessárias causadas por quem teria a obrigação de apoiar, senti as injurias causadas por aqueles cuja ignorância lhes tolda o raciocínio, senti e sinto as represálias por ser uma pessoa com iniciativa e sem papas na língua.
      Mas o que eu mais senti foi pessoas a lamentar não poderem viver na terra que os viu nascer.
      E isso não é uma questão de perspectiva, são as pessoas da terra que o causam.
      Temos bons exemplos que cheguem, olhe-se para a Idanha ou Castelo Branco, o problema está cá dentro!
      E enquanto as pessoas não mudarem de atitude continuamos com o problema.
      Dai que, porque não vejo nas pessoas vontade de mudar, são apenas mais 4 anos para fechar o Sabugal.

  6. Ramiro Matos diz:

    Caro Kim
    Acabado de participar contigo na apresentação de um livro sobre os judeus em Portugal realizado na Casa do Castelo, compreendo o que te deve ter custado escrever este texto.
    Sei da tua luta com a qual estou totalmente solidário. Sei do amor que tens pela nossa terra. Sei da importância que o Bardo tem para ti mas, sobretudo, para o Sabugal.
    E por isto tudo tudo farei, e sei que não estou só, para te motivar a manter o teu espírito de luta e para te manter no Sabugal.
    Como sabes, considero que perdemos uma oportunidade para mudar. Mas outros momentos e novas lutas nos esperam para colocar o Concelho do Sabugal de novo na senda do progresso.

    Um abraçao

    Ramiro

  7. AC diz:

    Para “O Interior”:
    Já alguma vez desenvolveu ou tentou desenvolver uma “acção” no Sabugal? Olhe que não é fácil. Se se diz que Portugal é um país de burocracias e mais burocracias, o Sabugal é um bom exemplo disso. Mas o problema não é propriamente a burocracia, o problema são as ajudas e os apoios, que não aparecendo, ou atrasando/dificultando as “acções” fazem qualquer empreendedor perder a paciência.
    Na nova “Zona Industrial” (ou seja lá o que lhe chamam) existe um pavilhão construido há não sei quanto tempo que não está a funcionar. Alguém me sabe explicar porquê? E será que as infra-estruturas que ali andam a construir têm de demorar o tempo que estão a demorar? Porque razão em muitos dias, se calhar a maioria, e desde que começaram os trabalhos, não se vê ali nenhum trabalhador? Para que alguém empreendedor desenvolva os seus esforços tem necessáriamente de ter apoios, que mais não sejam morais. Será que aqui os há? Se alguém chegar à Câmara com um projecto será que alguém o “agarra” para que esse projecto não saia do concelho, ou simplesmente infromam dos regulamentos e posturas municipais?

  8. João Duarte diz:

    Caro Quim Tomé:

    Vou-te dar um exemplo, até porque tive dele conhecimento directamente, na campanha eleitoral.
    Na Moita houve um problema com a taxa de saneamento que é muito mais cara do que no Casteleiro.
    A Junta de Freguesia da Moita era da CDU , o presidente da Junta era o sr. Honório.
    Pois, o PS passou toda a campanha na Moita a falar na taxa de saneamento, alegando que era mais cara do que nas outras freguesias e que a culpa era do sr. Honório.
    O sr. Honório era o pior que havia . No entanto , o PS não teve pejo em convidá-lo , antes, para ser ele o candidato pelo PS.
    Como não aceitou ser candidato pelo PS , passou a ser o pior.
    Na última Assembleia Municipal o João Manata (deputado pela CDU) levantou esse problema da taxa de saneamento (a primeira vez que a Moita foi falada numa Assembleia Municipal), tendo-lhe sido referido que não se podia fazer nada, já que havia uma lei do tempo em que o Sócrates era o Ministro do Ambiente sobre o utilzador/ pagador. A Câmara não podia ir contra a lei do Governo Central. Como a estação de tratamento e os ramais da Moita custaram mais dinheiro do que no Casteleiro, a taxa de saneamento na Moita tinha que ser mais cara. Repito: lei do Ministério do Ambiente, no tempo em que Sócrates era o Ministro da pasta.
    O candidato da CDU à Câmara Municipal (José Manuel Monteiro) ainda foi à Câmara do Sabugal verificar se havia algum engano, mas não. Não havia engano. Era mesmo a lei que era assim.
    Como esta deve haver milhares e milhares de leis que a Câmara está obrigada a cumprir e contra as quais nada pode fazer.
    Conclusão: a CDU perdeu as eleições para a Assembleia de Freguesia da Moita, por 8 votos.
    Vamos ver o que faz , agora, o PS com isto.
    Este é um exemplo de que as coisas não são tão fáceis como alguns querem fazer crer.
    Bem ouvi, também , o Dr. Joaquim Ricardo, num comício, no Soito a dizer que só faria o que estivesse na lei (isto a propósito de no Soito só haver dois professores, quando os pais queriam três).
    O Governo faz as leis e depois os autarcas que as apliquem.

  9. Kim Tomé diz:

    E então…
    Se o governo central faz as leis compete aos autarcas fazer o seu papel, se acham que está correcta apoiá-la, se acham que está incorrecta devem pressionar o poder central para a alterar e tentar minimizar os seus efeitos com medidas compensatórias.
    Penso que isto responde à questão do Saneamento.
    Até porque a mim ninguém já me convence de que a culpa é do poder central, essa é uma desculpa que apenas serve para ocultar incompetências.
    Mas quanto ao que o poder local pode ou não fazer, eu penso que pode fazer muito para fixar populações.
    Mas o que eu penso acima de tudo é que falta gente com garra suficiente para defender a sua terra, e aqui incluo as pessoas e o património, e isso não tem sido feito.

  10. João Duarte diz:

    Olha Quim, não sei o que te diga. Fica lá na tua, que eu fico na minha. Para mim a culpa é do Governo central. Ninguém me tira isso da cebeça, venha quem vier dizer-me o contário. Mas atenção, que isto já vem de há muito tempo. Aqui a culpa não é só deste Governo, mas de todos os que existem desde 1976. A Regionalização não passou, lembras-te? Se calhar vivias em Lisboa e até votaste contra. Eu votei a favor, mas a maioria das pessoas votaram contra. Agora, aguentem-se.

    • Kim Tomé diz:

      Por acaso estava em Lisboa 🙂
      Por acaso defendo a regionalização 🙂
      Mas também acho que neste sistema que nos governa, o papel dos governantes locais não pode ser exercido como se fossem impotentes marionetas nas mãos dos poderes centrais.
      Se as pessoas se propõem como governantes de um povo tem que assumir a defesa desse povo ou então não se propõem para o cargo.
      E o facto é que não tenho visto nem vejo essa atitude de defender a sua própria terra nas pessoas que detiveram o PODER LOCAL nestes últimos 50 anos.
      Sempre que me vem com a desculpa do poder central, eu pergunto então para que precisamos do poder local?
      Bastaria uma secretaria para as formalidades, não necessitaríamos de uma assembleia nem de uma câmara com representação local.
      Se temos essas instituições e se estão lá pessoas que ocupam lugares de decisão, pois que tomem as medidas necessárias para a boa governação do património comum dos que os elegeram.

    • Maria Elisete diz:

      Então quer dizer que o desenvolvimento de Castelo Branco e Idanha deve-se ao governo Central?
      Não sou de Castelo Branco, mas do sabugal,e, digo-lhe que sempre gostei desta cidade, que está sempre em desenvolvimento.
      Pelo que leio a Idanha tem um desenvolvimento cultural muito bom.
      Quem foi o Presidente da Camara de lá o mesmo que é ha alguns anos o de Castelo Branco que promove o desenvolvimento, tanto a nivel cultural e industrial da cidade,e, isso seu eu, com conhecimento de causa.
      Portanto, o que falta no Sabugal é um bom Presidente, que nunca teve.Não habito lá mas sei das noticias….mas tb sei que o Sabugal perdeu muito da sua identidade— eu votei a favor da regionalização, mas digo que a culpa é e não só dos Presidentes, São eles que governam as comarcas, tomam as decisões, etc, etc,…..repare que o sSabugal com as conctruções que há por lá mais parece uma casa desarrumada,e, isto já vem de 1974……

      • Kim Tomé diz:

        Parece que há aqui alguma confusão quanto ao que defendo.
        Só para que fique claro eu que vivi no Sabugal e só de lá sai porque corria sérios riscos, afirmo que, a culpa da desertificação e da destruição do património natural e histórico no Sabugal, é dos governantes locais.
        E faz-me muita confusão como pode um povo aceitar que o obriguem, durante mais de 50 anos, a deixar os seus familiares, amigos e propriedades sem se revoltar contra essa gente.

  11. joao valente diz:

    Isto da desertificação é o diabo! Ainda há dias, lendo as queixas dos concelhos as cortes de Évora, em meados do séc. XV, as queixas eram as mesmas. Nos concelhos rurais, a fuga dos filhos dos lavradores para outros ofícios, e a progressiva morte dos lavradores sem filhos que lhes sucedessem, desertificaram os campos e as aldeias. A solução que propunham os peticionários era a obrigatoriedade dos filhos dos lavradores regressarem à terra. E D. JoãoII, viu que isso era impraticável, porque era justo que todos quisessem ambicionar a melhor qualidade de vida. O Problema começou numa política agrícola errada, na vida de miséria em que se tornou a agricultura, e não ter havido uma transição gradual do sector primário, passando pelo secundário para o terciário, nos concelhos tradicionalmente rurais, que fornecesse mão de obra alternativa aos que abandonaram a agricultura.
    E ninguem se iluda; não é em 4 anos, nem em vinte, que se inverte isto!

  12. João Duarte diz:

    Ora , nem mais, caro João Valente.
    Haja o primeiro que inverta isto que passa a ser o maior herói do Sabugal, de todo o sempre.

  13. Kim Tomé diz:

    Então resta-me fazer as malas e fazer como os outros abandonar a minha terra?
    Por essa ordem de ideias vamos abandonar tudo, que se lixe…
    Hoje temos soluções inimagináveis no Sec. XV e penso que temos mais ferramentas e informação que nos podem auxiliar.
    Sou dos que acreditam que podemos defender esta terra, e mais, estou convencido que o esta terra produz riqueza suficiente para que se possa cá viver feliz.

    • joao valente diz:

      Seria preciso uma “cabeça pensante” que soubesse discernir, acima do pensamento colectivo (que massifica e embrutece, nas palavras de Fernando Pessoa) , o que é essencial ou não para o concelho. Há? Consegue ser ouvido?

      • Kim Tomé diz:

        🙂
        podemos cada um com o seu conhecimento contribuir para a nossa terra, ou podemos sentar-nos à espera de um D. Sebastião…
        Aproveitamos agora estes tempos de brumas, quem sabe ele esteja por perto e nós não o estejamos a ver?
        🙂
        um abraço

  14. Manuel Russo diz:

    Tambem fazer e aplicar tipo: REFERENDO(s) perguntar aos Sabugalenses que estao fora do Concelho, e sobretudo às familias que habitam; que anàlise feita deve haver, mais de 90% de familias no Concelho que teem um ou vàrios familiares fora que (e) imigraram.
    Qual seria a receita milagrosa para Repovoar o Concelho novamente.
    Na minha opiniao de imigrante creio que mais de 50% de;i;emigrantes estariam de acordo em voltar às suas origens.
    Participar e colaborar para um Concelho melhor(tudo é possivel ou quase)

    • António Moura diz:

      Os emigrantes já não conhecem a nossa realidade, repovoar o concelho como ele já foi é uma utopia, há 50 anos nesta nossa pobre terra uma família de 10 pessoas vivia com uma vaca e pouco mais, (passavam fome num concelho onde havia mais gente do que a terra podia alimentar). Hoje são precisas 10 vacas para uma única pessoa viver enquanto a terra dá a mesma erva, alimenta a vaca da mesma forma. Mas a terra continua cá, não vai embora, não emigra, e ela diz-nos todos os dias que há-de chegar um momento de equilíbrio entre o que é gerado e o que é consumido. Esta contínua discussão sobre despovoamento parece ancorada num saudosismo do tempo voltar para trás, um saudosismo bem presente nos nossos emigrantes. Mas esta terra não pode suportar muita gente (pelo menos a médio prazo) por isso em vez de dispersarem meios e energias avultadas do erário público em elefantes brancos, deviam antes concentrar esforços num único local, fazendo convergir energias na sede de Concelho. Quando a pouca força que temos é dispersa pouca mossa pode fazer.

  15. Carlos Conceição diz:

    O concelho precisa de quem tenha e de quem apoie iniciativas mas pelo que vejo se alguém apresenta alguma é marginalizado: Tenho vindo a assistir desde há anos a uma “usurpação dos nossos direitos” por outras sedes de concelho com mais iniciativa, É a capital da castanha… que se foi, a capital do cabrito, (que não há melhor que o da serra de Malcata) do mel, do queijo, da chanfana,…e por aí adiante, que outros mais espertos registaram como seu,que nos resta? Por exemplo: a Capital do Bucho? A Capital do Cereal (a Ceres do Distrito)? A capital da truta? e outras que quem mais conhecedor pode avançar!!! O Kim tem sido um elemento válido que podia participar e ser chamadoa dar o seu contributo, mas, infelizmente,os “iluminados” chamam a si todas as decisões que são quase sempre,inuteis e até prejudiciais. é tempo de acordar!!!

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